domingo, 19 de outubro de 2008


se eu hoje de manhã,
bem cedinho em meu coração,
não te visse,
acharia que ainda não tinha conhecido o sol
e se ainda nesta mesma manhã,
eu não escutasse tua voz,
não saberia o que é música,
e quão infeliz eu seria...
e minha alma não teria, uma flor se quer,
não brilharia em mil cores diferentes
quando do dia de festa em te conhcer.
...




[foto de Rita Marize, setembro de 2008. Set de gravação do Documentário: 'O Som que vem de Paciência', Rio de Janeiro - RJ]
...

Esse tempo que acelera minha cabeça
e atrasa o das horas feitas
atrasa o tempo de chegar
o tempo de espera...
e esse tempo de mim mesma que se adianta a mais que meu pensamento
é mais rápido que minha música
há algo em mim precisando de sintonia
há algo em mim precisando de conserto
mas ando certa de que dias e ares melhores virão
não sei de onde,
se é da zona norte
ou da zona sul...
mas vem,
o vento sempre passa na nossa nuca
mesmo em dia de sol quente...

...

[já descobri que meu mundo é feito de pequenas folhas , grandes desejos e numerosos, realizações pregressoras - quando de meu empenho, já descobri vontade e a falta de...
só me encontro hoje com uma vontade que as horas andem juntas com meus pensamentos...]

[foto de Rita Marize, setembro de 2008. Set de gravação do Documentário: 'O Som que vem de Paciência', Rio de Janeiro - RJ]

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Minha 'budega" tem cachaça velha

Quem tem sede?
quem tem sede de boa cachaça?
quem tem sede de cachaça?
quem tem boa?
quem? que boa?
sede?
cachaça?
quem mesmo?
tem?
pronto! Tomou passou!
é feito gente muito bonita,
põe mesa
ah, isso põe.
mas a gente come...
e ai?
e a sede?
e a fome?
qual é a cachaça da vez?
qual é a próxima comida?

Um beijo para uma flor...


Em dia de flor o céu fiica mais azul
a cidade mais colorida
e tem cheiro dela em todo os lugares ímpares...
em dia de flor
tem primavera nos olhos dos maliciosos
tem reforço de sutileza no coração do bobo
no dia de flor
não tem quem tire o brilho
de quem é feita disso
não tem quem esmaeça a intensidade
de uma alegria pintada de sol
em dia flor
nasce gente de cor da primavera
preto, branco, amarelo
nasce...
cor de rosa, azul, encarnado
nasce...
nasce dentista, estilista e artista
nasce...
meninas cheias de beijinhos na boca
cheias de sonhos prestes a dividir conosco em sua realidade.
tenho muitas primaveras bem vividas conhecendo uma flor destas...

[de presente em recado para o Coelho com garra de Leão mais Fabiano de todos: Bifa! Em 16 de outubro de 2008, num dia que não consigo falar com ela, mas que pensei todo o dia, como reforço de ser seu aniversário!!!]

domingo, 12 de outubro de 2008

Bissiga de Titia.


Porque minha Tia não consegue resistir ao meu sorriso?
alguém pode responder?
e é porque só tenho dois dentinhos, viu?
e tem mais... tenho um pé tão gordo, mas tão gooordo, que ela só morde, só morde...
[Minha Xiguinha mar linda do muuundo, Toda felicidade é bem vinda, no primeiro Dia das Crianças!] A Lôra e Rafael. Amo demais...

O que falta ao Recife!

Se o Recife tivesse grandes bairros cortando sua beleza
tivesse grandes avenidas, coloridas na noite pelos faróis de carros
se fosse ele, repleto de pontes e rios floridos de mangue e canoinhas de nada
se fosse o Recife berço de um grande carnaval,
'foco prolífero' de manisfestações multiculturais,
se ficasse ele todinho em festa, no dia que o sol se amostra
e fosse ele, a capital do meu Pernambuco,
Meu Deus,
poderia ter ainda assim,
alguns descontentamentos da falta política e humana,
mas com certeza, seria um paraíso na terra!

Quando eu era menina


Quando eu era menina
tinha sonhos em cima das nuvens doces de algodão
meu perfume era o do mundo
meus pensamentos eram todos mais que sonhos...
eram realidade.
quando eu era menina
não tinha medo de ser grande
nem medo do desconhecido
nem medo em meio à curiosidade,
tinha muita curiosidade,
tinha vontade e desejo salientes de aprender
de sorrir
de me sujar
de me machucar andando de bicicleta
porque os meus medos vinham depois da vontade de superá-los.
quando eu era menina
minha boca tinha beijinhos
minha boca tinha um pobre vocabulário, mas já conjugava o verbo amar...
meus olhos eram coloridos, não eram só verdes
eram coloridos em todas suas escalas
meus olhos não tinham filtros...
não tinham.
quando eu era menina,
pouco tinha vivido
mas tanto tinha sentido
tanto, tanto...
quando eu era menina
tinha uma paixonite
e uma esperança de ficar grande
e ter um amor
e ter
e ter
e nunca saber o que era dor
quando eu era [bem] menina,
faltava eu crescer e conhecer mais rodas de brincadeiras
rodas da roda-viva
desta roda-viva-roda-vida
onde não se pode demorar num mesmo canto
pra ela não passar por cima
quando eu era menina,
às vezes, eu esquecia que tinha o amanhã
e vivia os melhores dias da minha vida por inteiro
como se fosse o último
com a sinceridade de um beijo de mãe

quando eu era menina,
fiz um pacto de não deixar de sê-la
nem quando eu escrevesse
'quando eu era menina'
pra nunca abandonar a beleza de ser
de ser curiosa
de ser aprendiz
de ser a primeira vez
de ter a primeira vez de tantas
de muitas experiências.
fiz um pacto dela não me largar nunca
mesmo em dia de encontro de muita gente grande
que era pra poder a menina se rir muito do grande vocabulário que ela juntou
e que hoje serve mais para complicar e mascarar
do que para ser livre...
mas se é assim
quando eu era menina
ainda é hoje!
e eu rio de mim mesma
sem maldade
mas de graça da palhaça que às vezes, me transformo.
...
[me olhando às avessas, mas sem devesas, nem rancor, rindo de mim mesma num dia maravilhoso em que ela está em casa, escutando conversas de outros mundos que nada têm em comum com o mundo que lhe interessa, com o dia lindo que lhe espera, espera, espera...]
Porque hoje também é de das crianças que cultivamos em nós. Para meus amigos, que ainda vejo como boas companhias de brincadeiras de rodas de outrora...