quarta-feira, 30 de abril de 2008

Poesia pura!!!

A poesia está em toda parte
ela é fértil...
o líquido que escorre à terra é que nos dá a vida
que une as forças dos encontros
que espelha a satisfação de um final do dia cheio de impasses
que limpa as más impressões da filosofia-de-beira-de-estrada
que nos faz inventar belas canções de 'exílio por opção'
que nos move a cada fim de semana chato
e nos transforma em flores
cada uma com sua cor e cheiro
dos mais belos e férteis
dos mais sinceros e alegres.
Aqui ninguém deixa a 'poesia' ficar de pé
todo mundo deita com ela.

Homenagem aos meus
meus amigos
meus chegados...
já já chego...
já já me achego
no aconchego dos braços do meu povo de lá...
[foto de Lílian Kelen]

Porque Deus existe e nesta terra tem praia também...
A vai engando a saudade e a lembrança dos amigos de lá
com o carinhoso crescente e desmedido dos de cá...
Já tem saudade desse povo batendo na minha porta...
[Danika, Eu, Thibaud (agora eu seu escrever seu nome seu pão-francês duma figa! me aguarde), Lili e Nessa, Rhaul pra variar chegou atrasado e perdeu a viagem, rsrsrsrs!]

Dia de Moreno...


Fechamos o Cine só pra ele...
A foto foi no mais tarde do dia, porque no início a comemoração foi sem o aniversariante...
Porque ele não gosta de festa no dia (mas A GENTE num combinou à noite? ou eu já tinha bebido?)
porque ele gosta de farrapar com a gente (ou é sonho meu? o tanto de tempo que esse 'abestado' demora pra chegar nos cantos)...
E aê Moreno?
Aprendeu?
Aprendeu que tem que sair pra comemorar seu niver quando A GENTE quiser?
Aprendeu que não precisa se esconder que a gente vai atrás?
Até 'Sônia-thibaud-Minhe' sentiu sua falta no Chapagne Ria
Até as 'periguetes' deram por sua falta (mas que situação, viu?)
até a minha amiga do mestrado perguntou pelo cabeludo
que situação a nossa que sai pra comemorar o aniversário do amigo
e ele não aparece...
Bom, o recado foi dado: A diversão foi a melhor!!!
até bate lata no bar, teve. E todo mundo quis conviver um com o outro... e você dormindo!
Convivendo com seu travesseiro...
ai, ai, ai!
Que festa maravilhosa a sua, viu?
Adoraaaaaamos!
Mas onde tava mesmo você?
bom, essa parte a gente pula...
Ai-nda bem que você sabe escolher bem o presente...
Porque entre todas as nossas alternativas: Pôr-do-sol em Espinho, Feira de delícias e frango assado rasgado na mão com todos os amigos em Espinho ou então, uma big festa no Champagne Ria, umas caipirinhas feitas pela sua amante e o marido dela na casa de Dani e Nessa...
Tantas opções, tantas juntas, tantas...
Vc escolhe justamente a que mais deu trabalho a gente: fechar o cinema pra ver aquela 'maravilha' de filme do Coppola?
Que de maravilha só tem o diretor mesmo e a poltrona macia do recinto pra gente dormir muuuuuito.
Ainda bem que Thibaud fez companhia pra você o filme inteiro (mesmo ele correndo atrás do inglês e da legenda em português...) e não deixou a gente com a consciência pesada...
Aprende menino, aprende...
Que 'muito mais legal de bom' é sair quando A GENTE quer você o tempo todo junto
pra conviver... pra qualquer coisa, mas todo mundo junto...
é o que importa!
A GENTE toda aprendeu que a festa é boa quando se está todo mundo junto, mesmo que o aniversariante não esteja... A GENTE faz a festa no melhor estilo: se divertindo muuuuito e oferecendo os brindes ao dono da festa!

Ladeira da preguiça...


Porque o que eu vim fazer aqui...
nestes dias só me prepara a cama a minha vontade
só me deixa o corpo a espreguiçadeira
e há tanto a se fazer
e há tanto a se acordar
o que eu vim fazer bate em minha porta
e eu abro...
convido a entrar, mas mal olho em sua cara
corre um sono deslavado da alma
existe uma camada de sedução invisível em meu corpo
sedução da inércia
sedução do fazer nada
nem pensar em nada
nem em ninguém
mas isso também é só vontade
porque pensar no que eu não vim fazer aqui
sempre aparece...
e eu quero mestrado em esquecer
em não mais pensar
eu quero mais é me doutorar neste assunto.
mas minha alma atravessa paredes
ela entra nos sonhos
ela enxerga além da janela esverdeada
ela vem e me abraça de volta ao início da manhã
se enrosca em mim
e eu em minha cama...
vai dando uma preguiça de escrever
de ler
de se chegar
calada
caladinha
bem quietinha
mas chega o já de dar a cara a bater
espero que eu crie uma amizade para não ser tão forte a 'lapada da onda'
e só me vem à cabeça a canção na voz de Elis
(qualquer dia escrevo a dor cortante de sentir inveja desta mulher: Elis minha ré-gina)
mas a canção é da ladeira
a ladeira da preguiça
e eu tô lá no topo desta ladeira
embolando embolando
embolando
e às vezes é tanta que tenho preguiça de lembrar como foi que subi aqui...
...
# Parece que estes dias mais que os outros tenho sido devota de Santo Elias (um santo que vi em guimarães, nunca tinha ouvido falar antes...rs, mas gostei dele!) o Santo protetor dos sonolentos, 'preguiçosinhos de Deus'...
...
[A Foto foi roubada do Tullus, é das bandas da casa dele...Praia de Costa NOva - Aveiro PT]

Re - 'Trato'

Esse Vídeo foi feito por mim em minhas 'peripécias' para aprender a mexer em alguns programinhas...

Encontrei disponibilidade em algumas 'boas peças' e surgiu isso que vocês estão por ver...

No mínimo um bom encontro (não só de dois) de muitos Novíssimos - e espero que longíquos -Bons Amigos que esta 'terra de ninguém' me deu...

Evoé pra vocês cambôi de 'fidaputa' (como disse a Larinha!)

Deixo aqui agradecimentos aos amigos queridos que fizeram parte das imagens e que foram as cobaias deste meu primeiro trabalho com imagem em movimento...

Ficha Técnica:

Quem fez? Rita Maria

Quem se lascou? Vanessa Oliveira.

Quem ajudou? Danielle Barrros, Juliana Nina, Lílian Kelen, O "Índio" na França, Rhaul Oliveira e Thibaud Minhe

Foi aonde mermo? Em Aveiro, na 'casa dos Meninos', no quarto de Nina e que ainda era também de Nessa.

O Orçamento? Muita risada e lembrança que vai durar por muitos tempos...

[Re- 'Trato' é produto dos primeiros exercícios em sala de aula da disciplina de Vídeo Arte, no Mestrado em Criação Artística Contemporânea, na Universidade de Aveiro]

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Auto-retrato # 1003


Nêga do cabelo duro "qualé" o pent(chi)e que t(chi)e penteia?
.
Branquela do sangue índio
cumadre de preto mais gostoso que castanha de cajú torrada
e coração mais cafuzo que nem consciência de político...
.
[abusando da cabelêra do moreno... Na boa, Rhaul, acho que deu mais jeito em mim...rsrsrs]

Auto-retrato # 1002

...

" A profusion of dream and realization that wasn't imagined...
Something that we building slowly but with many people...
Something and people that i miss, memory, life...
Sweet cotton, marsh mallow of misses mary that i bought im
My school... this thing it was made of dream and holy fury
This thing it was borns of a song that wasn´t made still fur
Any voice or any instrument...
But this song can be someday music, image, seene, sound...
A profusion of discontentment and deformed ideas,
Today i believe in thatting, tomorow i believe in other thing
I am confuse, without connection, but now i have sex and connection
I have faith but, i am faithless
However i have the more important thing: enthusiasm...
And corage untill that this corage to serve for
I stay all day lay down on my bed!!! Yupi!!!
...
...e eu também me rendi a merda dessa língua...
[com a cabeleira de Rhaul... =P]

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Pra declarar minha saudade!!!


E hoje bateu aquela saudade...
e tanto, e tanto, tantoooo...
e tudo...
Sonhei com os meus queridos
e era tanto abraço bom!
e me invadiu tanto
tanto carinho
tanta história
começoua dar a sensação física de arranhar a garganta
de formigar os olhos
e esquentar o corpo
mesmo neste frio da terra-de-ninguém...
e como em poucas vezes,
caiu a ficha de não estar lá fisicamente...
o que faz a minha mãe neste exato e preciso momento?
em que pensa a Lôra, o moreno, a branquinha querida?
e a Nina, o poço de abuso?
Aiiiiiii que vontade de...
aiiiiii, só que agora não se pode
e isso não é confortável...
me viro de lado e olho o calhamaço de papel a ser lido
e o pensamento não deixa
tudo se enrola
se é cinema
se é teatro
se é performance
se é artes visuais
se é Duchamp ou Da Vinci
se é Brecht ou Mulvey
quem descobriu o quê
quem fez isso ou aquilo
quem esteve e quem ainda vem...
nada importa
nadinha,
só o pensamento que não quer voltar pra essa ruazinha enfeitada
com árvore de pipoca e florzinhas de algodão-doce de Aveiro.
Mas fazer o quê?
é mesmo mais fácil deixar a saudade postada...
um beijo em cada um deles...
e eu me viro a ler esses troços que gosto tanto
e que geram tanta vontade de ser e estar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Qual a Paz que eu não quero conservar pra ser feliz?"


- Tenho medo de você, quando me olha assim...
Seus olhos mudam de cor e nem avisam... Nem mesmo você muda de lugar e eles mudam... e você muda inteira, ainda assim, mesmo parada...

- As verdadeiras mudanças não são avisadas, mesmo sendo em nós mesmos,
vão acontecendo...

-O que não me deixa desistir e enfrentar esse medo é a beleza do que vejo...

- Mas não é sadio desistir das mudanças, elas chegam e pronto!
Não pedem licença. Chegam. Além disso, é a prova direta que você não está no mesmo lugar.

-Quero ver com seus olhos...

- E eu quero ver com os meus olhos. Porque ainda que eu insista em não ver a mudança,
estarei nela!
...
[Foto de um trabalho na ARCO (Feira de Arte Contemporânea).2008. Madrid.
Eu "re-intitulei" a obra como "olhares tortos, que acabam se cruzando" ]

terça-feira, 8 de abril de 2008

entre um e dois, uns tantos senões

Na indecisão de abrir a boca
se a minha música é um samba ou uma jornada,
minha cabeça já não se serve dos meus pés no chão.
fico a arrumar desculpas
à minha grande falta de solidariedade artística com meu corpo e juízo.
se vou me blogar ou tirar a roupa,
isso já não importa,
não é o suficiente...
a moradia é mais no pé do morro,
tem mais cor do encarnado,
mais cheiro de domingo
e pandeirolas no ensaio.
levante a saia da razão,
ate os olhos da loucura,
sacuda minha sensatez,
sai e cura a dor do meu senso, a minha tez
disparatada...
do que se cobre
se já não há frio?
do que se fala
se já não há diálogo?
do que se pensa
se já é ultrapassado?
do que se foge
se não sai do pensamento?
porque o que é político,
conhece a falta de vergonha e razão
para salvaguardar a sua integridade,
a sua ética.
Aos ares as suas flores sem raízes!!!
A música é qualquer coisa de popular
é qualquer coisa que meu corpo responda
e eu ainda não decidi entre a ginga e a ousadia...
é mesmo prescindível de escolha?
ou dá pra misturar os ritmos?
vamos fazer qualquer coisa de música nova
qualquer coisa de música boa
agora tem mais uma resposta a dar...

(No Museu Reina Sofia, Madrid-ES)
...


Quando a presença das flores dispensa fotografia...
e a gente insiste!
...
(foto de Lílian)
...
Enquanto meu Sertão lá vira mar
o dilúvio anunciado daqui
insiste em quebrar regras que nunca foram suas
e se esconde em um tanto de raios do dia amarelo-girassol
destas bandas daqui
onde um sol laranja é devorado
pelo mar cor-de-folha-de-manga-rosa.
...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Domingo de Ramos foi há pouco!


Confissão (para Rita)


Essa tristeza sutilmente lusa que é viver na beira; os 'ãos' do nosso idioma ecoam no coração desse peito introvertido, somados ao fardo de ter navegado, o grave do fado cantado, um quê ressentido; um visco, um sobejo; a derradeira 'Flor do Lácio' no buquê do mundo ornamenta a olaria, presenteia com pão, vinho e alguma alegria a todos.
Não deveria dizer; guardaria isso um tempo a mais comigo - mas dá gosto saber que alguém entenda o que sinto, na minha língua, assim em Luanda como em Maputo, Goa ou Lisboa.
É um pouco daquele mouro-cativo, povo antigo, que entoa até hoje o eco nas caatingas da vida sertaneja, inventa novas cantigas de lusofonia e não destoa.
É um pouco mesmo disso no nosso destino, essa atávica saudade ulisseia.

Por Walter Ramos de Arruda

(foto de ritamarize, recife2007)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sem Nexo, completamente des-e-com-nexo...


Quando se chega perto
a tendência é não respirar
e se não se respira, não se chega
mas se lembro de relaxar
penso logo em ver pelos meus olhos
os seus olhos
e lá está o que não é o perto
mas o que é.
é aquilo mesmo que se vê
se é visto pelo coração
não como filtro
mas como sentimento
é mesmo assim.
e dá uma vontade...
e ela morre, porque foi sanada!
"que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim"
[foto de Lílian Kelen, no meu dia de 28 de fReVereiro]

Chegou com ela Dona Joaninha...

A primavera chegou
suas cores enroladas no lençol do inverno
já começam a se mostrar
igual putas velhas atrás de trocos
todas
cheias de gozo.
as flores aparecem como camponesas felizes em tempos de outrora
iguais ao mel puro de abelhas raras.
são tantas as cores
são tantos os sons
e o clima então de despe
cheio de pormenores
vai aparecendo raio a raio
e o dia claro que tava com vergonha da noite escura
mete a cara e encara o medo de estar à tona
e é esticado ao máximo grau que o sono permita
nada impede o brilho do dia
o alongamento dele
há uma campanha extra interna de sorrisos "discretos"!
parece só felicidade
tem gente que teima em não sorrir
mas paciência, também se chora de felicidade
e também se rir no inverno!

Chegou com ela a Dona Joaninha

[Dona Joaninha veio me visitar - Foto de Lílian Kelen]

Cheia do Recife nos Olhos...

Sob o Mesmo Céu

(Lenine e Lula Queiroga)

Brasil, Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil?
Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia, uma pessoa,
Um sonho, uma nação.
Sob o mesmo céu,
Meu coração não tem fronteiras,
Nem relógio, nem bandeira,
Só o ritmo de uma canção maior.
A gente vem do tambor do Índio,
A gente vem de Portugal,
Vem do batuque negro
A gente vem do interior e da capital,
A gente vem do fundo da floresta,
Da selva urbana dos arranha-céus,
A gente vem do pampa, do cerrado,
Vem da megalópole, vem do Pantanal,
A gente vem de trem, vem de galope,
De navio, de avião, motocicleta,
A gente vem a nado
A gente vem do samba, do forró,
A gente veio do futuro conhecer nosso passado.
Brasil, Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um País chamado Brasil?
A gente vem do rap e da favela,
A gente vem do centro e da periferia,
A gente vem da maré, da palafita,
Vem dos Orixás da Bahia,
A gente traz um desejo de alegria e de paz,
E digo mais:
A gente tem a honra de estar ao seu lado
A gente vem do futuro conhecer nosso passado.
Brasil,Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil.
A gente veio do futuro conhecer nosso passado.

[foto pouco tempo antes de vir e se ir...]

terça-feira, 1 de abril de 2008


Quando penso em tua mão...
Vejo/ sinto o meu corpo em detalhes
os menores
ao avesso, o tanto, o todo.
metade de mim não é ao meio
é desejo por inteiro.
A pele eriçada ainda é seda
é beleza.
Quando tudo em nós se confunde
sobra a certeza.
os relógios se encontram
o toque deixa de ser o limite.
da minha pele saem os teus pelos,
do teu rosto, o meu suor
o teu cheiro é nosso
só nosso
nem meu, nem teu
não sei mais de minhas mãos...
meus olhos espelham o prazer no preto e branco
além das cores
depois das cores
a razão é liberta pelo juízo
e viva à loucura
de um breve instante!!!
em que tu esqueces o tempo
esqueces o que não é
esqueces o medo.
a música não pára, silencia.
só ela.
mas não, ela só.
o instante pede suplício ao tempo
que isola tudo e o faz eterno
no corpo
na mente
uns instantes
estes.
Sobra uma só matéria.
una.
Um só desenho .
tela.
ainda assim, completa
o que falta. a dois. a três, menos um...
ao tempo entrelaçado também com o espaço
atemporal
ninguém pode bater à sua porta.
atemporal.
ninguém interrompe desejo.
imortal.
Música, por favor!

...

[Feliz por ter meu cantinho na Terra de ninguém, onde o Sol, às vezes esquece que tem compromisso!]