
sábado, 30 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Se não...um amor assim tão raro..pra tantos é tão caro...
Esse amor só me faz crescer...Desde a infância
quando me irRitava com suas brincadeiras fantásticas
- fantásticas pra ele e a loirinha, né? porque pra mim não tinha graça alguma-
"cabRitinha, béeee...,fala cocodrilo..." vai lá ter sua graça...
Hoje, o que mais me orgulho,
é de tê-lo
é de ser sua amiga
é de ter conseguido
ser a jóia que ele tanto cuida, esmera, poli
meu super herói
meu vagabundo
meu companheiro de matar morcegos
de presepadas no meio da noite
de companhia nas maiores empreitadas
de palavras doces,
mesmo nas horas amargas,
ele me segurou quando mais precisei
ele se fez quase um pai
na hora em que o nosso parou,
deixando de lado suas vaidades,
seus preconceitos
ele, ele, ele
Amei estar com ele estes dias
suas risadas, palhaçadas.....
há muito não se via...
muito feliz por ele
por mim
por nós
amo.
Ao meu mais que querido irmão, amigo, poeta do cotidiano, da luta, das risadas, das boas caçadas infantis... Rommel Marne.
terça-feira, 19 de junho de 2007
domingo, 17 de junho de 2007
Estes dias...

estes dias só estas letras podem dizer...
o que eu tanto já quis....
fica aqui
estes dias de plágio
dias de uso das palavras de outros...
Quem irá nos proteger?
Você conta por ai
Da nossa felicidade
Mas nem todos podem ouvir
Meu bem, meu bem, meu bem
Ouça o mau tom do alheio
Quem irá nos proteger?
Nosso amor é um caso sério
Só nós dois sabemos ser
Se não um amor assim tão raro
Pra tantos é tão caro
Pouca gente pode ter
Tão desejado
Meu amor, meu amor, meu amor
A inveja é a vontade de ter o que não é seu
O ciúme é o medo
De tomarem o que é meu
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Muitos querem se vestir
Do que não lhes fica bem
Sempre imitando o alheio
Malidicenciando em vão
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Você conta por ai
Da nossa felicidade
Mas nem todos podem ouvir
Meu bem, meu bem, meu bem
Ouça o mau tom do alheio
Quem irá nos proteger?
Nosso amor é um caso sério
Só nós dois sabemos ser
Príncipe sem um tostão
Sim.
Era pra você a carta de amor
Que disseram ser para um terceiro
Preparei a nossa casa
Chame alguém para um café
Nosso amor é nossa cama
Não empreste a ninguém, não
Perdida na Mata, SIM, mais uma vez...
Boa Sorte/ Good Luck
sábado, 16 de junho de 2007
Nada de poesia...
Aos olhos do poeta...
a terra seca dá flores frescas...
a flor murcha pode ser mais vistosa do que o botão ao nascer...
a lágrima de sofrimento, pode transformar-se na hora certa de lavar a poeira do fracasso da cara...
a fome pode ser um concerto sonoro de indignação que traz esperança...
pode fazer do beijo algo quase impossível: melhorá-lo...
o poeta
o poeta tem a magia nas palavras
a beleza nos olhos
e a criação no coração
o poeta quando passa vai deixando o filme cor de tudo
cor do bem
do bom
do todo
sai colorindo a chateação
fortalecendo a indignação
tornando a simplicidade implacável
na luta política,
sem esquecer de que o rancor nada mais é do que a bandeira do fracasso.
sai colorindo com suas palavras
a nossa emoção
tudo é feito festa,
bom de saboarear aos olhos do poeta
-brigadeiros sonoros,
quindins "palavrórios"-
brincadeiras de infância postas no papel
no sonho,
na saudade de quem as fez
de quem as faz
de quem nunca as esquece,
porque nem a maldade o afeta de forma que não o faça criar...
ela até vale a pena...
quando a alma do poeta está atenta.
mas bom mesmo é conhecer os conhecedores dessa festa,
de deixar se pegar brincando com suas-nossas palavras,
de dar um abraço e ganhar poesia em forma de beijo,
de falar besteiras numa mesa de bar e virar provérbios poéticos desconexos,
de ver o copo vazio da cerveja
e enchê-lo de sonhos.
de saber que aos olhos do poeta,
a tristeza acaba em saudade ou alegria.
que amizade de poeta tem preço...eu desconheço!
porque não quero que chegue o dia que terei eu de pagar
minha conta já corre solta...
pois tenho eu,
não só um amigo poeta, mas um jardim inteiro
destas flores chamadas "mágimáticos" das palavras
falo não só pela precisão da métrica, porque nem sempre é o que mais interessa
o que mais me encanta é a precisão da hora
em que são calculados e disparados tais artifícios poéticos...
...
porque sendo poeta, já tem em mim um bom pé de orelha pra falar...
...
Ao meu amigo poeta e grande protegido do mal-olhado: walter ramos de arruda.
terça-feira, 12 de junho de 2007
Para o dono do dia 12 de junho...

Para
Ti
Eu
Nós...
Para a gente que tanto quer bem aos todos...
Gente de bem.
Tu que ainda nem chegaste
Que ainda nem me olhaste
Que ainda nem se quer me escutaste
Tu que cada dia mais me fazes bem
Cada tempo mais te fazes presente
Numa ausência que finda a cada instante.
Quanto mais vivo, vivo mais e melhor a tua espera
Porque em breve posso te ver...
Mais ainda, posso te ter
Sem limites.
O que é tempo se desfaz
Dante a tua chegada.
Tudo para
Tudo muda
Tudo é rarefeito
Refeito
Nada desfeito
Hoje que menos te vejo
É quando mais te sinto
Mais te almejo
Sem culpa
Sem medo
Só espero
Quieta
Só escuto
Um sussurro
Um cheiro
Um misto de colo e boca
Um tom sobre tom
Um mistério
Aquele mistério que não se consegue nunca desvendar
Talvez, nem se queira de fato
Só de afeto.
Tu cantas para eu dançar
No teu tempo
No teu ritmo
Não ditas o tempo
Ele se faz teu servo
Mas eu vou na tua malemolência
Na minha essência que te inspira
Que faz cada vez mais acreditar que as flores são mais do que cores e cheiros
São presenças fortes do encantamento
Da precisão sonora do tempo e da mais simples tradução da afinidade
Amo-te, simplesmente.
Porque hoje não poderia deixar de te mandar esse recado
Recado já dado no pensamento
Esse que eu mais quero é rastrear para enfim saber onde estás...
Um beijo de chuva emaranhado de abraços de cobertores e cheiros de flores com cor de vinho e gosto de fruta mordida, da tua Rita.
...
Ilegais
Desse jeito vão saber de nós dois
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, amam fugazes
Olhos que se entregam
Ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, amam fugazes
Olhos que se entregam
Olhos ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
palavras adocicadas por Vanessa da Mata
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Ode à Vagabundagem...
Nem sabia que ia...
nem queria...
mas foi....
que bom que foi...
Sentada numa hora atemporal
senta-se para esperar a vagabundagem,
que pode até nem vir,
que pode até ter hora pra acabar,
mas pode também atrasar...
viaja de um canto que se chega e que se vai...
entre conversas fiadas e vôos rasantes, lá estão,
lá estão...
lá se canta, lá se espanta mal olhado,
lá se lança amizade,
se grita e fala alto,
alguns chegam a estrondar ao zarpar vôo,
alguns somem no silêncio de sua romaria,
a romaria da despedida,
da fé na volta de uma partida,
outros andam que nem parecem estar em terra firme,
parecem mais estarem no sertão de onde ainda trazem a terra seca nos pés,
ela identifica, se identifica, magnifica,
mas olha, ri, só não chora,
porque não sente vontade,
só rir...
e a romaria dos que vão e ficam não finda,
a dela, a dele, nem se faz lembrar,
porque vai se chegar no tempo que só o embarque faz o atesto
e os vôs nossos de cada dia continuam,
os sons do pai e do filho tilintam em tais ouvidos,
notas desafinadas,
tempos musicais,
tempos musicais,
ele foge, ela clica o imaginável,
não o teto,
não a mesa,
não as cadeiras,
mas as reações,
os pensamentos,
as idéias,
as ideologias,
as simpatias...
ele volta, o fujão...
vamos 'simbora' com mais chopp...
ele conseguiu que ela tomasse...
um, dois, três, quatro, vamos parando de contar...
porque infinito, sim, existe,
mas não pro chopp, não.
Risos, gargalhadas,
nada de filosofia e terapia aparente,
trabalho muito pouco, só pra xingamento,
só pra dizer que não o quer,
opa, mentira, aceitei mais um,
bom, mas aqui é proibido trabalho,
e o chopp anda...
ele revela-se muito mais simpatia
que o combinado,
ela revela-se mais chegada no chopp do que o também, combinado,
ele tilinta tudo na mesa,
ela clica tudo não só sobre a mesa, ao redor,
rodeando o tempo e o mundo,
com olhar,
com as lentes,
com a mente,
ele ri elogios,
ela ri a vergonha,
mas a relação estabelece,
cumplicidade,
amizade,
sabedoria de mesa de não-bar,
eles não gostam da música posta...
então, inventam a sua própria,
cantam a sua...
cantam...
tocam...
toquem, mexam-se...
o mundo é o mote,
a espuma é o mote,
o judeu da mesa ao lado é o mote,
ela clica, ele ri...
ele que tanto sabe, aprende,
ela que tanto ri, e quase nada sabe,
não deixa de aprender menos...
O atemporal encontra esse seu tempo de agora,
um zarpa vôo balhurentamente,
outro silenciosamente,
direções opostas,
mas as mentes,
os sonhos,
estes gritam fervorosos,
numa só direção: quero mais um dia de vagabundagem,
sem mitos, nem cascas,
a filosofia só para depois,
quem sabe numas poucas, muitas linhas...
loucos e postos à mais uma tarde em cima do que nos é mais vagabundo:
o domínio do tempo enlouquecido por não estar preso a si mesmo,
só a nós...
loucos,
loucos para agarrar um destes momentos sublimes do não lembrar,
de parecer "mentiras ou não?" Será?
loucos e postos à mais uma tarde em cima do que nos é mais vagabundo:
o domínio do tempo enlouquecido por não estar preso a si mesmo,
só a nós...
loucos,
loucos para agarrar um destes momentos sublimes do não lembrar,
de parecer "mentiras ou não?" Será?
...
O diálogo fora da real-idade:
- Baixinha, canta um frevo pra mim...
- hummm...moça, traz mais um chopp, rsrsrs.
- Você se sai muito bem, mas vamos, canta um frevo...
Num intervalo de golpes, goles...
- "Bloco das flores, andaluzas, cartomantes, camponeses, após-funs...E o Bloco da saudade assim, recorda tudo o que passou...papararapápara..."
- Nossa que coisa linda, você esconde, esconde, mas super afinadinha..vamos, canta outro, baixinha...
- Outro?
- Outro, sem o tempo do chopp...rs.
- Unf, tsc, Há...tá..."Felinto, Pedro Salgado, Guilherme Fenelon, cadê seus blo..."
-Não, não, você precisa entrar mais forte..."FELINTO, PEDRO SALGADO...", frevo tem que entrar forte...
- Ah que nada...esse não. Olha, você entende pra caramba de violão, mas de frevo eu entendo um "tiquinho"... mas bota su aviolinha no saco e me escuta: esse frevo não é o que você acabou de solfejar...nãnãnã...esse aqui é um frevo de bloco, suave, pode ser mais suave...as velhinhas até cantam nos blocos assim (mostra os dedinhos pra cima...)...
- Ah, é?
- É. Esse que você tá falando é o frevo de rua, de metal...rsrsrsrs...
- Mas você me passou a perna, heim...?
- Mas também, depois da minha mancada com a gravação do cd de Yamandú Costa e Paulinho Nogueira-Moura...rsrsrs, estamos quites...
- Baixinha, canta um frevo pra mim...
- hummm...moça, traz mais um chopp, rsrsrs.
- Você se sai muito bem, mas vamos, canta um frevo...
Num intervalo de golpes, goles...
- "Bloco das flores, andaluzas, cartomantes, camponeses, após-funs...E o Bloco da saudade assim, recorda tudo o que passou...papararapápara..."
- Nossa que coisa linda, você esconde, esconde, mas super afinadinha..vamos, canta outro, baixinha...
- Outro?
- Outro, sem o tempo do chopp...rs.
- Unf, tsc, Há...tá..."Felinto, Pedro Salgado, Guilherme Fenelon, cadê seus blo..."
-Não, não, você precisa entrar mais forte..."FELINTO, PEDRO SALGADO...", frevo tem que entrar forte...
- Ah que nada...esse não. Olha, você entende pra caramba de violão, mas de frevo eu entendo um "tiquinho"... mas bota su aviolinha no saco e me escuta: esse frevo não é o que você acabou de solfejar...nãnãnã...esse aqui é um frevo de bloco, suave, pode ser mais suave...as velhinhas até cantam nos blocos assim (mostra os dedinhos pra cima...)...
- Ah, é?
- É. Esse que você tá falando é o frevo de rua, de metal...rsrsrsrs...
- Mas você me passou a perna, heim...?
- Mas também, depois da minha mancada com a gravação do cd de Yamandú Costa e Paulinho Nogueira-Moura...rsrsrs, estamos quites...
Tarde cheia de conversas fiadas muito bem pagas..."seu violonista por 5 min..."
29 de dezembro: pseudofelicidade...
Enquanto...
enquanto tudo faz...
Você desfaz...
Nunca faz,
Nem refaz...
O interesse não existe,
desiste.
Ele insiste...
resiste...
Persiste...
Não mais existe.
Nem crendice...
Então vai e desiste.
Você, você, você...
em todas as direções,
em todos os sons,
em todas as avenidas,
em todas as reencarnações,
em tudo...
Que graça tem?
Que graça tem, sem?
Que graça faz?
Nada, não faz nada...
Nem dez-graça...
dez-absolutamente, nada...
cai no lago e nada...
até encontrar só a indiferença, debaixo de toda essa água...
e que Deus me ajude a passar pelo sufoco,
livrar da mágoa do mundo,
assim ele fica é muito feio,
é feio e nojento,
bem mais do que sofrido...
enquanto tudo faz...
Você desfaz...
Nunca faz,
Nem refaz...
O interesse não existe,
desiste.
Ele insiste...
resiste...
Persiste...
Não mais existe.
Nem crendice...
Então vai e desiste.
Você, você, você...
em todas as direções,
em todos os sons,
em todas as avenidas,
em todas as reencarnações,
em tudo...
Que graça tem?
Que graça tem, sem?
Que graça faz?
Nada, não faz nada...
Nem dez-graça...
dez-absolutamente, nada...
cai no lago e nada...
até encontrar só a indiferença, debaixo de toda essa água...
e que Deus me ajude a passar pelo sufoco,
livrar da mágoa do mundo,
assim ele fica é muito feio,
é feio e nojento,
bem mais do que sofrido...
A flor em um dia em que toda a chuva resolveu cair por sobre suas pétalas... O dia foi início de um junho que só veio a ter graça por causa de uma florzinha que apareceu na minha vida antes mesmo de eu aparecer: Minha Linda flor-estrela D'Alva.
terça-feira, 5 de junho de 2007
finda que finda a tinta de pintar tristeza...

...
Precisa que precisa findar essa tinta...menina que menina a que canta e a que dança...
tinta que tinta que precisa só pintar...
só pinta que pinta a tristeza que não é mais bem vinda...
grita que grita pra se libertar...
dança que canta,
canta que dança essa canção,
essa sensação, esse tempo...
tempo que tempo esse ruim,
bom que bom que sempre passa...
pinta que pinta além da tristeza, ALEGRIA...
alegria que alegria essa demora quando se está só...
essa que essa que inicia no sorriso tímido...
tímido que tímido que nada...
é só o começo...
começo que começo de uma linda música pra gente...
espera que espera quando nada se tem a fazer...
só rir...
sorrisos...
mas não sozinha...
vontade que vontade essa que se chega...
dá e não passa!
...
Para "A Anne", um post pelas muitas fotos nossas, já postadas por ela.
sábado, 2 de junho de 2007
Dorme Sofia, dorme sofia, dorme...
depois me olha com vontade...
na insistência da imaginação,
pobre coração, pobre coração..."
...
Os cabelos cheirando a flor de maracujá,
os olhos cor de mar assanhado,
a boca silencia a música mais bonita,
os lábios, sim, são descanso de outros...
cada vez mais, cada vez mais...
os cabelos dançam ao vento,
bendita seja a satisfação,
ela dorme enquanto canta,
porque assim ninguém escuta seu "desafino",
tão pouco o desatino...ninguém...
cada dia mais ela se desapega,
de uma "certa-errada" música,
de um "certo-errado"...
ela dorme tranquila porque sabe
que ela só deve alguns pecados,
pecados da carne,
do pensamento,
do desejo,
da ingenuidade,
da preguiça,
da ignorância...
Mas ela sabe que não deve a Deus
o maior dos pecados: "a isenção do amor"
não, ela não deve a Deus...
porque lhe parece que os outros pecados,
são os santos que tomam parte no céu,
mas dever ao Dono do mesmo céu
a incapacidade de sentir o amor....
ai é mais caro, muito mais caro!
ela não quer pagar,
nem mesmo se fosse de graça...
isso sim, seria uma desgraça!!!
disso nem música ela quer ouvir...
nem música...
nem notícia...
nem coisa nenhuma,
Mas quer saber?
Às vezes, ela dorme tranquila sem ter que pensar em nada disso,
dorme tranquila, porque deu sono!
Pronto!!!
Mariazinha com flor no cabelo e não-dinheiro na caixinha...
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