domingo, 27 de julho de 2008

dando 'pitú' no medo.

meu medo me faz largar
meu medo me faz prender a respiração sem concurso
me faz andar descalço em pedras, em brasa
meu medo tem medo de sequer ousar sonhar em se machucar
meu medo não entra em casa vermelha
meu medo não dança em chuva
não embola na escada
não ri até dar dor na barriga
não come todos os doces do mundo sem enjoar
não me deixa conversar na madrugada...
não me deixa esse meu medo
eu que insisto em colocar algumas vezes ele de castigo
e corro pro meio da rua...
enlouquecendo de felicidade quem encontro, antes mesmo
que ele descubra que quem manda nesta casa é ele mesmo...
e não, minha breve coragem!

...

sonhei com a tesoura do desejo
cortando minhas saias
meus cabelos
meus pré-conceitos!

depende muito da escrita o entendimento!

fisica-na-mente e no pensa-men-to, qualquer tipo de dependência me dói
senti-metalmente me gritam uma música estressante em meus ouvidos recém-educados
qualquer tipo de 'carta não correspondida' me deixa solidária com a solidão
ela se aninha igual saudade no colo quando se está cheio de gente por perto e ela não morre
pior: aumenta a custa de seus pensamentos oníricos.
dependo tanto.
dependendo da situação,
as pendentes me assustam mais.

Maré cheia

Chutando meu castelo de areia...
os meus saltos já foram ao alto...
minha passarela foi desmontada
minha desenvoltura posta no lugar
minha timidez ao posto.
sentada na platéia a olhar o desmonte
tem vestígio da minha passagem em todo o canto
o espaço ainda tem a minha cor
sente-se o cheiro dela
a pose feita e criada por mim
toda festeira, nem de muita festa ela é.
olha de lado,
olha ao lado,
tem-se de tudo
não tem nada que quer
inquieto o lugar do castelo engolido pelo mar
porque a insistência em secar o mar
e montar altar para quem só tem o nome de santo
entre tantos gastos:
a minha descrença nesta reza e no santo.


Cultivando a oração da necessidade de se manter acordada...

pra quem não vê-la...

minha timidez interna, gela minha alma, vez por outra
minha falta de socialização, enerva meus encontros com o novo
minha falta de renovação desencanta a ousadia
minha tolice, cega meus planos mais arrojados
eu
fronteiriço ao tempo que escorre nas nossas mãos...
quem mandou me seduzir malvada honestidade 'male-decente'
quem mandou se 'achegar'
eu não quero mais me esconder
este lenço na cabeça não pertence a minha religião...
eu não quero
eu não quero
mas eu sou!
minha timidez impede de escrever coisas libertadoras...
de conhecer pessoas e lugares à brisa leve
minha timidez me fode, ops... me complica a escolha do caminho...
minha timidez escolhe por mim
ela se enfeita por mim
ela se afasta por mim
minha timidez mora em mim
tão sonsa, tão sonsa, que se ri de mim
tão sonsa, tão sonsa, que se faz de extrovertida em mim
tão perto, tão perto, que se some
tão presente, tão presente, que se é, sem querer ser
tão sonsa, tão sonsa, que se esconde em mim!

minha timidez tem 'pacto' com a saudade!

terça-feira, 8 de julho de 2008

agora mesmo que preciso de mais agua!

A esquisitice bateu em minha porta estes dias...
Não o nome, mas eu vi a cor dela
nao lembro mais se brilhava muito
não tive vontade
não tive saudade
nem desprezo
nem vontade de novo
quase nada
nem sei traduzir
passei estes poucos minutos talvez incomodada
por não sentir muita coisa
por não me ver mais ai
por não...
me importar
nada importado
sentimento exportado pro espaço
talvez eu tenha adquirido oculos do sentimento
que antes parecia mais o alheio que o meu
nao era o meu, nao podia ser
pouco cuidei do meu alterego...
deixa eu
não beija eu
não! nada! tudo que não sinto os pes juntos mais
isso, tudo isso, anda vendo a palma da minha mão dando adeus
e eu nem tenho passagem marcada para outro colo
so ando vendo paisagens em revista
em elevador panorâmico
ando precisando de algumas consultas medicas...
consultas em finais de tarde, bem tarde
conversas redondamente desenganadas de pouca sabedoria
eu vi o tanto que me incomodou não ser incomodada com a situação
choro o pouco tempo que destino aqui a escrever
descrever uma cor que não estou afim de usar por vez
quem sabe em dia de moda, se eu não for anacrônica demais pra enxergar...
decepção tem limites
dai pra frente: e pura idiotice e pouca atualização!
tenho 27 anos
quando esse numero alterar a ordem eu tento entender porque não senti esta dor agora ha pouco...
talvez a tenha la na frente
paciencia são poucos 45 anos...
senta que la vem muita historia, muita musica e muito desejo!



{Vendo como é difícil cumprir promessas ou dizer mal do outro, sem saber como fazer quando se descobre ser igual ao que mais odeia, eu sei moço, isso complica no juizo, né... ando me resguardado em maldizer da poltrona quebrada do outro, porque amanha eu descubro que 'há algo de podre no reino da minha Dinamarca' e a minha cara, como fica.... se for mais bonita por favor me avise, tenho uma lista imensa da minha hipocrisia aflorando}

com um tecladinho chato que não sei ajeitar, outro dia venho aqui ajeitar o analfabetismo declarado ao 'portatinho dos teclados' e musica da falta de sinais de pontuaçao...putz!!!