sexta-feira, 20 de agosto de 2010

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A mais 'ridícula' das saudades
é aquela construída na imaginação
dos encontros e afagos que nunca existiram
de um passado calcado num protótipo de futuro
saudade em nome do desejo.

será que se apaga?
será que se consome nos revés dos dias?
será que é fogo
ou já está virando brasa?

em tempo de me queimar inteira desta vontade
na fogueira dos meus pensamentos,
não queira Ele que venha a tempestade
para não inundar o que me arde!

'ridicularizada' pela minha própria saudade
que é latente no relógio das minhas horas...

terça-feira, 10 de agosto de 2010















Seu Chico é testemunha
da felicidade instalada em
meus olhos ao tocar-lhe...
A alegria foi tamanha
que ele mesmo chorou
e molhou novamente
meu pés...
felizes!


["bonita não era ela,
bonito era os zóio dela..."]
...


...
Era uma terra quente
nela tudo brilhava
era tanta luz que nada se podia ver
Mas quem vem lá?
Mas veio lá
A tarde morena
Nela, um pedaço era Lua
um outro, era Sol
Mas agora, nela tudo se via
e o que era de mais lindo
virara ouro.
.serenidade.
Entre os desenhos formados pela breve luz
um feitiço, um mistério ia caindo aos poucos
trazendo a noite 
e dominara o Sol, a Lua
e tudo que aparecia em luz,
foi-se aos muitos se guardando
foi-se embalando na saia da noite...
Trouxe a morena, agora pretinha, bem pretinha,
o avesso do brilho
e era tão parda a noite que nada podia se ver...
Era uma terra fria agora
não yerma, fria somente
porque entre braços e abraços
quando fecham-se os olhos
cai novamente uma tarde morena
um taco de Lua/ uma raspa de Sol
...E era mesmo ela uma terra tão quente...

[O Velho, o Chico, 'eu, eu mesma e Irene']