segunda-feira, 25 de maio de 2009

Foram me chamar...


Em tempo de te chamar
'eu estou aqui o que que há?'
em tempo de te chamar...
onde há casa e não há teto?
onde há tempo e não há relógio,
nada prende, nada é forçado
onde há carinho e não há prisão
onde há e não falta...
onde eu vim te chamar e é exatamente onde há de estar...
'e foram me chamar'
mas eu já estava aqui o que que há...?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Em dia da real e mortal Santa Rita...

Saudade de coversar com esse 'meu lado blogueano' de ser
tem tempo que não se diz nada
é o tempo certo de ser
de me ter
de me refazer das palavras
das atitudes
em tempo de muita atividade
muito pesameno
mas acima de tudo, em tempo de decisões...
quem eu quero construir em mim?
quem eu estou construindo em mim?
meus amigos,
meus valores, minha família
minha trilha,
nunca tive medo extremo de comprar passagens para bem longe
mas já quebrei a cara,
o pneu já furou
os vidros já foram quebrados
mas o motor está intacto
tenho dias à minha espera
tenho horas a serem gastas da melhor maneira
e tem muitas vezes que não quero gastá-las
mas ela se gastam assim mesmo, deixando claro quem manda na máquina do meu relógio

decisões como:
ser isso ou aquilo
já não sei se me cabem
mas as perguntas não se calam
meu interior tenta ler o externo da melhor maneira possível
tenho saudades
da minha família, dos meus amores, dos meus amigos
mesmo quando estou com eles...
tenho vontade de beijar a ponta do nariz de todos eles
e muitas vezes, eu cesso esta vontade com a ação
mas nem sempre me deixo fazer isso
não me apercebo que carinho é atemporal.

pelo dia de Santa Rita, que lembro-me agora,
sei que no mínimo tenho a agradecer pela divisão generosa do nome
mas acima de tudo, repasso a ela todas as minhas questões ditas impossíveis
todas as que valham a pena mudar,
somente as que credito as maiores dificuldades
as que não me são mais passíveis de entendimento,
se são boas ou ruins para mim,
repasso todo um legado de desejos aptos ou inaptos de um mortal
para que sejam reavaliados e, quem sabe, redescobertos e realizados.

No dia de hoje, mais quero eu falar, mesmo que 'mudinho', bem baixinho
mas tranquila, leve, pele de pêssego,
plena de mim mesma.