sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Qual é o som de sua voz?"


pegando carona nas asas de quem sonha alto
vou tecendo os meus próprios voos
até eles ganharem as suas próprias
asas
cores
luzes
real
entre as tantas considerações do ano que me deixa
fica o aprendizado ou a experiência dos erros
das descobertas
das negligências
ficam pessoas
sonhos não realizados, congelados
ficam
entre tantos
ficam mais fortes
as pessoas e os momentos
de bom Tom
de boa música
de boas praças
encontros
os ganhos de 2010
estão em 2011


porque andar de mãos dadas ao tempo
é chegar daqui a pouco e ver que ele avançou
e você também
num salto é amanhã
é daqui a pouco
foi ontem
já era
é na verdade, agora


travestida de promessas
veste-se de não acreditar mais no esperar
mas do viver
do pouco reclamar
do pouco tédio
do pouco entojo
traveste-se e se é
por tantas vezes nesse próximo
de mais sorrisos
de mais crença
de mais cultura
de mais arte
estrutura
de leitura
de lazer
de trabalho sem fardo
de café
de música
de água
de fé
de afeto
de abertura
de conversa
reflexa
reflexo
de agitar-se sossegado
de sonhar acordado
e dormir realizado
de beijar e ser abraçado
de afagar
olhar para um outro
um lado
o Outro


olhar e ver mais
misturar-se sinestésicamente
não é bobagem
é agir
e agir é estar atento
a não estar fadado à morte
antes dela mesma ter este interesse de olhá-lo
e enfadar-se com a visão


meu pedido
minha promessa
meu desejo
meu sonho
minha realização
é esta:
estar atenta a não estar fadada ao comodismo
que tanto conheço
no outro e em mim mesma!!!


Um ano gordo de criatividade e saúde para todos os meus casamentos de olhares, desde aquele que cruzou um segundo de olho comigo, aqueles de horas, que sabem dar cor que me alumia, do brilho verde, da cor de mar assanhado que reside nas minhas curiosas bolas de olhar e ver...


[Fotografei uma aquarela do livro recém comprado para meu sobrinho Rafael, meu pequeno príncipe, um livro que de tão lindo, vou ser tutora dele até Rafa completar a idade de interesse por ele e cuidar da rosinha e do menino do planeta B612]

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

o silêncio também grita!



Desde pequena "a mãe de Jane" disse que
ela tinha os olhos e coração tão grandes
mas tão grandes
que o mundo inteiro lhes cabia
numa só piscadela
numa só batida
mas que de tão bom que era isso tudo
tinha também a batida ruim
de ver tudo
de sentir tudo
intensamente
vislumbradamente
até o que não se sabe ver
do que não se devia sentir
e que difícil mesmo ia ser controlar
o visto
o sentido

eis aqui
ela
sem controlar muito bem
o que se vê
o que se sente

com um coração apertado
montado para presente
em tempo de festa
sem fazer a festa
das verdadeiras comemorações
os olhos
embrulhados em poesia
cega
e tolhendo uma liberdade
que acenou em aparecer
ainda ontem!

Bem ainda que logo mais tem noite
pra chegar o dia de amanhã
sem lava
sem aperto
porque a "a mãe de Jane" esqueceu de pontuar
que além dos olhos e do coração
tem ela grande vontade
de ser
novas ideias no amanhã
novas músicas...
o silêncio também grita!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

uma pausa

   toca o despertador

duas pausas

   toca o peito de solidão
   o pensamento em desilusão

três pausas

   passa você aqui
   passa você
   passa

quatro pausas

   um beijo
   demora
   mistura
   finca

Toca a sineta da realidade

pausa

   olho abre
   coração acelera

pausa
   o choro
   a noite
   os sonhos
  
Sobra tempo
para se encher de obrigações

sobra tempo
cresce o tempo

fica curto
muitocurto
pouco curtido
quase nada

tudo cheio
de escassa hora
da essência
do seu humano

fica o animal
respondendo a estímulos
Estar irRitado
nunca foi estar cheio de
nem chateado com
Estar irRitado
é estar pleno de Rita
in-Ritado
dentro dEla
tomado por Ela
na mais perfeita irRitAção
minha pequena flor:
entre as pernas
há uma abertura sem fim
entre as tuas folhas um colorido esverdeado
pleno e instigado pelas águas vindouras

minha pequena flor
o que tu me dizes
me arrepia
me contorce as ideias
me incomoda
porque és tão pequena
és tão minha
minha, tão pequena

que o mundo todo não cabe em mim
diante da felicidade
de vê-la crescer
tão pequena
tão grande

há um buraco, pequena

no meio do meu peito
quando tu resolveres ganhar o mundo
o meu mundo
para além dele

ah, pequena
se tu não tivesses todo esse tamanho
serias colocada em meu ventre, amada
em meu seio
em meu leito
bem pequenita

mas aos meus cuidados
aos meus olhados

e serias tão formosa
mas tão bela, flor
mas tão desconhecida
e bruta flor matuta

pelo zelo que te terias
não a deixaria levar uma poeira se quer
tão pouca chuva
nada de vento
e um tantinho só de terra

somente o ar de minha boca

e a guardaria em meu livro de cabeceira
até que durasse a minha memória para além de suas páginas
Elas contrataram
receberam
apresentaram
beberam
comeram
rezaram
amaram
recitaram
e fuderam poesia a noite toda

passaram carmim nos beiços

ajeitaram as saias

subiram nas bolas do Recife Antigo

e "nunca mais foram lá"!

A ressaca das ideias desta literatura
entre as elis's, as regina's, as anna's e as rita's...

Safira

Vermelho colar
escorre
pelo busto laranja

Cabelos dourados
escondem
poéticos sorrisos

Sapatilhas
pisando em sustos

Olhos verdes encantados
vestidos brancos
galegas canções

A beleza expressiva grita
vem chegando Rita
Machucando corações

Por Malungo, o poeta, em 18 de novembro 2010.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Desculpa, minha querida veinha...

Aperto bem forte entre os dedos um fruto chamado caju
o sumo se esvai
fica a fibra
a carne
e puxando em lascas verticais os pedaços
pouco a pouco
meus dentes perfuram esta carne
rumino a fruta...

A sensação que tenho de repuxo no coração
quando discuto com você é esta
parece meu coração um caju
despedaçado
ingrato quando lembro que é ele mesmo que pulsa de amor
por você
por um outro
ele atrai
ele me trai.


ingrato quando ele se apunhá-la
e sabe que doendo nele
dói mais em mim...
e que o ruminar as palavras
aumenta as fibras a serem repuxadas
engolidas neste órgão dúbio, meu coração...

desprezo em mim essa rispidez
quando é com o outro
e principalmente quando o outro é você

desprezo em mim essa fraqueza
de não ter ainda maturidade
de somente escutar
reconhecer esse meu lugar
em baixo das tuas saias
esse que nunca saí

desprezo em mim ter agora
que estar aqui falando novamente pra mim
que já ouvi o meu algoz interno
que me falta ser mais cortês
que me falta ser mais uma filha
que uma velha amiga chata

desprezo em mim
essa falta de coragem
de discar e pedir uma sincera desculpa

e fico eu mesma chupando o caju passado
da fruta do meu coração.

odeio quando faço uma "poupança" de mágoas
e as deposito em sua conta.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

o microfone (agora) é a única coisa que me resta nesta madrugada... tenho pressa em calar...



Na inteireza e verdade de me encontrar
estou me perdendo
o cansaço me consome
a mentira me assume
a canalhice me aparece
se enfeita
me afeta

a mansidão se instala no peso
no peito
o corpo responde ao estereótipo
não responde ao pensamento
que já não responde ao sentimento
que não
que não
nem que não
o não já não tem mais o peso do não
e o sim, perdeu a graça de aproveitar o vacilo do não

nada em mim
está em mim
nada
essa que estou não sou eu
essa que sou, não é mais neste instante em mim

não me sinto confortável nesta paragem
por favor, me devolvam a mim mesma!

nada está em mim
devolva meu pensamento
minha escrita
minha literatura
minha opinião
meu consolo
meu choro
meu riso
meu ódio
devolva ao meu corpo
o MEU corpo
devolva à minha vontade
a minha gana

devolva !
isso só tem vida em mim
se é que existe isso em mim.

porque estou travestida de felicidade
que não é a minha
é a clandestina

mas sem o sabor vivo do proibido
é clandestino no pior sentido
daquele que foge
que entra sorrateiro
que invade
e estupra a alma

devolva um pedaço da minha mansidão
da minha hora farta de falta de não fazer nada
(aquela do café)

além de me inteirar com o que tenho feito
devolva as rédeas destas minhas horas que ainda não gastei

que estão vindo de encontro a mim
tão velozes
tão atrozes
algozes desta reconciliação comigo mesma

devolva o som do meu peito neste grito calado
que mora em mim estes dias
junto a uma alegria cega

eu tenho mais em mim a dar
mais que uma simples execução de afazeres
eu tenho mais em mim a dar
mais que uma simples ordem de pagamento
eu tenho mais em mim a dar
mais que um telefonema de contrato
eu tenho mais em mim a dar
muito de colocar o pé no mundo
e dar
a mim uma alegria de perna ao ar

me agarrar na poeira do pensamento
percorrer léguas numa rede pendurada à sombra fresca
provar a agitação do silêncio
a maciez desta pele
no calor de um abraço
de um braço dado, colado
apertando o outro
sentindo estar vivo
impulsionando o sangue destas veias que falam
percorrem o corpo desta mulher
desta amiga
desta filha
desta amante
desta cível
desta hipócrita
desta cínica
sonsa
sonhadora
mentirosa
artista
criadora
infame
desta que mora em mim e tem
as qualidades e defeitos iguaizinhos
a de um mero e grande mortal

ela que não morre em mim
é imortalizada em sua inteireza
se esconde por trás deste cadafalso
prestes à executá-la nesta praça de suas entranhas

tenho mais a dar
que este pensamento
não menos que um bom olhar de um por-de-sol
dar uma boa risada
de ter o prazer de desfrutar dos ambientes
de conseguir lembrar ao menos uma cor
do último lugar de pouso entre as minhas asas de borboletas
de lembrar de um sorriso ao final do dia
até mesmo lembrar da última reunião tida entre os meus olhos

tenho eu uma imensidão de sede
de ficar parada em mim um instante
para ficar viva em mim

e passear por um segundo no meu corpo
no meu juízo
no meu sentimento
afagar os meus cabelos
os meus próprios dos outros

garimpar
separar
ajuntar
passar
de bem
de boa!

isso não lhe é de direito
é de natural
querer-se bem!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A saudade travestida de desejo ou somente uma vontade de inventar história....

A saudade mora nesta árvore
assim como se enrola em seus braços
esta criatura
saudade das mais ridículas
aquela dos seus sonhos bem cerrados
aqueles que só seus olhos bem abertos
conseguem sentir

A saudade travestida de desejo
aquela que ousa passar
aquela que ousa enfeitar-se de flores
aquela que ensaia passar
quando vem o espetáculo?

Mas o que se quer dizer
é que os arroubos são frutos de um desejo
e que eles não passam de arroubos
pela falta de combustível
ela ainda está descobrindo a sua energia natural
aquela que não vem do outro
mas do seu querer

nela tem sido difícil contentar-se
com a ausência
e no discurso que não se quer
daquele sorriso
basta!
ela se retrai

está seduzida
não se sabe o que a fez assim
este verde ou o vermelho
a sedução é uma cobra
que a boteia e vai embora
não mostra o pau
esconde -se.

mas se  nestas letras há um arroubo de palavras
os sentimentos são espelhos do tempo
não param
progridem ou se transformam

estes arroubos
não os leve tanto a sério
não ria da inocência dela
brinque com ela
não cale o seu discurso
a sua literatura pode depender dele

mas se é escolha estar ausente
apresente-se a isto
colha a sua vaidade
ponha-a num saco
e não acredite em seus arroubos
não os leve tanto a sério
não os leve
deixe-os

deite na cama desfeita
porque a menina também é mulher
e pode estar abrindo mão de uma tormenta
para aproveitar um dia de sol
sem muitas palavras bonitas
mas com a companhia dela mesma.
crua e seca.
sem arranques
sem falácia
sem desejo
feliz, somente.
crua e nua.
desnuda desta conversa cega.

É somente uma vontade de inventar histórias..
Embora tenha um pouca da dela e desta-eu

Ela também sabe ser uma flor-bruta!
pequena entre as árvores, mas também bruta.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quando se pensa somente na gente
o erro cresce, salta aos olhos
o diálogo vira um livro de romance
a pinta vira uma mancha
o tombo vira ferida
uma palavra vira música
e esse dito uma novela

quando se pensa somente no outro
a dignidade desaparece
as pernas estremecem
perde-se a vergonha
vira-se sombra
perde-se o sol

Ninguém quer isso não.
Me forme em uma frase de cada, por favor!
Quando se quer não há tempo ruim
quando se quer não há corpo cansado
quando se quer, há.
somente.

E havia uma vontade falar...
que foi calada!
e havia uma vontade agora de calar...
que foi acatada
acomo-dada!

"é justo,
é muito justo
é justíssimo!"


porque ler um livro pela metade
e contar sua história
é acima de tudo, criativo
louvável
é ir além...
mas NÃO é a mesma história do livro.

Desculpa boa é chupar picolé.
[Indo à carrocinha de sorvete curar a amidalite...]

e o que é que essa seca tem?

Não há jeito, parece
se a semente não for boa
nem água tanta adianta.
e essa chuva nem veio de uma só vez
mas a danada da semente
nem mesmo quis chupar da terra
seca é
seca chega
seca.
e ela firme, forte, mas seca.
tem lá sua beleza!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

E o que tem para amanhã?




E o que é que tem?
tem um rancor suicida de hoje
tem uma fala morta do ontem
tem uma lembrança cega de agora
uma vontade amolada
feito fio finíssimo de lâmina
vontade de estourar a carne na unha
no dente
no olho
tem um cheiro forte de saudade
tem uma língua cortada pelo desejo
cortando o corpo o desejo
nu desejo
uma cara suja da tinta da beleza
tem uma outra beleza
oh feia, que dó!
um silêncio naquela boca profana
daquele desejo
daquele instante daquele corpo daquele outro

um eu
um tu

é o que tem para amanhã
bem cedo.
Porque a noite me atenta!
à noite me atentam
tem um gosto
um gozo
um outro

estou me asseando
trocando a pele
tranc-afiando o meu limite!
regurgito este ontem
um bem ao que tem para amanhã no menu.
é isso!

domingo, 17 de outubro de 2010

é o que tem pra hoje...

catucando a minha política interna
abrindo um buraco
tecendo fogo nas minhas crenças
abafando a fumaça com a boca
para enfim,
assanhar a onça do mundo com uma vara bem curta
e com língua áspera de gato
me esfregando nem no homem/ nem na mulher
na gente!
roçando o meu rabo no mundo.


.......................


é tanta letra junta
é tanta tanta palavra separada
que eu vou virar muda de imagem e som
para acertar esse fio da jornada
"só zoiando elas procriarem
nas minhas oiças"
e então virar som e imagem
minha imagem
meu som
minha palavra!


.....................


Minha boca tem merecido mais
cor
beijo
silêncio
que palavras

........

terça-feira, 14 de setembro de 2010



Desejo é desmedido

Vontade é promissora
um desconhece a razão
o outro dribla a emoção

o desejo consome
a vontade raciocina
o desejo desenha
a vontade apaga
ou colore ainda mais o desenho


a vontade realiza, impulsiona, avança, concretiza
o desejo é criança, titubeia, é incerteza, é conflitante
a vontade é o dínamo das relações e pensamentos
das execuções das boas ações
o desejo é carnal, visceral
a vontade é racional, dirigivo, persuasivo
o desejo enlouquece
a vontade exerce...

[still do video poesia: 'Nós', dir. Victor Dreyer]

sábado, 11 de setembro de 2010

vem em cheiro
o café
vem em cor
pura cor
quente
ele canta
o outro toca
eu sinto
bebo
'abre a janela para ouvir estrelas...'
ele cheira
o café toca
eu canto
o outro dança
quente
salta a janela
já raiou o dia.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

.


A mais 'ridícula' das saudades
é aquela construída na imaginação
dos encontros e afagos que nunca existiram
de um passado calcado num protótipo de futuro
saudade em nome do desejo.

será que se apaga?
será que se consome nos revés dos dias?
será que é fogo
ou já está virando brasa?

em tempo de me queimar inteira desta vontade
na fogueira dos meus pensamentos,
não queira Ele que venha a tempestade
para não inundar o que me arde!

'ridicularizada' pela minha própria saudade
que é latente no relógio das minhas horas...

terça-feira, 10 de agosto de 2010















Seu Chico é testemunha
da felicidade instalada em
meus olhos ao tocar-lhe...
A alegria foi tamanha
que ele mesmo chorou
e molhou novamente
meu pés...
felizes!


["bonita não era ela,
bonito era os zóio dela..."]
...


...
Era uma terra quente
nela tudo brilhava
era tanta luz que nada se podia ver
Mas quem vem lá?
Mas veio lá
A tarde morena
Nela, um pedaço era Lua
um outro, era Sol
Mas agora, nela tudo se via
e o que era de mais lindo
virara ouro.
.serenidade.
Entre os desenhos formados pela breve luz
um feitiço, um mistério ia caindo aos poucos
trazendo a noite 
e dominara o Sol, a Lua
e tudo que aparecia em luz,
foi-se aos muitos se guardando
foi-se embalando na saia da noite...
Trouxe a morena, agora pretinha, bem pretinha,
o avesso do brilho
e era tão parda a noite que nada podia se ver...
Era uma terra fria agora
não yerma, fria somente
porque entre braços e abraços
quando fecham-se os olhos
cai novamente uma tarde morena
um taco de Lua/ uma raspa de Sol
...E era mesmo ela uma terra tão quente...

[O Velho, o Chico, 'eu, eu mesma e Irene']

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dudu! cuidado com a rima...

Eu disse a ele:
"Dudu, vou ter que escrever um post pra tu agora..."
Acho que o jargão 'boa praça' foi criado pensando-se nele
ele é absurdo!!!
Consigo cair todas as vezes nas suas conversas
ninguém me tira tão fácil do sério como ele
Todos os dias me impressiono com tamanha desenvoltura e 'cara de pau'
chega a ser bonita a sua destreza
algumas vezes é a pessoa mais chata que conheço
mas muitas, muitas
é das mais caras
é do meu rol de queridos
um dos mais
raro.caro.transparente.
amo demais.

...agora entra ele na sala
com uma carinha de bunda-lisa que só ele tem e pergunta:
- 'Bunita, tais aprontando o que?'
e logo em seguida:
- 'e ai, bora simbora?"
Agora me diga, meu caro teclado?
Qual o nome do boteco da vez?

e lá vamos nós com nosso fiel escudeiro, 'Lusca'
porque melhor que trabalhar
é trabalhar nesta empreitada de doidos todos os dias
que Ele conserve esta casa de fazer malucos, chamada Santa Rita
e que além de dispostos, continuemos sempre a bons amigos
independente se vai ser no trabalho
no Burburinho
ou qualquer dos bares do sul, do norte ou no Central...
Eu ainda não entendo...
Mas tem algo aqui que está cheio
Não pleno. Cheio.
Espero sair ilesa desta conjuntura de atropelos
neste dado momento
que além de aprender
eu possa realmente ser útil
possa ser ainda mais forte, resistente
para estar junto aos meus amigos
aos antigos e aos novos
aos tão poucos imaginados
aos que já cativei
aos que já sou responsável.
Não é ser duro, pedra
é ser um pouco água
adaptar-se
sanar a sede
é invadir sem ser tempestade...
e diga-se de passagem que em tempos de cheia,
não é bem uma boa metáfora
mas uma pequena alusão que tudo bem dosado
é bom,
e que o contrário também é verdade!

sábado, 19 de junho de 2010

!é muito bom ter escolhas!


Não acredito mais na esperança...
Calma! Não sou descrente!
A esperança é um dos maiores impasses da humanidade...
já não digo mais "é a última que morre"
mas sim: a última que aparece em mim,
dentro das minhas ilusões repentinas,
quero que seja assim.
Abra o coração pra entender estas palavras...
Porque esperança está ligado à esperar.
Não ter certeza disso ou daquilo está ligada à ignorância.
Só quero ter esperança quando em mim tiver latente a ignorância...
ou quando eu quiser isso enquanto descanso.
esperar por si só, já amarra as calças nos calcanhares
já impede de deitar as sementes
de serem postas em flores
já não constrói caminhos
aumenta expectativas
é preciso não confundir esperança com fé ou crença naquilo que se quer
é preciso não esperar ser feliz
é ser feliz.
esperar está relacionado com o futuro,
algumas vezes com o passado
mas raramente com o presente.
ter esperança de ser feliz é jogar ao vento sua felicidade
e ele poder soprar em qualquer canto (musical também)
inclusive nos não muito preteridos
e raramente dentro de nossa casa
ou só entrar pouco e fraco,
porque temos as nossas paredes que impedem os ventos.
esperar ser feliz é esperar qualquer coisa
que pode vir e demorar, como pode simplesmente acenar próximo à janela
e você assim, esperançoso... a esperar... a enfraquecer sua crença.
deixa ser como será...
a esperança depende mais dos outros,
do tempo
de que de nós mesmos
é demasiado pesado por nossa felicidade nas mãos dos outros
por mais que haja amor...
Sejamos menos esperançoso!
Mais crentes e menos ignorantes!
eu sei que a palavra é forte e que já segurou muitos sonhos,
(muitos meus estavam segurados pela esperança e ainda continuam sonhos)
mas talvez tenha impedido muitos outros...
e se vale: estar bem, tem sido muito importante
e não espero mais tanto ser feliz.
tenho sido.


 
[post censurado em 2008,
 mas latente hoje!]
Em dias de solidão
nunca estou totalmente sozinha,
tenho a mim e ao meu bom humor desconhecido dos meus amigos
muito por conta de uma timidez latente
e mais ainda,
para que nestes dias eu tenha muitas fichas para gastar.
feito doida
doida feita
eu rio dos meus problemas
eu, um rio de soluções
rio feito doida
doida, feito um rio caudaloso
pensativa eu paro
e rio
um rio cauteloso
e volto à loucura de ser normal
igual a todo mundo
cheio de gente
e vazio de (quase) tudo
inclusive de presenças...
e que graça tem?
Vamos beber à vida!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sorriso?



Para quem quer flores...
as sementes, são um bom começo.
para quem quer amores...
abrir caminhos e, não somente o coração,
garante a chegada e a passagem deles!

Espero a hora de florecermos!

[para meu amigo sofrido de agora, mas tão feliz em outras horas
digo que paciência não é para todos
mas para os mais sábios.
você é um jóia para mim
e quero tanto que seu sorriso floresça estes dias...
Amo muito, viu Qui?]

quarta-feira, 16 de junho de 2010


Vou dizer, viu?
Ainda não sou,
mas quando eu for
se eu tiver metade desta paciência
que Ele vá me dando logo de agora,
porque acho que demora é muito pra 'ajuntar' tamanha...

Na verdade, acho que no pacote, já vem embutido
amor, beijos, berros, abraços, choros e muitas, mas muitas doses de uma boa paciência.
Ainda bem que acredito que todos os dias é Dia das mães!

Uma salva de beijos para todas elas!
e que com esta chuva, a minha se sinta beijada, embalada...


[isso foi de ver agora, na minha madrugada,
em uma cortina espessa de cristal de chuva,
uma cena linda
d'uma pequena balançando outra
dum sono embalando outro]

Uma madrugada, agora de Andreza Piquena e Luíza Piquitchita


Para quem tem olhos bonitos
olhos inteligentes
serenos, serelepes, olhos vivos, 'fatais'...
e seus olhos não são verdes, nem azuis
são dois pratinhos de mel de engenho
adocicando a beleza do que se observa.
é uma admiração tamanha que dá
de uma pessoa que encanta pelos olhos
pelo que vê e se faz ver
pela fortaleza que espelha
pela fortaleza que espalha
sem cegar o brilho do olho do outro
porque o bom mesmo é ser visto
e ver através destes olhos-cor-de-telha
e ser visto pelos olhos cor de cá, olhos-cor-de-mar...
"gosto que só, que só" de te ver
me faz bem olhar a quem!

terça-feira, 16 de março de 2010

Entenda:
Não estou com raiva...
Acho que a gente nem precisava disso hoje.
Meu amor não diminuiu por conta disso

Preste atenção: Meu coração é sereno
dentro dele a raiva não dura muito
ela não faz ninho.
a minha cabeça, já é um pouco diferente
é menos inteligente
e dá nó.
Mas também não se demora,
tem memória curta,
mas vez ou outra, puxa dela
e bate à porta
uma vonatde somente de ficar quieta.
Mas eu te amo, meu amigo
e você sabe, não vamos procurar,
mas o trato tá feito!

Fica tranquilo!

um beijo!

sexta-feira, 12 de março de 2010

...prefiro a mentira dos seus olhos
que a verdade da tua boca
o meu filtro é mais potente ao primeiro
...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Até o vazio é relevante
quando este sinaliza encher-se de aprendizado...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Post do 10...


Primeiro do ano
do ano 10 em 2000

Entre as situações e casos familiares
muitos encontros e 10encontros
estão todas as sensações da pessach
de um 2009 para o 10...
precedentes de um ano latente de promessas
de realizações, de mais situações e investidas...
de desafios, derrotas e vitórias
de uma mescla de sonhos,
mas sobretudo, de maturidade
porque ela anda de mãos dadas com o tempo
é proporcional à sua contagem...
das cinzas da lapinha
o reencontro com mais uma festa
com o carnaval
com a alegria
novamente uma festa encerra outra e entra nas comemorações
de uma nova pessach
de páscoa
para celebrar mais santos de uma época junina
prestes à mais um novo encontro com a festa
do pequeno menino
para mais uma virada
e para chegar aos saldos deste
que tanto promete
e esperar que se cumpra,
com a nossa ajuda,
porque o ano somos nós!

Nos finais de ano
Fazemos promessas a nós mesmos
e é sempre bom lembrar que as realizações
são, em 90%, frutos de nossos esforços
porque é certeza que o tempo é de cada um
bem como os louros e a vontade de carregá-los...