
Dando adeus ao que não é de Deus
dando boas vindas ao que é bem-vindo
desistindo do que não é de insistência
realizando o que era apenas sonho
insistindo no que não tem raízes
rindo do que ainda não é piada
acreditando no que não é de deixar parado
abdicando de uma saia-justa
vestindo a saia-justa, justíssima
é muito justo sair assim:
dando a Deus: boas festas
e recebendo outras tantas
do que o branco do meu rosto
são tuas claras conversas
do que o negro dos meus olhos
são tuas raras vontades de olhar
mas são sinceras,
pontuais
exatas
perfeitas
dentro de uma perfeição inexistente
é mesmo assim:
perfeita a tua pontuação em nunca desistir
de um olhar
de um ponto certo de lindas paisagens...
[jogando a cachaça e a ressaca fora...]
