terça-feira, 13 de novembro de 2007

Entre o plágio e a vontade de falar

...
.Entre o gesto e a palavra
.Há bem mais sons e imagens do que minha imaginação possa atravessar
.Há bem mais amores que o meu peito possa abrigar
.Há bem mais medos que eu possa chorar
.Entre o gesto e a palavra há um território sem fim
.Que não obedece a ninguém
.Que não se apega a ninguém
.Que empobrece ao tentar ser desvendado

.Entre o gesto e a palavra
.Há uma dificuldade de clareza
.Os problemas da escolha; os princípios
.Alguma coisa que é mais do que voz
.Existe entre o gesto e apalavra
.muito mais autenticidade nos desejos
.na raiva
.no rancor
.na vaidade
.na solidariedade
.na esperteza
.na maldade
.na irmandade
.no amor…

.Existem entre o meu gesto e a minha palavra
.Verdades maiores que as que eu conto no meu dia a dia
.Verdades maiores nas minhas vaidades
.Verdades maiores nos amores que eu sinto

.Há neste território sem fim
.(de um infinitio real)
.Uma vontade imensa de descobrir e patentear tudo que me faz bem
.E conseguir, mesmo que em poucas vezes,
.Transmitir um pouco deste bem querer pelo olhar…
.Num terrritório quer fica
um pouco depois do gesto
e antes da palavra...

...



[texto com base no poema de Joaquim Cardozo: Território Entre o Gesto e a Palavra]

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