...
.Entre o gesto e a palavra
.Há bem mais sons e imagens do que minha imaginação possa atravessar
.Há bem mais amores que o meu peito possa abrigar
.Há bem mais medos que eu possa chorar
.Entre o gesto e a palavra há um território sem fim
.Que não obedece a ninguém
.Que não se apega a ninguém
.Que empobrece ao tentar ser desvendado
.Há bem mais sons e imagens do que minha imaginação possa atravessar
.Há bem mais amores que o meu peito possa abrigar
.Há bem mais medos que eu possa chorar
.Entre o gesto e a palavra há um território sem fim
.Que não obedece a ninguém
.Que não se apega a ninguém
.Que empobrece ao tentar ser desvendado
.Entre o gesto e a palavra
.Há uma dificuldade de clareza
.Os problemas da escolha; os princípios
.Alguma coisa que é mais do que voz
.Existe entre o gesto e apalavra
.muito mais autenticidade nos desejos
.na raiva
.no rancor
.na vaidade
.na solidariedade
.na esperteza
.na maldade
.na irmandade
.no amor…
.muito mais autenticidade nos desejos
.na raiva
.no rancor
.na vaidade
.na solidariedade
.na esperteza
.na maldade
.na irmandade
.no amor…
.Existem entre o meu gesto e a minha palavra
.Verdades maiores que as que eu conto no meu dia a dia
.Verdades maiores nas minhas vaidades
.Verdades maiores nos amores que eu sinto
.Há neste território sem fim
.(de um infinitio real)
.Uma vontade imensa de descobrir e patentear tudo que me faz bem
.E conseguir, mesmo que em poucas vezes,
.Uma vontade imensa de descobrir e patentear tudo que me faz bem
.E conseguir, mesmo que em poucas vezes,
.Transmitir um pouco deste bem querer pelo olhar…
.Num terrritório quer fica
um pouco depois do gesto
e antes da palavra...
...
[texto com base no poema de Joaquim Cardozo: Território Entre o Gesto e a Palavra]

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