quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

No bloco da minha saudade...


No meu peito ainda soa o "metal" daquele frevo
na minha lembrança ainda grita o caleidoscópio em suas cores
fica guardado na minha pele
a alegria daquele povo
do MEU povo...
que vira um mar de pele
de cheiro
de sons
tudo vira...
um maracatu
num baque solto, bem solto
virado, cheio, dobrado
a sua cabeleira multicolor
sua flor na boca
um "Mateus", uma "Catirina"
um samba de roda,
um "côco" na saia
um "côco no pé"
ao som de um "caboclinhos"
na virada do afoxé
entra as canções dos saudosistas
eu entro para cantar
Oh!-Linda de dia e o arRecife de noite
e eu faço um bloco cheio
de "Flores", "Ilusões", "Saudade", "Retalhos"
"alhos e bugalhos" num acorde da zueira do "Acorda" na ladeira.
aqui as máscaras não são as que acobertam
são elas mesmas a própria face do que fica todo um ano escondido
são elas
são tantos...
tantos que ficam guardados todo o ano
para saírem de casa
para se mostrarem
se encontrarem
serem eles mesmos
uns palhaços, umas bailarinas
uns super-heróis...
mas nada na surdina
"tudo" são flores abertas
todos se mostram
é aqui a confraternização universal
ninguém que lá chega
fica sem bilhete de entrada
as arquibancadas não tem ninguém,
porque todo mundo quer mesmo é estar lá
no meio
nos "quatro-cantos"
ou ao pé do "São José",
no Marco do inícios dos melhores carnavais.

[para quem brincou o melhro carnaval do mundo... (Foto do caboclo de lança)]

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