sábado, 8 de março de 2008



Mãos amarradas pelo fino fio da ignorância
de saber que regredir é bem mais fácil do que ser um idiota
de rasgar a roupa no meio da praça e nem saber o porquê da exposição
de espancar um bêbado hoje
e amanhã tomar uns copos sem nem saber o gosto do álcool de fogo
de levantar a saia e só ter mesmo ela pra ser bem recebido
de olhar pro céu e só exergar um azul esmaecido
da vontade de gritar e ficar calado mantendo a aparência de idiota
de paspalho...
seguindo a vocação que enfiaram na sua cabeça
se entregando à mascara da política do sorriso largo
"do beijo na testa e da facada nas costas"
pela garganta não passam as palavras geradas nos fios do juízo
as idéias não passam disso
não passam delas
se demoram tanto na inércia
demodé
decanté
na criação em ninho de gatos
as cobras não se demoram em atacar na vida
entre as vistas dos roubos
está só na espera de alguém dar bobeira
e sucesso hoje é confundido com a senhorita da fama de amanhã
é de quem é mais bonito
de quem tem um aparelho mais potente
de quem pouco sai pra ver a rua pegando fogo
de quem só pensa nas rodas de putas a lhe fazer um carinho
de quem não espera muito além de sua cara estampada
num papel-higiênico, quem sabe.....
sabe-se lá! (é uma idéia!)
cortaram o fio...
não sai mais nada
não chega mais nada
não cria-se nada.
Chegou a era do Tudo!

Nenhum comentário: