domingo, 27 de julho de 2008

Maré cheia

Chutando meu castelo de areia...
os meus saltos já foram ao alto...
minha passarela foi desmontada
minha desenvoltura posta no lugar
minha timidez ao posto.
sentada na platéia a olhar o desmonte
tem vestígio da minha passagem em todo o canto
o espaço ainda tem a minha cor
sente-se o cheiro dela
a pose feita e criada por mim
toda festeira, nem de muita festa ela é.
olha de lado,
olha ao lado,
tem-se de tudo
não tem nada que quer
inquieto o lugar do castelo engolido pelo mar
porque a insistência em secar o mar
e montar altar para quem só tem o nome de santo
entre tantos gastos:
a minha descrença nesta reza e no santo.


Cultivando a oração da necessidade de se manter acordada...

Nenhum comentário: