Por tudo que se renova
por tudo que se inova
temos muitas horas
muitas horas, tínhamos
todas as horas a nosso favor
agora temos os dias
espaçados em poucas lembranças
as mais reinterantes possíveis
as que não merecem segundos estacionados
as que não são para serem lembradas
nem como doces horas passadas
por tudo que se renova
caia a sua casca
e bata as asas
por tudo que se inova
mude a sua cor
a sua dor
mude
por tudo que se é hora
acorde
eu não quero mais contar
o tempo do meu curto-imenso abraço
eu não quero mais ter o curto-muito-curto tempo
de um mínimo olhar
não quero rabo-de-olho
por tudo que se enrola
me deixe livre
deus-me-livre
de tua ausência
deus-me-livre
da tua presença
deus-me-livre
de uma solidão 'contando carneirinhos à noite' sozinho
deus-me-guarde na minha pouca fé de muitos santos...
esta missa eu não quero mais rezar.
domingo, 7 de dezembro de 2008
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