segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Escolha...


Entre as minhas escolhas
Está tudo que eu sempre quis
Entre o restante de tempo que passo escolhendo
Está tudo que eu poderia ter

Acho que nunca vou envelhecer por completo,
Tenho dentro de mim mil facetas de crianças ávidas por inventar brincadeiras
Algumas delas nem me deixam crescer e me impedem de conhecer novos mundos,
Outras delas me fazem viajar além do meu limite espacial
E crescem, sem que eu note isso.

Tem sido difícil ser essa menina que nunca cresce
Tem sido difícil ser esse ponto de partida sempre do zero
Tem sido difícil não conseguir enxergar outras paragens
Outras oportunidades
O que tem sido difícil, não é escolher
É enxergar as escolhas...
E a sensação de estar perdendo muito mais que tempo
É de estar perdendo sensibilidade.


(creia: não é uma alusão ao mal de Alzhaimer, mas ao mal do mundo de tantas escolhas que esqueceu de esticar as horas de um único dia para poder escolhe-las)


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