sábado, 28 de julho de 2007

A janelinha


Com os olhos cobertos de brilho,
e as canelinhas fortes
das amarelinhas,
Émile abre sua janelinha
a janelinha da alegria
a janelinha do coração.
quando a janelinha é posta,
anuncia que algo em Émile é felicidade
é molecagem
é curiosidade
é esponteidade
é só simplicidade
por que tanto abre ela, a janelinha?
talvez ela quase nem feche...
(risos)
pela janelinha de Émile,
vê-se o mundo encantado
das bonecas de pano
dos pirulitos que fazem o olho girar de suculentos
(uiiiiiii essa palavra de mel, me dá agua na boca)
ela que põe pela janela
sonhos de doce de leite,
abre em mim
sonhos de antigamente...
lembra em mim
o sabor doce dos sonhos de menina,
da Émile nossa de cada dia.
a menina nunca viu o mar
nem os peixinhos que moram nele
nem sei se verá...
ela já viu a ignorância
já viu a intolerância
já provou da insignificância...
mas prova a todo instante
a força do dito:
"Quando se fecha uma porta, abre-se uma linda janela..."

Quem é Émile?
Você sabe?
Eu sei que você sabe...
Émile é cada um de nós...
com nossas janelinhas
Mas sei que quando ela a bre a boca
a janela da alma está igualmente aberta
...

Um comentário:

Luna Freire disse...

Linda, linda Ritinha. Teu poema me deixou com a boca aberta. E a alma idem.