exala na voz
Os olhos acesos da Bela
são as luzes do palco
Ela é a Bela da voz
Ela é a Bela da vez
A vida do canto de Bela
é desmedida
não infundada
é profunda
desgovernada
Tudo nela se faz música
se faz um canto
um espaço sonoro
Há tanto canto pra dançar
solta a Bela da saia
Segura na beira da saia
Ela é Beleza na voz
Ela é o Belo na Voz
Na sala-da música Bela
Tudo nasce, tudo dá...
Dá pé de samba de cheiro
olho de choro
ouvido de tempo
cabeça de vento
braço de Blues
tronco de jazz
corpo de música do povo
alma do povo negro, branco, amarelo, rosa...
O canto de Bela toca no silêncio
O canto de Bela faz-se no silêncio
A música Bela consome o vazio.
nem tudo é festa
mas vira na voz dela
digo, Bela.
Beleza é pra quem planta num canto e colhe na voz...
[para Isabela Moraes, a voz doce que gosto tanto...]

Nenhum comentário:
Postar um comentário