essa cadeira é o futuro retrato da sua?
eu vejo nela as marcas de uma jovem guerreira
não vejo só a juventude, mas a vivacidade da juventude
vejo muito nela o que já foi feito
o tanto que vai passar
o tanto que se passou
o que nela me parece gasto
vejo como o esforço
de 'não deixar as idéias se demorarem nas idéias'
(acho tão bonito isto em você, minha flor!)
a capacidade da realização
mesmo que o real não seja o ideal
nunca o é,
assim, ficaria novamente no ciclo das idéias...
Olá, minha Dona Doida das Oliveiras...
você ainda está na vivacidade desta cadeira
no trabalho que ela inspirou
no que ela ainda pode contar.
na verdade não é mesmo ela
é alguma coisa nela que me lembra seu ofício
o ofício de falar pra todo mundo
pela boca dos outros
pelo olhar dos outros
pela partitura corporal de uns, feito eu
sobre os outros
sobre você
através de lentes
com sensibilidade
com generosidade
com doce
com sal
às vezes, meio agri-doce,
que junta água na boca,
nunca insosso
às vezes, cortanteerrante
sarcástico
mas sempre marca.
nesse ofício que é seu
de tantos outros
mas muito seu
que ele ainda tem como aprender muito
pelo muito que você vai andar...
vejo na cadeira o explícito,
um símbolo transposto de uma profissão
o que vejo além
é o seu sucesso
que você vem tateando em não aparecer
mas ele já é.
e pra brilho que se esconde,
só basta a gente polir.
Das Doida de Dona Cineasta
Das Dores
Das Risadas
Das Tantas Descobertas
Das Delas todas
juntas
separadas
nunca dispersas.
1.[para uma amiga linda que me faz dar mil risadas como se eu comesse um 'bsicoito cannabis' a cada minuto do dia: Das Tanta Oliveira Taciana...]
2. [A foto foi feita na Residência Artísitica do CENTA - Vila Velha de Roda - PT]

Um comentário:
Esse olhar carinhoso de Dona Doida Ritinha, essa ternura impressa em amizade... Ah!!! Só me resta ser capaz de merecer suas palavras, só resta ser capaz de ser a sua Oliveira...
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