
quando algo que já tem força por si só
é abrilhantado ainda mais por outro que consegue superar a leveza da simplicidade
de ser a medida exata do exagero do absoluto
do exagero da perfeição
me desculpem, mas não é exagero meu
é o exagero certeiro dela em ser ELA acima de tudo
lado a lado com a eternidade da música
no que ela se propaga pelas milhões de ondas
ela se propaga na memória de quem nem mesmo a teve antes de se ir
fica latente em quem não aguentaria estar ao lado de tanta luz
de tanta precisão e certeza a que veio
ao que faz e fez
quem dera ter essa serenidade em palco
em terra
em terreiro
em sala escura
sentada na praia
num meio da feira
bebendo água
bebendo 'whisky'
bebendo
rindo
e lindamente chorando,
sendo, serena e brava
virada no 'mói de coentro'
fazendo a(s)cender memórias
criando laços
contando histórias de amores
fazendo amores surgirem
desligando amores
e deixando-os sempre ligados numa lembrança de sons
ela que não é feita de qualquer matéria
é feita de notas musicais
é feita de sons
é por isso que ao abrir a boca
tudo 'viramúsica'
tudo 'virapoesia'
até o grito
o desvario
ela não compõe em papel
compõe em cena
ela ainda faz
não foi o tempo
ela é atemporal
ela está aqui
enquanto escrevo
enquanto vivo
"ela é desde quando se amarrava cachorro com linguiça"
ela ensina a dançar
ela ensina a amar
não tem resto, nem pouco
é a vida é o sol
é a ladeira da preguiça
é o queira e mais queira
cantar viver
é conversa
é fiada
nunca se paga
todo mundo que bebe dela fica 'liso'
gasta todas as fichas numa só noite
é vício
é de não querer mais parar de
é uma beleza que não é mais só dela
é a coisa mais linda
que tem pra ver e lembrar
e ter
é abrilhantado ainda mais por outro que consegue superar a leveza da simplicidade
de ser a medida exata do exagero do absoluto
do exagero da perfeição
me desculpem, mas não é exagero meu
é o exagero certeiro dela em ser ELA acima de tudo
lado a lado com a eternidade da música
no que ela se propaga pelas milhões de ondas
ela se propaga na memória de quem nem mesmo a teve antes de se ir
fica latente em quem não aguentaria estar ao lado de tanta luz
de tanta precisão e certeza a que veio
ao que faz e fez
quem dera ter essa serenidade em palco
em terra
em terreiro
em sala escura
sentada na praia
num meio da feira
bebendo água
bebendo 'whisky'
bebendo
rindo
e lindamente chorando,
sendo, serena e brava
virada no 'mói de coentro'
fazendo a(s)cender memórias
criando laços
contando histórias de amores
fazendo amores surgirem
desligando amores
e deixando-os sempre ligados numa lembrança de sons
ela que não é feita de qualquer matéria
é feita de notas musicais
é feita de sons
é por isso que ao abrir a boca
tudo 'viramúsica'
tudo 'virapoesia'
até o grito
o desvario
ela não compõe em papel
compõe em cena
ela ainda faz
não foi o tempo
ela é atemporal
ela está aqui
enquanto escrevo
enquanto vivo
"ela é desde quando se amarrava cachorro com linguiça"
ela ensina a dançar
ela ensina a amar
não tem resto, nem pouco
é a vida é o sol
é a ladeira da preguiça
é o queira e mais queira
cantar viver
é conversa
é fiada
nunca se paga
todo mundo que bebe dela fica 'liso'
gasta todas as fichas numa só noite
é vício
é de não querer mais parar de
é uma beleza que não é mais só dela
é a coisa mais linda
que tem pra ver e lembrar
e ter
é um post aberto
não tem ponto final
a admiração
da Elis Regina Carvalho Costa
a pimentinnha
[foto: Elis Regina interpretando “Arrastão” de Edu Lobo e Vinícius]

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