terça-feira, 1 de abril de 2008


Quando penso em tua mão...
Vejo/ sinto o meu corpo em detalhes
os menores
ao avesso, o tanto, o todo.
metade de mim não é ao meio
é desejo por inteiro.
A pele eriçada ainda é seda
é beleza.
Quando tudo em nós se confunde
sobra a certeza.
os relógios se encontram
o toque deixa de ser o limite.
da minha pele saem os teus pelos,
do teu rosto, o meu suor
o teu cheiro é nosso
só nosso
nem meu, nem teu
não sei mais de minhas mãos...
meus olhos espelham o prazer no preto e branco
além das cores
depois das cores
a razão é liberta pelo juízo
e viva à loucura
de um breve instante!!!
em que tu esqueces o tempo
esqueces o que não é
esqueces o medo.
a música não pára, silencia.
só ela.
mas não, ela só.
o instante pede suplício ao tempo
que isola tudo e o faz eterno
no corpo
na mente
uns instantes
estes.
Sobra uma só matéria.
una.
Um só desenho .
tela.
ainda assim, completa
o que falta. a dois. a três, menos um...
ao tempo entrelaçado também com o espaço
atemporal
ninguém pode bater à sua porta.
atemporal.
ninguém interrompe desejo.
imortal.
Música, por favor!

...

[Feliz por ter meu cantinho na Terra de ninguém, onde o Sol, às vezes esquece que tem compromisso!]

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