Essa tristeza sutilmente lusa que é viver na beira; os 'ãos' do nosso idioma ecoam no coração desse peito introvertido, somados ao fardo de ter navegado, o grave do fado cantado, um quê ressentido; um visco, um sobejo; a derradeira 'Flor do Lácio' no buquê do mundo ornamenta a olaria, presenteia com pão, vinho e alguma alegria a todos.
É um pouco daquele mouro-cativo, povo antigo, que entoa até hoje o eco nas caatingas da vida sertaneja, inventa novas cantigas de lusofonia e não destoa.
É um pouco mesmo disso no nosso destino, essa atávica saudade ulisseia.
Por Walter Ramos de Arruda
(foto de ritamarize, recife2007)

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