Quando me presto a escrever
a palavra cala
desempresta o olhar
à escrita
O corpo em chama por falar
cala-se no arder dos dias
as horas não se consomem, maltratam as palavras que se batem
por liberdade num corpo possuído por descontentamentos e desilusões
Grita palavra
Grita!
Sai na liberdade do pensamento
usa tuas asas de consciência
e teus pés de emoção
usa deste corpo
desta voz que tu consomes e segue teu curso
Não calas, querida!
Não te calas.
Não te pele
expele!
não te freies
desce a ladeira da expressão que te cria e consome.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
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