terça-feira, 18 de novembro de 2008
anotações de um guarda-napo-que-não-bebe!
penso-ativa
domingo, 9 de novembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
se eu hoje de manhã,
bem cedinho em meu coração,
não te visse,
acharia que ainda não tinha conhecido o sol
e se ainda nesta mesma manhã,
eu não escutasse tua voz,
não saberia o que é música,
e quão infeliz eu seria...
e minha alma não teria, uma flor se quer,
não brilharia em mil cores diferentes
quando do dia de festa em te conhcer.
...
Esse tempo que acelera minha cabeça
e atrasa o das horas feitas
atrasa o tempo de chegar
o tempo de espera...
e esse tempo de mim mesma que se adianta a mais que meu pensamento
é mais rápido que minha música
há algo em mim precisando de sintonia
há algo em mim precisando de conserto
mas ando certa de que dias e ares melhores virão
não sei de onde,
se é da zona norte
ou da zona sul...
mas vem,
o vento sempre passa na nossa nuca
mesmo em dia de sol quente...
...
[já descobri que meu mundo é feito de pequenas folhas , grandes desejos e numerosos, realizações pregressoras - quando de meu empenho, já descobri vontade e a falta de...
só me encontro hoje com uma vontade que as horas andem juntas com meus pensamentos...]
[foto de Rita Marize, setembro de 2008. Set de gravação do Documentário: 'O Som que vem de Paciência', Rio de Janeiro - RJ]
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Minha 'budega" tem cachaça velha
quem tem sede de boa cachaça?
quem tem sede de cachaça?
quem tem boa?
quem? que boa?
sede?
cachaça?
quem mesmo?
tem?
pronto! Tomou passou!
é feito gente muito bonita,
põe mesa
ah, isso põe.
mas a gente come...
e ai?
e a sede?
e a fome?
qual é a cachaça da vez?
qual é a próxima comida?
Um beijo para uma flor...
Em dia de flor o céu fiica mais azul
a cidade mais colorida
e tem cheiro dela em todo os lugares ímpares...
em dia de flor
tem primavera nos olhos dos maliciosos
tem reforço de sutileza no coração do bobo
no dia de flor
não tem quem tire o brilho
de quem é feita disso
não tem quem esmaeça a intensidade
de uma alegria pintada de sol
em dia flor
nasce gente de cor da primavera
preto, branco, amarelo
nasce...
cor de rosa, azul, encarnado
nasce...
nasce dentista, estilista e artista
nasce...
meninas cheias de beijinhos na boca
cheias de sonhos prestes a dividir conosco em sua realidade.
tenho muitas primaveras bem vividas conhecendo uma flor destas...
domingo, 12 de outubro de 2008
Bissiga de Titia.
O que falta ao Recife!
tivesse grandes avenidas, coloridas na noite pelos faróis de carros
se fosse ele, repleto de pontes e rios floridos de mangue e canoinhas de nada
se fosse o Recife berço de um grande carnaval,
'foco prolífero' de manisfestações multiculturais,
se ficasse ele todinho em festa, no dia que o sol se amostra
e fosse ele, a capital do meu Pernambuco,
Meu Deus,
poderia ter ainda assim,
alguns descontentamentos da falta política e humana,
mas com certeza, seria um paraíso na terra!
Quando eu era menina

tinha sonhos em cima das nuvens doces de algodão
meu perfume era o do mundo
meus pensamentos eram todos mais que sonhos...
eram realidade.
quando eu era menina
não tinha medo de ser grande
nem medo do desconhecido
nem medo em meio à curiosidade,
tinha muita curiosidade,
tinha vontade e desejo salientes de aprender
de sorrir
de me sujar
de me machucar andando de bicicleta
porque os meus medos vinham depois da vontade de superá-los.
quando eu era menina
minha boca tinha beijinhos
minha boca tinha um pobre vocabulário, mas já conjugava o verbo amar...
meus olhos eram coloridos, não eram só verdes
eram coloridos em todas suas escalas
meus olhos não tinham filtros...
não tinham.
quando eu era menina,
pouco tinha vivido
mas tanto tinha sentido
tanto, tanto...
quando eu era menina
tinha uma paixonite
e uma esperança de ficar grande
e ter um amor
e ter
e ter
e nunca saber o que era dor
quando eu era [bem] menina,
faltava eu crescer e conhecer mais rodas de brincadeiras
rodas da roda-viva
desta roda-viva-roda-vida
onde não se pode demorar num mesmo canto
pra ela não passar por cima
quando eu era menina,
às vezes, eu esquecia que tinha o amanhã
e vivia os melhores dias da minha vida por inteiro
como se fosse o último
com a sinceridade de um beijo de mãe
quando eu era menina,
fiz um pacto de não deixar de sê-la
nem quando eu escrevesse
'quando eu era menina'
pra nunca abandonar a beleza de ser
de ser curiosa
de ser aprendiz
de ser a primeira vez
de ter a primeira vez de tantas
de muitas experiências.
fiz um pacto dela não me largar nunca
mesmo em dia de encontro de muita gente grande
que era pra poder a menina se rir muito do grande vocabulário que ela juntou
e que hoje serve mais para complicar e mascarar
mas se é assim
quando eu era menina
ainda é hoje!
e eu rio de mim mesma
sem maldade
mas de graça da palhaça que às vezes, me transformo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
assim bem de pertinho
é tudo que dona sinhá quer
um amor assim
sem me preocupar com a maldade que seus sonhos carregam
sem me preocupar com a novidade na praça
sem me preocupar com os caminhos que seus pés ocupam
sem me preocupar em estar vazia
assim
bem de mansinho
feito puma satisfeito com a caça
assim feito café
quente, forte e doce no ponto
pronto pra beber
jamais frio
assim
feito vontade saciada e logo renovada
assim feito melancia suculenta
assim, redundante
suando a mil sem correr
ousado
simples
assim, cheio de contradições coerentes
é possível
basta se vestir de humildade
e ir além de um café pequeno
assim, logo cedo de manhã
sem se demorar
assim, agora
quase para ontem
eu senti.
Hoje eu estou querendo esconder quem sou
pra poder me revelar...
Hoje estou deixando quem eu gosto
pra poder amar mais...
hoje tirei a maquiagem
pra revelar minha beleza...
as minhas saias estão longas
pra revelar a beleza das minhas pernas...
o meu cabelo não está liso, nem enrolado
tão pouco ondulado...
ele está com as curvas do vento...
fechei a boca de leve...
pra sentir seu beijo voraz...
silêncio...
eu abri os braços
pra enfim, sentir o raio de seus braços
sem divisão,
em espaço uno ao meu...
só por hoje,
esqueço que tive um ontem impróprio para menores,
porque a felicidade não precisa saber o que acontece em sua ausência,
esqueço também que existe um amanhã e sou obediente ao Renato Russo...
é preciso mesmo...
Recadinho à dona Bifa:
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Abram alas à clandestinidade!
ela não se apresenta às autoridades em defesa do que foi imposto
ela não se demora na perfeição forçada,
nem no excesso de desleixo
não tem endereço certo
ela mora nos becos
muitas vezes é prostituída à tristeza
(ela também conhece a tristeza,
precisa conhecer para combater)
é difícil vê-la nas grandes avenidas escuras
em noite de trovoada,
ela não tem forma certa,
ou seria fórmula certa?
Ela vive num sorriso da hora
num dia de sol despretensioso
num abraço nunca prometido
na chuva fina da janela.
ela é muito andeja
não tem raíz
fica onde menos se força sua estadia
é onipresente,
passa através de fios, pensamentos, sentimentos, pelo vento
até por fotografia
ela se veste de lembrança
de aceitação dos defeitos
de aceitação
de mudança coesa.
é tão clandestina que dói a sua falta de morada fixa
é tão clandestina que é maravilhoso tê-la em toda morada.
a felicidade usa all-star azul
e fica linda de escarpin
graciosa de sapatilha
e aconchegante de havaianas
quase-perfeita descalça...
ela é a hora
o momento
é feita de.
ela carrega brilho de estrelas onde passa
e as estrelas não morrem facilmente
é preciso muita cara feia e descrença nas fadas
pra apagar um sorriso da felicidade.
'Abram alas que hora da estrela
clarear sua via prometida'...
a vocês duas,
[Em uma noite que dormi com a tristeza
e acordei clandestina envolvida por esta felicidade de conhecer
pessoas que preciso delas juntas pra me ensinar a viver melhor!]
sábado, 9 de agosto de 2008
Pra quem gosta de boniteza!!!

Zoiudinha, como sugere o nome,
tinha os olhos maior que a vontade de ser feliz
o nariz mais em forma de bola que a lua
a boca maior que..., (vixe...nem quero dizer pra não assustar...)
quando zoiudinha saía de casa,
de tão feiosa,
todo mundo se ria dela
se ria
se ria
se ria, a barriga até doía e eu também dela ria...
ela se ia...
cabeça bem baixinha, ela seguia...
pra zoiudinha fechar os olhos à noite,
era preciso mil estórias encantadas de formigas japonesas, ou chinesas
(com tanto que elas tivessem olhos bem puxadinhos para não causar má impressão)
que iam e vinham na rua dos doces mais gostosos de todo o mundo...
(Ah, esqueci de dizer que zoiudinha era magra, magrinha, bem magra de ruim,
porque adorava tudo que derretesse na boca feito açúcar bem docinho)
zoiudinha, como toda menininha,
tinha um sonho:
ela queria ser grande e se tornar 'A princesa zoiuda em terra de cego'
aquela terra mesmo, onde quem tem um olho só é rei...
ela ficava horas imaginando o que faria
num mundo onde ela,
só ela,
enxergasse a beleza
onde ela,
só ela,
dissesse quem é feio e quem é bonito
onde ela,
só ela,
toda zoiudinha,
brincasse de se rir com todas as formigas japonesas
(ou serão chinesas)
onde só ela pudesse contar uma história assim:
"Zoiudinha era linda que doía
Zoiudinha era até chamada de lindinha
e como sugere o apelido,
tinha uma beleza indiscutível
tinha olhos muito brilhantes de sonho
e levemente salientes pela sua cor ver-esmeralda
o nariz dela era mais afilado que uma quina de parede
a boquinha..., vixe... agora vou ter que dizer...
quando zoiudinha, digo, lindinha
saía de casa
até 'a banda tocando coisas de amor'
parava pra ver ela passar
silêncio total...
psssssssiiiu!!!
mais silêncio...
para sentir a beleza de lindinha-zoiudinha
e com isso,
ela se ria
se ria
se ria
se ria tanto, que ficava com a barriguinha doendo de tanto rir
e a cabeça sempre erguida
pra zoiudinha abrir os olhos desse sonho
dava muito trabalho
dava sim
dava tanto
dava até medo dela conseguir realizar o tal sonho
esse, onde todo mundo ia ser feliz
onde todo mundo ia ser cego de vaidade
e a beleza ia ser só sentida
a riqueza, ia ser o silêncio tocado todos os dias
nas bandas de música que não iam nunca,
deixar de criar e tocar
canções de amores vivos, bem vivos
e gordinhos de bem-muito-querer..."
Às vezes, zoiudinha inventa de encontrar
pedaços espalhados de seus sonhos
na sensibilidade rara de músicos dessa bandinha
bandinha-inteira que toca coisas de amor
e ela sorri
ela sorri tanto sonhando
ela sorri toda sonhando
ela se vê além dos grandes olhos
ela se enxerga além de uma imagem-una
ela exala beleza pelos olhos-poros...
!para um gordo que me faz rir e lembrar de histórias cabeludas, sem ter cabelos
de histórias de caçadores, sem ter floresta
de histórias de pequenos amores, sem ter castelos...!
domingo, 27 de julho de 2008
dando 'pitú' no medo.
meu medo me faz prender a respiração sem concurso
me faz andar descalço em pedras, em brasa
meu medo tem medo de sequer ousar sonhar em se machucar
meu medo não entra em casa vermelha
meu medo não dança em chuva
não embola na escada
não ri até dar dor na barriga
não come todos os doces do mundo sem enjoar
não me deixa conversar na madrugada...
não me deixa esse meu medo
eu que insisto em colocar algumas vezes ele de castigo
e corro pro meio da rua...
enlouquecendo de felicidade quem encontro, antes mesmo
que ele descubra que quem manda nesta casa é ele mesmo...
e não, minha breve coragem!
depende muito da escrita o entendimento!
Maré cheia
pra quem não vê-la...
minha falta de socialização, enerva meus encontros com o novo
minha falta de renovação desencanta a ousadia
minha tolice, cega meus planos mais arrojados
eu
fronteiriço ao tempo que escorre nas nossas mãos...
quem mandou me seduzir malvada honestidade 'male-decente'
quem mandou se 'achegar'
eu não quero mais me esconder
este lenço na cabeça não pertence a minha religião...
eu não quero
eu não quero
mas eu sou!
minha timidez impede de escrever coisas libertadoras...
de conhecer pessoas e lugares à brisa leve
minha timidez me fode, ops... me complica a escolha do caminho...
minha timidez escolhe por mim
ela se enfeita por mim
ela se afasta por mim
minha timidez mora em mim
tão sonsa, tão sonsa, que se ri de mim
tão sonsa, tão sonsa, que se faz de extrovertida em mim
tão perto, tão perto, que se some
tão presente, tão presente, que se é, sem querer ser
tão sonsa, tão sonsa, que se esconde em mim!
minha timidez tem 'pacto' com a saudade!
terça-feira, 8 de julho de 2008
agora mesmo que preciso de mais agua!
Não o nome, mas eu vi a cor dela
nao lembro mais se brilhava muito
não tive vontade
não tive saudade
nem desprezo
nem vontade de novo
quase nada
nem sei traduzir
passei estes poucos minutos talvez incomodada
por não sentir muita coisa
por não me ver mais ai
por não...
me importar
nada importado
sentimento exportado pro espaço
talvez eu tenha adquirido oculos do sentimento
que antes parecia mais o alheio que o meu
nao era o meu, nao podia ser
pouco cuidei do meu alterego...
deixa eu
não beija eu
não! nada! tudo que não sinto os pes juntos mais
isso, tudo isso, anda vendo a palma da minha mão dando adeus
e eu nem tenho passagem marcada para outro colo
so ando vendo paisagens em revista
em elevador panorâmico
ando precisando de algumas consultas medicas...
consultas em finais de tarde, bem tarde
conversas redondamente desenganadas de pouca sabedoria
eu vi o tanto que me incomodou não ser incomodada com a situação
choro o pouco tempo que destino aqui a escrever
descrever uma cor que não estou afim de usar por vez
quem sabe em dia de moda, se eu não for anacrônica demais pra enxergar...
decepção tem limites
dai pra frente: e pura idiotice e pouca atualização!
tenho 27 anos
quando esse numero alterar a ordem eu tento entender porque não senti esta dor agora ha pouco...
talvez a tenha la na frente
paciencia são poucos 45 anos...
senta que la vem muita historia, muita musica e muito desejo!
{Vendo como é difícil cumprir promessas ou dizer mal do outro, sem saber como fazer quando se descobre ser igual ao que mais odeia, eu sei moço, isso complica no juizo, né... ando me resguardado em maldizer da poltrona quebrada do outro, porque amanha eu descubro que 'há algo de podre no reino da minha Dinamarca' e a minha cara, como fica.... se for mais bonita por favor me avise, tenho uma lista imensa da minha hipocrisia aflorando}
com um tecladinho chato que não sei ajeitar, outro dia venho aqui ajeitar o analfabetismo declarado ao 'portatinho dos teclados' e musica da falta de sinais de pontuaçao...putz!!!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Onde começa o começo?
Estarei mentindo dizendo que
ainda te quero como sempre quis.
tenho certeza que
nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
alimento um grande amor
sinto cada vez mais que
já te esqueci!
e jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
é tarde demais..."
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Tempo de Colheita em Portugal...
E eu não sou baú pra guardar toda a felicidade em mim
Eu abro a boca e multiplico o verbo
Eu falo na feliz-idade pra não ficar em mente
Mas para deixar ela sair, contaminar
Com todos os seus líquidos
Vivazes, sonolentos, todos eles
Chegando nos outros
Em mim
Em roda
Nada guardado!
Tudo ao ar:
Alegria, alegria!
O que de mal passou
Foi embora,
Bateu a porta,
Nem a-Deus foi mandado
Ele não o quer...
Em mente ou em lente
Eu ando e fotografo o que em mim já é amor
Eu faço
Eu deito
Eu rio
Eu cruzo os braços se tudo for mentira
Se tudo for imaginação tola e sem crédito
Eu não sou baú pra ficar calada
Indiferente a tudo isto
Sem fazer nada
Sem dizer a ninguém
Sem distribuir com alguém
Eu
Andei nas ruas cantando em plena madrugada
Cantei no bambo do palco improvisado
Nas noites esfumaçadas de um narguilé
Ao encontro de vozes finas e risos destrambelhados
Fortes, sinceros, vermelhos, em fogo, em brasa que demora.
Em dança em dia de chuva fina
Em dia que sol não aparece e dorme mais que o tempo de nós mesmos
No gesto do canto do olho que desenha o prazer de se estar
De se ver, de se ter, de se andar de mãos dadas
De mãos atadas com a simplicidade do encontro
E com tanto talento pra boémia
Pra poesia das coisas e palavras
Os minutos são reavaliados
E cada instante é bem aproveitado
Em tempo-espaço-há.braço-há.corpo
A gente que coisifica o infinito
Dá nome ao não pensado
Faz latente o invisível:
Os sentimentos, todos eles de bem
Em cores que combinam além da roupa, da vaidade…
E se pelo dia o sol aparece
O mergulho no branco do sorriso é de cegar
É paradoxal quando há encontro da silhueta dos meus daqui com a luz permanente de uma estrela
Da serenidade de nós todos separados
Da euforia que dá de nós todos em 'com-junto'
Como 'tijolinhos em construção civil'
Contando os quadradinhos da rua na volta da Ria
Ria mesmo
É sempre muito engraçado
Ou feliz.
Em lembrar
Do frisson, das pernas do funâmbulo
Quando se abraçou
Os amores de inverno
Os que são chatos, mas deixam ser descobertos em sorrisos, no pouco espaço de tempo de entrega
Quando se sentiu a surpresa do que não mais quer estar
Até o que não mais tem assunto
Do que deixou tristeza
E do que ajudou a apagar esse rastro
Das 'mordidinhas chatas' que nos fazem lembrar pelos próximos 15 dias
Desse alguém que tem dentes afiados
Dos beijos não programados
Das descobertas ao acaso (se isso existisse!)
Dos cheiros eternizados
Dos abraços catalogados, com senha, com segredo ao quadrado
Das cores da primavera fria do país que não é o 'cheio de graça' e nem tem 'a nega chamada Teresa'
Ela existe em apelido
Atende por Tess, Teté (tete-à-tete)
Fino como o chá da tarde inglesa
Simpático como um francês de coração brasileiro
Nascido por engano na terra da Amélie
E fascinado pela bebida de limão em terras do meu Recife
(meu Recife de sol, mas que hoje deu notícia da chuva que desmancha os barquinhos de papel)
Andei no fio fino dos sonhos acordados bem no meio do bom do doce
Preparei a melhor bebida com cachaça, morango e carinho
Andei subindo as ladeiras da preguiça da 'Vila Nova dos Bons, perdão, dos melhores Vinhos de Gaia.do.Mundo'
Pensando no bilhete premiado que me faltava ao bolso
Ao meu e do meu singelo 'marido por 9 meses
Esses meses de gestação de uma amizade que já tinha nascido
Gestação do compromisso como controle de qualidade
De nós duas, eu e meu 'marido'
De encontrar em dias primeiros das terras do além.muito.mais.que.mar
Fortaleza na família escolhida da 'minha bibliotecária do século'
Chorei no hall daquele bar
Eu sorri no hall daquele mesmo bar
Que eu também dancei e comecei a ser vista e a dar visão
A dar saudades
A ter saudades…
E por não acharem que os livros não andaram em minha bolsa
Observem minha mochila
Feita de páginas de fundo branco
Entre um passo e outro, preeenchida pelo destaque preto
Ou em cores
Ou em gravuras, fotografias, vídeos e performances
Instalações na costura da minha 'pequena-grande mala obsessiva'
Do conhecimento que ainda não sei para que aponta
Mas que tem torre e farol certo
Da costura das páginas em branco
Das páginas que também nem foram lidas
Tragos nos pequenos bolsos, apontamentos da minha mansidão passageira
Do centro onde preparei minha arte
Que grito em dividir o palco
E grita cara a cara com meu espelho que é hora de andar
Em cima dos pés da little-cinderela
Num caminho trilhado pelos sapatos que estão prestes a serem achados
Num domingo de abóbora pós meia-noite
Meia-luz
Meia-nudez
Velada…
Um dia ela aparece com essa vontade que tem de aparecer.
E não vai ser esquecida em mesa de brinde
Aqueles que 'cavuquei' aqui
Tampouco os que me derreto em braços lá
Que plantei e de tempos em tempos
Venho colher
Cheia de vasos coloridos em mãos
Ou mesmo só dar bom dia e boa noite
Ao meu jardim de flores em poesia
Que andam de mãos dadas com a minha felicidade em 'Terra Estrangeira'
Que não é a do 'Salles'.
Mas a mesma que plantam os meus amigos os seus Jardins na Vizinhança quase perfeita
Se não tivesse um oceano a querer aguar nossas plantas.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
Dê Um Rolê
sábado, 31 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Vinil

é abrilhantado ainda mais por outro que consegue superar a leveza da simplicidade
de ser a medida exata do exagero do absoluto
do exagero da perfeição
me desculpem, mas não é exagero meu
é o exagero certeiro dela em ser ELA acima de tudo
lado a lado com a eternidade da música
no que ela se propaga pelas milhões de ondas
ela se propaga na memória de quem nem mesmo a teve antes de se ir
fica latente em quem não aguentaria estar ao lado de tanta luz
de tanta precisão e certeza a que veio
ao que faz e fez
quem dera ter essa serenidade em palco
em terra
em terreiro
em sala escura
sentada na praia
num meio da feira
bebendo água
bebendo 'whisky'
bebendo
rindo
e lindamente chorando,
sendo, serena e brava
virada no 'mói de coentro'
fazendo a(s)cender memórias
criando laços
contando histórias de amores
fazendo amores surgirem
desligando amores
e deixando-os sempre ligados numa lembrança de sons
ela que não é feita de qualquer matéria
é feita de notas musicais
é feita de sons
é por isso que ao abrir a boca
tudo 'viramúsica'
tudo 'virapoesia'
até o grito
o desvario
ela não compõe em papel
compõe em cena
ela ainda faz
não foi o tempo
ela é atemporal
ela está aqui
enquanto escrevo
enquanto vivo
"ela é desde quando se amarrava cachorro com linguiça"
ela ensina a dançar
ela ensina a amar
não tem resto, nem pouco
é a vida é o sol
é a ladeira da preguiça
é o queira e mais queira
cantar viver
é conversa
é fiada
nunca se paga
todo mundo que bebe dela fica 'liso'
gasta todas as fichas numa só noite
é vício
é de não querer mais parar de
é uma beleza que não é mais só dela
é a coisa mais linda
que tem pra ver e lembrar
e ter
é um post aberto
não tem ponto final
a admiração
da Elis Regina Carvalho Costa
a pimentinnha
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Essa é oração...

Ana Carolina
Ana Carolina / Totonho Villeroy

mas todo mundo pode ter...
"A Rita levou meu sorrisoNo sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de são Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão..."
Dos 'Céu's...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
e por falar em saudade: dane-se!
nestexto, alguma coisa não cheira...
e não tenho preconceito algum a quem o é
posso e até vou fazer apologias de fato,
não me importo quando um dia vierem a me chamar assim...
sou de uma família a que um dia pensa
que eu ao menos possa chegar a falar
falar da forma que eu pensar
ao menos um pensamento organizado segundo minhas leis
seguindo pouco as dos outros
sem ter que estar o tempo todo sujeita a uma censura
que me interrompa os pensamentos...
sei que ela ainda vai ter trabalho em escutar
e nem tão cedo assim, vai ter em mim essa realização
mas tenho dito que aos poucos
corre em mim o grito
o grito de há tanto eles merecem ouvir
e eu enfim, já preparando outros...
Tudo bem que cresci
nessa família de 'não-intelectuais'
a dizer que o cinema brasileiro era uma 'bosta' (eu ainda só conhecia o que era merda!)
mas achava sonoramente bom o que ouvia, achava mesmo que o cinema (eu só conhecia mais a televisão, nunca me deixavam ver os filmes no cinema...) era aquilo que diziam,
achava que soava bem com o lugar que, às vezes, passava à frente.
mas em tempos, jogando o relógio ao mar,
vivendo...
cresci e me decidi, meio como quem vai ao bar e alguém oferece uma bebida,
trabalhar com artes
ver mais artes
ver mais além do que se mostra
pensar além do meu mundinho das minhas bonecas louras.
quando descobri o que de fato era uma 'bosta'
comparei ao meu primeiro ponto de identificação
lembro que as primeiras imagens que me deparei
não foram de fato, as melhores
mas não chegava achar que aquilo
o antes
de tudo
de hoje
era tão de fato assim, uma, uma, uma...
(bem, talvez me tenha batido uma certa censura)
...e voltando às imagens do cine brasileiro,
no seu início,
digo mesmo que não acho que combine mais com a sonoridade da palavra 'bosta'
nem ao seu significado
pejorativo ou não (não creio que haja muita diferença entre os dois significados desta palavra)
e sei da efervescência que em algumas décadas houve
e da valia que algumas produtoras tiveram...
de verdade,
é sabido que, como tudo, há tempo de muita merda-dita
merda-feita, tá no relógio biológico e no histórico.
Mas a verdade, é que vim aqui, escrever não de antes
mas da satisfação em dizer que esta época vivida por mim,
- a con.tempo.rânea -
não é, de longe, em disparada, a pior época do cinema brasileiro
há nela uma força que carrega no peito a vontade das tuias
dos tantos, talvez quase todos milhões que involuntariamente
produzem matéria orgânica para as telas...
é certo que a socialização
e evolução dos media e o trabalho experimental
são grandes armas nesta evolução
mas há mais que isso
há uma etapa vencida
ou a passagem por ela
a da pedida da vez, da voz
de se fazer, sem ser esperado como o ridículo
como o erótico
não só...
o regionalismo ainda é muito presente
as narrações também
mas tem esmero
tem emoção
e a quebra dela também
tem mercado se abrindo
e tem credibilidade
e abertura de olhos
onde arte não é pra quem não tem o que fazer
vai além...
de quem vive e tem muito o que fazer
de quem fermenta idéias
e não se fecha numa única visão do ver
não se chega no pensamento facilmente
não é todo mundo que consegue fincar pensamento
escolher bem a forma de mostrar o conteúdo do mundo.
fala-se de bons artistas.
eles estão por ai
e basta olhar ao lado
não é linear
vem de todos os lados
mas vem vindo
vem vindo
um tempo
de não ficar parado
só na cadeira recebendo as idéias postas
no máximo, a parada é na platéia deste cine.
Re-cado-ré

quarta-feira, 21 de maio de 2008
nãosoueu
tão... tão... ela?
por que tem essa 'coisa' a fazer
me sentir tão... tão....eu?
o que tem ela a não me deixar alcançá-la?
o que tem ela?
o que tem tanto?
me pega
ela e seus componentes
eu com meu destrambelho
dita pouco ritmada
e destrambelhada nas ações físicas
eu que nem mesmo sei se acerto o ritmo
mas canto canto...
pouco arrisco tocar
acho que evito
pra não ser 'um ser mais abusado'
já pensou eu dominando uma parte da música?
nem me fale,
nem me cante
nem me assanhe
esqueça!
até o vento canta!
é por isso que abro a boca,
muitas vezes baixinho,
cantando calada
ela insiste.



