segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Faxinando as ideias
domingo, 8 de novembro de 2009
-Vale a pena mudar de curso?
fiz um segunda pergunta:
- Que curso estou falando? da vida ou profissional?
- E dá para separar? (mais uma pergunta)
...
só sei que sou curiosa e tenho vontade de pesquisar outras coisas
outras pessoas
mesmo que mantenha os primeiros ensaios guardados ao coração
gosto de variações
metamorfoses
mesmo quando me recuso a encará-las!
sábado, 7 de novembro de 2009
eu digo que a cabeça já entendeu direitinho muitas coisas
mas que o corpo e o coração, não respondo por eles
como um não é dissociado do outro
me calo.
Agora se me perguntam o que me é mais caro entre
a fidelidade e a lealdade
digo que o casamento destes é perfeito
mas a perfeição é difícil ou até, inacessível
digo que a companhia da lealdade me conforta mais
e respondo pela reciprocidade da relação em questão
visando a quebra de um cotidiano
de uma rotina
mas voltando à ela
com vontade de matar uma saudade
sendo eu o cotidiano de um
e a quebra do outro.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
De conversa com meu tio,
ele olhou bem nos meus olhos e disse:
- anota aí...: Todo mundo tem o direito de ser feliz!
a história não é somente o dito, mas a forma e o olhar com que foi dito...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
em grandes, pequenos goles
bebê-la e dividir este momento com pessoas tornadas importantes
de beber a vida com o saber que ela tem
com o saber real das tristezas e sobretudo, das alegrias
com vontade e desejo
muito desejo
desejo de tudo
vontade de mais desejar a vida
desejo o que me é mais caro
o simples e requintado
nada de alegorias
muita cor casada com o bom gosto
gosto do bom senso deste casamento
gosto do bom senso
e do bons modos
mas sei em dez meros segundo,
esquecer minha educação herdada
a do bom senso e dos bons modos
toda por água abaixo
num piscar dos meus ágeis olhos
não quero morrer só na vontade
nem nos bons costumes
das velhas cidades.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Quem quer comprar sinceridade?
Dona Maria Cega vende Sinceridade e Felicidade
mas o negócio não anda bem...
não que ela não tenha a mercadoria dita,
o problema é que a empresa de marketing de vendas contratada por ela
não consegue desenvolver mais uma boa campanha de exploração do produto em questão,
tudo muito batido, muito passado,
a clientela não se interessa mais,
'é demodé',
'não é fashion',
'não é da hora comprar sinceridade, nem tão pouco felicidade...'
e os 'criente' de Dona Maria Cega
só querem saber do mais caro, porque o problema não é dinheiro
ao menos pra quem vem comprar...
dinheiro inclusive é um dos produtos mais bem vendidos pela concorrência
na verdade, são muitos os pacotes anunciados:
dinheiro + status + poder,
tudo muito caro, mas vende bem...
são os pacotes mais modestos,
mas que custam muito mais que os olhos novos de Dona Maria
Ah, e nunca há dificuldade em vender,
porque neste ramo, basta mudar a cor mais fraca do produto para uma mais vivinha,
e o tal do 'kitsch' reina...
as empresas nem precisam se preocupar em gastar horrores comprando bons profissionais em Dona Maria,
nem tão pouco, os pacotes de profissionais sinceros e inteligentes
somente os espertos e mal caráter estão em alta
estes ela não consegue segurar nenhum em seu estoque,
não sei bem porque,
se tem algo a ver com a simplicidade do local de vendas, sei não...
o certo é que os produtos estão parados nas prateleiras dela
e só Dona Maria Cega que não enxerga...
porque é a única que vê com o coração.
Tenho pena de Dona Maria,
e muito mais de TodaGente
vejo a hora, a primeira passar fome
e fechar a budega
e o produto dela entrar em extinção, junto com a segunda.
Quem quer trocar?
Donde vem tanta beleza?
donde vem tanta generosidade?
tenho a impressão que aqui não se fala em tolices
mas as tolices de que falo são aquelas tolices sérias
que tiram a gente do tino
perguntas por hora idiotas neste lugar,
perguntas de futuros incertos...
idiotas à frente de tanta beleza...
tenho impressão que são ditas tantas tolices neste lugar
tolices estas que não são tanto assim
não são tolices sem graça
são tolices simples do dia
do olhar da hora
são tolices ditas em contrário a tanta tolice séria...
Show à vista...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Protesto à sua falta de convite
Quem te chamou aqui?
Foi Sádona Sem Noção, né?
Sádona sempre com esse jeito que não tem jeito nunca
Deixa ser bem vindo, quem não é
Entra onde não tem porta
Toca o instrumento mais desafinado
Chora em velório de mexicano
- Ô Sádona, tá em tempo de imprimir convites,
Ao menos de acordo com uma lista escrita com o coração de Seu Dono da Festa
Seu Dono da Festa é gente muito boa e cultiva isso em seus convidados
Porque diabos Sádona não vê isso e não amarra a lista com carinho?
Será que ela também entrou de ‘entrona’ na festa?
Será seu nome mesmo Sádona ou ‘SáEntrona’?
Não sei, mas tem algo errado nesse convite
Eu vou ficando aqui no canto da festa
Tomando um ‘drinque de beira’ enfeitado com frutas de ‘rabo-de-oi’
Pra ver onde danado ela foi buscar teu nome pra colocar na lista de Seu Dono da Festa, que é gente boa
Coisa que tu não me engana
Quem nem sabe o que é...
___________________________________________
Para a mamãe do ano...
Escolha...
Está tudo que eu sempre quis
Entre o restante de tempo que passo escolhendo
Está tudo que eu poderia ter
Acho que nunca vou envelhecer por completo,
Tenho dentro de mim mil facetas de crianças ávidas por inventar brincadeiras
Algumas delas nem me deixam crescer e me impedem de conhecer novos mundos,
Outras delas me fazem viajar além do meu limite espacial
E crescem, sem que eu note isso.
Tem sido difícil ser essa menina que nunca cresce
Tem sido difícil ser esse ponto de partida sempre do zero
Tem sido difícil não conseguir enxergar outras paragens
Outras oportunidades
O que tem sido difícil, não é escolher
É enxergar as escolhas...
E a sensação de estar perdendo muito mais que tempo
É de estar perdendo sensibilidade.
(creia: não é uma alusão ao mal de Alzhaimer, mas ao mal do mundo de tantas escolhas que esqueceu de esticar as horas de um único dia para poder escolhe-las)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Bem pequeno já sabe das coisas (e quem disse mesmo que criança não sabe de nada?)
Ele sabe e tem poesia na veia...
O pai é poeta de música, num fala, compõe
O irmão não namora, se agarra com uma viola
E a mãe, chama-se Rosa
E porque só ele que ia enxergar o mundo quadrado?
Porque Jupita não coloca roupa nas palavras
Porque ele mantém a criança latente, ainda que não saiba o que é ser adulto,
mas é um ótimo protótipo do ideal...
Porque para Jupita, não há crimes perfeitos (a não ser que as armas sejam de gelo)
Perfeito mesmo é o dia de hoje que contém 24 vezes 60 minutos abarrotados de segundos, contidos neles toda a essência da felicidade em pequenas partes de um todo.
ele já descobriu que é lá que está a felicidade de ser ele mesmo,
em cada pedacinho contido antes dele virar o tempo,
que não vira nunca quando se sabe que ele é a favor
e não contra a vivência de cada um...
e verdade seja dita: Poeta mesmo é JuPiTA.
Que contem a essência de criança, ainda sendo uma.
DiAmante
Ah! Cara DiAmante
Minha cara, muito cara
Não é só jóia rara
É bem rara
Uma cara
Caro diamante
Cara DiAmante
Muito cara
Não é só uma cara
Bem mais rara
É amante
Bem mais que amante
Tem muito, caro diamante
Cara, muito cara, sua e rara
Rara jóia cara, DiAmante
De dia amante
Caro
Muito raro,
Muito, caro.
Meu caro,
É só amante
De hoje em diante
Ante nada era raro
Só amante
Agora é só cara
Não a cara, mas a rara jóia:
DiAmante.
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Calada
Por que tanto tempo calada?
por que tão pouco uso das palavras?
eu ainda não sei as palavras certas...
eu ainda não sei...
mas sei que posso construir sem preconceitos
sem barreiras
algo que quer ser explodido dentro do meu vocabulário interno
e tem tanta coisa
tanta...
sem entendimento-nexo
mas cheio de precendentes
cheio de sentimentos
de experiências
mas eu ainda não sei juntar as palavras...
Tenho hoje um excesso de vontade de sonhar
mais ainda, de realizar
o tempo me parece curto
pouco tempo
a vontade grita
e quando aparentemente o dia finda
faço um saldo
mais vontade, mais tempo
mais, mais, mais
nem o sono me consome tanto esta vontade...
e eu não sei lhe responder porque hoje
a minha vontade ultrapassa o meu desejo de alegria
não sei lhe responder porque hoje
me deu vontade de chorar
e eu não estou tão triste
eu só não estou tão alegre!
terça-feira, 2 de junho de 2009
'...pode até parecer fraqueza,
pois que seja fraqueza, então...'
Pareço menina,
pareço mulher...
mas é que eu ainda sou menina
e eu já sou uma mulher...
mas o desejo se confunde entre as etapas
entre as coisas e as pessoas
é a sinceridade da menina e a gana da mulher...
Não tive a intenção, mas o que pode ser?
São ridículas as cartas que tento escrever
se tento conversar, as amenidades são as grandes cartas da mesa
(-não é nada disso que eu quero falar), penso eu!
e você me olha
me analisa
e eu: pose de estátua grega importada
só fica a menina com vontade de ser mulher...
e você me olha, me analisa
promete ser brincadeira
e eu acredito... gosto de brincar!
Em dias de verão,
deixo meu corpo ser areia
recebo um mar,
inconstante por si só
mas que sempre vem até mim...
você em mar
você em sol
eu areia,
calada, quieta,
fingindo ser a dona da minha própria situação,
porque ninguém precisa saber de você em mim
poque podemos esquecer e lembrar do melhor dia de tomar sol.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Foram me chamar...

Em tempo de te chamar
'eu estou aqui o que que há?'
em tempo de te chamar...
onde há casa e não há teto?
onde há tempo e não há relógio,
nada prende, nada é forçado
onde há carinho e não há prisão
onde há e não falta...
onde eu vim te chamar e é exatamente onde há de estar...
'e foram me chamar'
mas eu já estava aqui o que que há...?
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Em dia da real e mortal Santa Rita...
tem tempo que não se diz nada
é o tempo certo de ser
de me ter
de me refazer das palavras
das atitudes
em tempo de muita atividade
muito pesameno
mas acima de tudo, em tempo de decisões...
quem eu quero construir em mim?
quem eu estou construindo em mim?
meus amigos,
meus valores, minha família
minha trilha,
nunca tive medo extremo de comprar passagens para bem longe
mas já quebrei a cara,
o pneu já furou
os vidros já foram quebrados
mas o motor está intacto
tenho dias à minha espera
tenho horas a serem gastas da melhor maneira
e tem muitas vezes que não quero gastá-las
mas ela se gastam assim mesmo, deixando claro quem manda na máquina do meu relógio
decisões como:
ser isso ou aquilo
já não sei se me cabem
mas as perguntas não se calam
meu interior tenta ler o externo da melhor maneira possível
tenho saudades
da minha família, dos meus amores, dos meus amigos
mesmo quando estou com eles...
tenho vontade de beijar a ponta do nariz de todos eles
e muitas vezes, eu cesso esta vontade com a ação
mas nem sempre me deixo fazer isso
não me apercebo que carinho é atemporal.
pelo dia de Santa Rita, que lembro-me agora,
sei que no mínimo tenho a agradecer pela divisão generosa do nome
mas acima de tudo, repasso a ela todas as minhas questões ditas impossíveis
todas as que valham a pena mudar,
somente as que credito as maiores dificuldades
as que não me são mais passíveis de entendimento,
se são boas ou ruins para mim,
repasso todo um legado de desejos aptos ou inaptos de um mortal
para que sejam reavaliados e, quem sabe, redescobertos e realizados.
No dia de hoje, mais quero eu falar, mesmo que 'mudinho', bem baixinho
mas tranquila, leve, pele de pêssego,
plena de mim mesma.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Ode às descobertas...
não me lembro da última vez em que me vi tão feliz
já tem tempo desde que me vejo embriagada de alegria
já tem dias
e é difícil acreditar como acontece
quando acontece em tantos momentos...
mas é o instante bem solícito
é a pessoa bem disposta ao instante
é tudo junto
acima de tudo, simplicidade
tem dias que me encontro no mais puro deleite dessa felicidade
e é tão simples
quando foi que você parou para agradecer tudo que tem recebido
quantas vezes você contou os bons amigos
quando você 'perdeu a novela' para ver o sol ir-se?
quando foi?
nem sei mais contar
tantas vezes...
quando você acordou e disse ser o melhor dia da sua vida hoje e fez por onde?
quantas vezes você traçou um objetivo do dia e cumpriu?
tenho descoberto que os grandes objetivos começam com a vontade de levantar cedo
mesmo morrendo de vontade de abraçar 'Morfeu' por mais um instante...
quantas vezes
quantas?
Dê uma olhada na matemática da sua vida
das suas escolhas
das suas esperas
das suas viagens
dos seus amigos
dos seus sentimentos...
o que não é, deixou de ser porque você também não o quis
não é alguém que escolhe por você
mesmo o ato de repassar para alguém plenos poderes
é escolha sua esta delegação de poderes.
não é tão fácil como coloco
mas quero colocar algo que me faça lembrar, quando estiver triste
que bom mesmo '...é melhor ser alegre do que triste, alegria é a melhor coisa que existe...'
e não é preciso estar o tempo todo com o frevo no pé...
basta ter a música no coração
ser feliz deitado numa rede
embaixo d'uma árvore
dentro de um ônibus lotado (é mais difícil, mas dá sim pra ser!)
é comer o que se gosta
é estar com gente alegre
gente de coração festeiro
de boas risadas...
pronto!
isso é só uma pequena parte de tantas formas e verdades de ser feliz
cada um tem sua identidade fantástica da felicidade
eu também sou atriz e não dispenso as muitas identidades
perdoados os que não acreditam mais na felicidade,
porque conheço algo superior a ela.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Do que parece água...

Dando adeus ao que não é de Deus
dando boas vindas ao que é bem-vindo
desistindo do que não é de insistência
realizando o que era apenas sonho
insistindo no que não tem raízes
rindo do que ainda não é piada
acreditando no que não é de deixar parado
abdicando de uma saia-justa
vestindo a saia-justa, justíssima
é muito justo sair assim:
dando a Deus: boas festas
e recebendo outras tantas
do que o branco do meu rosto
são tuas claras conversas
do que o negro dos meus olhos
são tuas raras vontades de olhar
mas são sinceras,
pontuais
exatas
perfeitas
dentro de uma perfeição inexistente
é mesmo assim:
perfeita a tua pontuação em nunca desistir
de um olhar
de um ponto certo de lindas paisagens...
domingo, 7 de dezembro de 2008
por tudo que se inova
temos muitas horas
muitas horas, tínhamos
todas as horas a nosso favor
agora temos os dias
espaçados em poucas lembranças
as mais reinterantes possíveis
as que não merecem segundos estacionados
as que não são para serem lembradas
nem como doces horas passadas
por tudo que se renova
caia a sua casca
e bata as asas
por tudo que se inova
mude a sua cor
a sua dor
mude
por tudo que se é hora
acorde
eu não quero mais contar
o tempo do meu curto-imenso abraço
eu não quero mais ter o curto-muito-curto tempo
de um mínimo olhar
não quero rabo-de-olho
por tudo que se enrola
me deixe livre
deus-me-livre
de tua ausência
deus-me-livre
da tua presença
deus-me-livre
de uma solidão 'contando carneirinhos à noite' sozinho
deus-me-guarde na minha pouca fé de muitos santos...
esta missa eu não quero mais rezar.
Não admitir
é afirmar o incômodo ou a culpa?
Não admitir infecciona...
saremos!
eu não tenho mais feridas tão abertas
mas elas têm cicatrizes
muitas, hoje, até charmosas...
saremos, por inteligência
pelo bem-estar do meu corpo físico.
não estacione mais em minha porta
não estacione
diga bem manso ao meu ouvido
que não há culpa...
admita!
admita...
admita e não culparemos a culpa alheia!
>>>
terça-feira, 18 de novembro de 2008
anotações de um guarda-napo-que-não-bebe!
penso-ativa
domingo, 9 de novembro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
se eu hoje de manhã,
bem cedinho em meu coração,
não te visse,
acharia que ainda não tinha conhecido o sol
e se ainda nesta mesma manhã,
eu não escutasse tua voz,
não saberia o que é música,
e quão infeliz eu seria...
e minha alma não teria, uma flor se quer,
não brilharia em mil cores diferentes
quando do dia de festa em te conhcer.
...
Esse tempo que acelera minha cabeça
e atrasa o das horas feitas
atrasa o tempo de chegar
o tempo de espera...
e esse tempo de mim mesma que se adianta a mais que meu pensamento
é mais rápido que minha música
há algo em mim precisando de sintonia
há algo em mim precisando de conserto
mas ando certa de que dias e ares melhores virão
não sei de onde,
se é da zona norte
ou da zona sul...
mas vem,
o vento sempre passa na nossa nuca
mesmo em dia de sol quente...
...
[já descobri que meu mundo é feito de pequenas folhas , grandes desejos e numerosos, realizações pregressoras - quando de meu empenho, já descobri vontade e a falta de...
só me encontro hoje com uma vontade que as horas andem juntas com meus pensamentos...]
[foto de Rita Marize, setembro de 2008. Set de gravação do Documentário: 'O Som que vem de Paciência', Rio de Janeiro - RJ]
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Minha 'budega" tem cachaça velha
quem tem sede de boa cachaça?
quem tem sede de cachaça?
quem tem boa?
quem? que boa?
sede?
cachaça?
quem mesmo?
tem?
pronto! Tomou passou!
é feito gente muito bonita,
põe mesa
ah, isso põe.
mas a gente come...
e ai?
e a sede?
e a fome?
qual é a cachaça da vez?
qual é a próxima comida?
Um beijo para uma flor...
Em dia de flor o céu fiica mais azul
a cidade mais colorida
e tem cheiro dela em todo os lugares ímpares...
em dia de flor
tem primavera nos olhos dos maliciosos
tem reforço de sutileza no coração do bobo
no dia de flor
não tem quem tire o brilho
de quem é feita disso
não tem quem esmaeça a intensidade
de uma alegria pintada de sol
em dia flor
nasce gente de cor da primavera
preto, branco, amarelo
nasce...
cor de rosa, azul, encarnado
nasce...
nasce dentista, estilista e artista
nasce...
meninas cheias de beijinhos na boca
cheias de sonhos prestes a dividir conosco em sua realidade.
tenho muitas primaveras bem vividas conhecendo uma flor destas...
domingo, 12 de outubro de 2008
Bissiga de Titia.
O que falta ao Recife!
tivesse grandes avenidas, coloridas na noite pelos faróis de carros
se fosse ele, repleto de pontes e rios floridos de mangue e canoinhas de nada
se fosse o Recife berço de um grande carnaval,
'foco prolífero' de manisfestações multiculturais,
se ficasse ele todinho em festa, no dia que o sol se amostra
e fosse ele, a capital do meu Pernambuco,
Meu Deus,
poderia ter ainda assim,
alguns descontentamentos da falta política e humana,
mas com certeza, seria um paraíso na terra!
Quando eu era menina

tinha sonhos em cima das nuvens doces de algodão
meu perfume era o do mundo
meus pensamentos eram todos mais que sonhos...
eram realidade.
quando eu era menina
não tinha medo de ser grande
nem medo do desconhecido
nem medo em meio à curiosidade,
tinha muita curiosidade,
tinha vontade e desejo salientes de aprender
de sorrir
de me sujar
de me machucar andando de bicicleta
porque os meus medos vinham depois da vontade de superá-los.
quando eu era menina
minha boca tinha beijinhos
minha boca tinha um pobre vocabulário, mas já conjugava o verbo amar...
meus olhos eram coloridos, não eram só verdes
eram coloridos em todas suas escalas
meus olhos não tinham filtros...
não tinham.
quando eu era menina,
pouco tinha vivido
mas tanto tinha sentido
tanto, tanto...
quando eu era menina
tinha uma paixonite
e uma esperança de ficar grande
e ter um amor
e ter
e ter
e nunca saber o que era dor
quando eu era [bem] menina,
faltava eu crescer e conhecer mais rodas de brincadeiras
rodas da roda-viva
desta roda-viva-roda-vida
onde não se pode demorar num mesmo canto
pra ela não passar por cima
quando eu era menina,
às vezes, eu esquecia que tinha o amanhã
e vivia os melhores dias da minha vida por inteiro
como se fosse o último
com a sinceridade de um beijo de mãe
quando eu era menina,
fiz um pacto de não deixar de sê-la
nem quando eu escrevesse
'quando eu era menina'
pra nunca abandonar a beleza de ser
de ser curiosa
de ser aprendiz
de ser a primeira vez
de ter a primeira vez de tantas
de muitas experiências.
fiz um pacto dela não me largar nunca
mesmo em dia de encontro de muita gente grande
que era pra poder a menina se rir muito do grande vocabulário que ela juntou
e que hoje serve mais para complicar e mascarar
mas se é assim
quando eu era menina
ainda é hoje!
e eu rio de mim mesma
sem maldade
mas de graça da palhaça que às vezes, me transformo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
assim bem de pertinho
é tudo que dona sinhá quer
um amor assim
sem me preocupar com a maldade que seus sonhos carregam
sem me preocupar com a novidade na praça
sem me preocupar com os caminhos que seus pés ocupam
sem me preocupar em estar vazia
assim
bem de mansinho
feito puma satisfeito com a caça
assim feito café
quente, forte e doce no ponto
pronto pra beber
jamais frio
assim
feito vontade saciada e logo renovada
assim feito melancia suculenta
assim, redundante
suando a mil sem correr
ousado
simples
assim, cheio de contradições coerentes
é possível
basta se vestir de humildade
e ir além de um café pequeno
assim, logo cedo de manhã
sem se demorar
assim, agora
quase para ontem
eu senti.
Hoje eu estou querendo esconder quem sou
pra poder me revelar...
Hoje estou deixando quem eu gosto
pra poder amar mais...
hoje tirei a maquiagem
pra revelar minha beleza...
as minhas saias estão longas
pra revelar a beleza das minhas pernas...
o meu cabelo não está liso, nem enrolado
tão pouco ondulado...
ele está com as curvas do vento...
fechei a boca de leve...
pra sentir seu beijo voraz...
silêncio...
eu abri os braços
pra enfim, sentir o raio de seus braços
sem divisão,
em espaço uno ao meu...
só por hoje,
esqueço que tive um ontem impróprio para menores,
porque a felicidade não precisa saber o que acontece em sua ausência,
esqueço também que existe um amanhã e sou obediente ao Renato Russo...
é preciso mesmo...
Recadinho à dona Bifa:
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Abram alas à clandestinidade!
ela não se apresenta às autoridades em defesa do que foi imposto
ela não se demora na perfeição forçada,
nem no excesso de desleixo
não tem endereço certo
ela mora nos becos
muitas vezes é prostituída à tristeza
(ela também conhece a tristeza,
precisa conhecer para combater)
é difícil vê-la nas grandes avenidas escuras
em noite de trovoada,
ela não tem forma certa,
ou seria fórmula certa?
Ela vive num sorriso da hora
num dia de sol despretensioso
num abraço nunca prometido
na chuva fina da janela.
ela é muito andeja
não tem raíz
fica onde menos se força sua estadia
é onipresente,
passa através de fios, pensamentos, sentimentos, pelo vento
até por fotografia
ela se veste de lembrança
de aceitação dos defeitos
de aceitação
de mudança coesa.
é tão clandestina que dói a sua falta de morada fixa
é tão clandestina que é maravilhoso tê-la em toda morada.
a felicidade usa all-star azul
e fica linda de escarpin
graciosa de sapatilha
e aconchegante de havaianas
quase-perfeita descalça...
ela é a hora
o momento
é feita de.
ela carrega brilho de estrelas onde passa
e as estrelas não morrem facilmente
é preciso muita cara feia e descrença nas fadas
pra apagar um sorriso da felicidade.
'Abram alas que hora da estrela
clarear sua via prometida'...
a vocês duas,
[Em uma noite que dormi com a tristeza
e acordei clandestina envolvida por esta felicidade de conhecer
pessoas que preciso delas juntas pra me ensinar a viver melhor!]
sábado, 9 de agosto de 2008
Pra quem gosta de boniteza!!!

Zoiudinha, como sugere o nome,
tinha os olhos maior que a vontade de ser feliz
o nariz mais em forma de bola que a lua
a boca maior que..., (vixe...nem quero dizer pra não assustar...)
quando zoiudinha saía de casa,
de tão feiosa,
todo mundo se ria dela
se ria
se ria
se ria, a barriga até doía e eu também dela ria...
ela se ia...
cabeça bem baixinha, ela seguia...
pra zoiudinha fechar os olhos à noite,
era preciso mil estórias encantadas de formigas japonesas, ou chinesas
(com tanto que elas tivessem olhos bem puxadinhos para não causar má impressão)
que iam e vinham na rua dos doces mais gostosos de todo o mundo...
(Ah, esqueci de dizer que zoiudinha era magra, magrinha, bem magra de ruim,
porque adorava tudo que derretesse na boca feito açúcar bem docinho)
zoiudinha, como toda menininha,
tinha um sonho:
ela queria ser grande e se tornar 'A princesa zoiuda em terra de cego'
aquela terra mesmo, onde quem tem um olho só é rei...
ela ficava horas imaginando o que faria
num mundo onde ela,
só ela,
enxergasse a beleza
onde ela,
só ela,
dissesse quem é feio e quem é bonito
onde ela,
só ela,
toda zoiudinha,
brincasse de se rir com todas as formigas japonesas
(ou serão chinesas)
onde só ela pudesse contar uma história assim:
"Zoiudinha era linda que doía
Zoiudinha era até chamada de lindinha
e como sugere o apelido,
tinha uma beleza indiscutível
tinha olhos muito brilhantes de sonho
e levemente salientes pela sua cor ver-esmeralda
o nariz dela era mais afilado que uma quina de parede
a boquinha..., vixe... agora vou ter que dizer...
quando zoiudinha, digo, lindinha
saía de casa
até 'a banda tocando coisas de amor'
parava pra ver ela passar
silêncio total...
psssssssiiiu!!!
mais silêncio...
para sentir a beleza de lindinha-zoiudinha
e com isso,
ela se ria
se ria
se ria
se ria tanto, que ficava com a barriguinha doendo de tanto rir
e a cabeça sempre erguida
pra zoiudinha abrir os olhos desse sonho
dava muito trabalho
dava sim
dava tanto
dava até medo dela conseguir realizar o tal sonho
esse, onde todo mundo ia ser feliz
onde todo mundo ia ser cego de vaidade
e a beleza ia ser só sentida
a riqueza, ia ser o silêncio tocado todos os dias
nas bandas de música que não iam nunca,
deixar de criar e tocar
canções de amores vivos, bem vivos
e gordinhos de bem-muito-querer..."
Às vezes, zoiudinha inventa de encontrar
pedaços espalhados de seus sonhos
na sensibilidade rara de músicos dessa bandinha
bandinha-inteira que toca coisas de amor
e ela sorri
ela sorri tanto sonhando
ela sorri toda sonhando
ela se vê além dos grandes olhos
ela se enxerga além de uma imagem-una
ela exala beleza pelos olhos-poros...
!para um gordo que me faz rir e lembrar de histórias cabeludas, sem ter cabelos
de histórias de caçadores, sem ter floresta
de histórias de pequenos amores, sem ter castelos...!
domingo, 27 de julho de 2008
dando 'pitú' no medo.
meu medo me faz prender a respiração sem concurso
me faz andar descalço em pedras, em brasa
meu medo tem medo de sequer ousar sonhar em se machucar
meu medo não entra em casa vermelha
meu medo não dança em chuva
não embola na escada
não ri até dar dor na barriga
não come todos os doces do mundo sem enjoar
não me deixa conversar na madrugada...
não me deixa esse meu medo
eu que insisto em colocar algumas vezes ele de castigo
e corro pro meio da rua...
enlouquecendo de felicidade quem encontro, antes mesmo
que ele descubra que quem manda nesta casa é ele mesmo...
e não, minha breve coragem!
depende muito da escrita o entendimento!
Maré cheia
pra quem não vê-la...
minha falta de socialização, enerva meus encontros com o novo
minha falta de renovação desencanta a ousadia
minha tolice, cega meus planos mais arrojados
eu
fronteiriço ao tempo que escorre nas nossas mãos...
quem mandou me seduzir malvada honestidade 'male-decente'
quem mandou se 'achegar'
eu não quero mais me esconder
este lenço na cabeça não pertence a minha religião...
eu não quero
eu não quero
mas eu sou!
minha timidez impede de escrever coisas libertadoras...
de conhecer pessoas e lugares à brisa leve
minha timidez me fode, ops... me complica a escolha do caminho...
minha timidez escolhe por mim
ela se enfeita por mim
ela se afasta por mim
minha timidez mora em mim
tão sonsa, tão sonsa, que se ri de mim
tão sonsa, tão sonsa, que se faz de extrovertida em mim
tão perto, tão perto, que se some
tão presente, tão presente, que se é, sem querer ser
tão sonsa, tão sonsa, que se esconde em mim!
minha timidez tem 'pacto' com a saudade!
terça-feira, 8 de julho de 2008
agora mesmo que preciso de mais agua!
Não o nome, mas eu vi a cor dela
nao lembro mais se brilhava muito
não tive vontade
não tive saudade
nem desprezo
nem vontade de novo
quase nada
nem sei traduzir
passei estes poucos minutos talvez incomodada
por não sentir muita coisa
por não me ver mais ai
por não...
me importar
nada importado
sentimento exportado pro espaço
talvez eu tenha adquirido oculos do sentimento
que antes parecia mais o alheio que o meu
nao era o meu, nao podia ser
pouco cuidei do meu alterego...
deixa eu
não beija eu
não! nada! tudo que não sinto os pes juntos mais
isso, tudo isso, anda vendo a palma da minha mão dando adeus
e eu nem tenho passagem marcada para outro colo
so ando vendo paisagens em revista
em elevador panorâmico
ando precisando de algumas consultas medicas...
consultas em finais de tarde, bem tarde
conversas redondamente desenganadas de pouca sabedoria
eu vi o tanto que me incomodou não ser incomodada com a situação
choro o pouco tempo que destino aqui a escrever
descrever uma cor que não estou afim de usar por vez
quem sabe em dia de moda, se eu não for anacrônica demais pra enxergar...
decepção tem limites
dai pra frente: e pura idiotice e pouca atualização!
tenho 27 anos
quando esse numero alterar a ordem eu tento entender porque não senti esta dor agora ha pouco...
talvez a tenha la na frente
paciencia são poucos 45 anos...
senta que la vem muita historia, muita musica e muito desejo!
{Vendo como é difícil cumprir promessas ou dizer mal do outro, sem saber como fazer quando se descobre ser igual ao que mais odeia, eu sei moço, isso complica no juizo, né... ando me resguardado em maldizer da poltrona quebrada do outro, porque amanha eu descubro que 'há algo de podre no reino da minha Dinamarca' e a minha cara, como fica.... se for mais bonita por favor me avise, tenho uma lista imensa da minha hipocrisia aflorando}
com um tecladinho chato que não sei ajeitar, outro dia venho aqui ajeitar o analfabetismo declarado ao 'portatinho dos teclados' e musica da falta de sinais de pontuaçao...putz!!!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Onde começa o começo?
Estarei mentindo dizendo que
ainda te quero como sempre quis.
tenho certeza que
nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
alimento um grande amor
sinto cada vez mais que
já te esqueci!
e jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
é tarde demais..."
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Tempo de Colheita em Portugal...
E eu não sou baú pra guardar toda a felicidade em mim
Eu abro a boca e multiplico o verbo
Eu falo na feliz-idade pra não ficar em mente
Mas para deixar ela sair, contaminar
Com todos os seus líquidos
Vivazes, sonolentos, todos eles
Chegando nos outros
Em mim
Em roda
Nada guardado!
Tudo ao ar:
Alegria, alegria!
O que de mal passou
Foi embora,
Bateu a porta,
Nem a-Deus foi mandado
Ele não o quer...
Em mente ou em lente
Eu ando e fotografo o que em mim já é amor
Eu faço
Eu deito
Eu rio
Eu cruzo os braços se tudo for mentira
Se tudo for imaginação tola e sem crédito
Eu não sou baú pra ficar calada
Indiferente a tudo isto
Sem fazer nada
Sem dizer a ninguém
Sem distribuir com alguém
Eu
Andei nas ruas cantando em plena madrugada
Cantei no bambo do palco improvisado
Nas noites esfumaçadas de um narguilé
Ao encontro de vozes finas e risos destrambelhados
Fortes, sinceros, vermelhos, em fogo, em brasa que demora.
Em dança em dia de chuva fina
Em dia que sol não aparece e dorme mais que o tempo de nós mesmos
No gesto do canto do olho que desenha o prazer de se estar
De se ver, de se ter, de se andar de mãos dadas
De mãos atadas com a simplicidade do encontro
E com tanto talento pra boémia
Pra poesia das coisas e palavras
Os minutos são reavaliados
E cada instante é bem aproveitado
Em tempo-espaço-há.braço-há.corpo
A gente que coisifica o infinito
Dá nome ao não pensado
Faz latente o invisível:
Os sentimentos, todos eles de bem
Em cores que combinam além da roupa, da vaidade…
E se pelo dia o sol aparece
O mergulho no branco do sorriso é de cegar
É paradoxal quando há encontro da silhueta dos meus daqui com a luz permanente de uma estrela
Da serenidade de nós todos separados
Da euforia que dá de nós todos em 'com-junto'
Como 'tijolinhos em construção civil'
Contando os quadradinhos da rua na volta da Ria
Ria mesmo
É sempre muito engraçado
Ou feliz.
Em lembrar
Do frisson, das pernas do funâmbulo
Quando se abraçou
Os amores de inverno
Os que são chatos, mas deixam ser descobertos em sorrisos, no pouco espaço de tempo de entrega
Quando se sentiu a surpresa do que não mais quer estar
Até o que não mais tem assunto
Do que deixou tristeza
E do que ajudou a apagar esse rastro
Das 'mordidinhas chatas' que nos fazem lembrar pelos próximos 15 dias
Desse alguém que tem dentes afiados
Dos beijos não programados
Das descobertas ao acaso (se isso existisse!)
Dos cheiros eternizados
Dos abraços catalogados, com senha, com segredo ao quadrado
Das cores da primavera fria do país que não é o 'cheio de graça' e nem tem 'a nega chamada Teresa'
Ela existe em apelido
Atende por Tess, Teté (tete-à-tete)
Fino como o chá da tarde inglesa
Simpático como um francês de coração brasileiro
Nascido por engano na terra da Amélie
E fascinado pela bebida de limão em terras do meu Recife
(meu Recife de sol, mas que hoje deu notícia da chuva que desmancha os barquinhos de papel)
Andei no fio fino dos sonhos acordados bem no meio do bom do doce
Preparei a melhor bebida com cachaça, morango e carinho
Andei subindo as ladeiras da preguiça da 'Vila Nova dos Bons, perdão, dos melhores Vinhos de Gaia.do.Mundo'
Pensando no bilhete premiado que me faltava ao bolso
Ao meu e do meu singelo 'marido por 9 meses
Esses meses de gestação de uma amizade que já tinha nascido
Gestação do compromisso como controle de qualidade
De nós duas, eu e meu 'marido'
De encontrar em dias primeiros das terras do além.muito.mais.que.mar
Fortaleza na família escolhida da 'minha bibliotecária do século'
Chorei no hall daquele bar
Eu sorri no hall daquele mesmo bar
Que eu também dancei e comecei a ser vista e a dar visão
A dar saudades
A ter saudades…
E por não acharem que os livros não andaram em minha bolsa
Observem minha mochila
Feita de páginas de fundo branco
Entre um passo e outro, preeenchida pelo destaque preto
Ou em cores
Ou em gravuras, fotografias, vídeos e performances
Instalações na costura da minha 'pequena-grande mala obsessiva'
Do conhecimento que ainda não sei para que aponta
Mas que tem torre e farol certo
Da costura das páginas em branco
Das páginas que também nem foram lidas
Tragos nos pequenos bolsos, apontamentos da minha mansidão passageira
Do centro onde preparei minha arte
Que grito em dividir o palco
E grita cara a cara com meu espelho que é hora de andar
Em cima dos pés da little-cinderela
Num caminho trilhado pelos sapatos que estão prestes a serem achados
Num domingo de abóbora pós meia-noite
Meia-luz
Meia-nudez
Velada…
Um dia ela aparece com essa vontade que tem de aparecer.
E não vai ser esquecida em mesa de brinde
Aqueles que 'cavuquei' aqui
Tampouco os que me derreto em braços lá
Que plantei e de tempos em tempos
Venho colher
Cheia de vasos coloridos em mãos
Ou mesmo só dar bom dia e boa noite
Ao meu jardim de flores em poesia
Que andam de mãos dadas com a minha felicidade em 'Terra Estrangeira'
Que não é a do 'Salles'.
Mas a mesma que plantam os meus amigos os seus Jardins na Vizinhança quase perfeita
Se não tivesse um oceano a querer aguar nossas plantas.
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