quarta-feira, 30 de abril de 2008

Poesia pura!!!

A poesia está em toda parte
ela é fértil...
o líquido que escorre à terra é que nos dá a vida
que une as forças dos encontros
que espelha a satisfação de um final do dia cheio de impasses
que limpa as más impressões da filosofia-de-beira-de-estrada
que nos faz inventar belas canções de 'exílio por opção'
que nos move a cada fim de semana chato
e nos transforma em flores
cada uma com sua cor e cheiro
dos mais belos e férteis
dos mais sinceros e alegres.
Aqui ninguém deixa a 'poesia' ficar de pé
todo mundo deita com ela.

Homenagem aos meus
meus amigos
meus chegados...
já já chego...
já já me achego
no aconchego dos braços do meu povo de lá...
[foto de Lílian Kelen]

Porque Deus existe e nesta terra tem praia também...
A vai engando a saudade e a lembrança dos amigos de lá
com o carinhoso crescente e desmedido dos de cá...
Já tem saudade desse povo batendo na minha porta...
[Danika, Eu, Thibaud (agora eu seu escrever seu nome seu pão-francês duma figa! me aguarde), Lili e Nessa, Rhaul pra variar chegou atrasado e perdeu a viagem, rsrsrsrs!]

Dia de Moreno...


Fechamos o Cine só pra ele...
A foto foi no mais tarde do dia, porque no início a comemoração foi sem o aniversariante...
Porque ele não gosta de festa no dia (mas A GENTE num combinou à noite? ou eu já tinha bebido?)
porque ele gosta de farrapar com a gente (ou é sonho meu? o tanto de tempo que esse 'abestado' demora pra chegar nos cantos)...
E aê Moreno?
Aprendeu?
Aprendeu que tem que sair pra comemorar seu niver quando A GENTE quiser?
Aprendeu que não precisa se esconder que a gente vai atrás?
Até 'Sônia-thibaud-Minhe' sentiu sua falta no Chapagne Ria
Até as 'periguetes' deram por sua falta (mas que situação, viu?)
até a minha amiga do mestrado perguntou pelo cabeludo
que situação a nossa que sai pra comemorar o aniversário do amigo
e ele não aparece...
Bom, o recado foi dado: A diversão foi a melhor!!!
até bate lata no bar, teve. E todo mundo quis conviver um com o outro... e você dormindo!
Convivendo com seu travesseiro...
ai, ai, ai!
Que festa maravilhosa a sua, viu?
Adoraaaaaamos!
Mas onde tava mesmo você?
bom, essa parte a gente pula...
Ai-nda bem que você sabe escolher bem o presente...
Porque entre todas as nossas alternativas: Pôr-do-sol em Espinho, Feira de delícias e frango assado rasgado na mão com todos os amigos em Espinho ou então, uma big festa no Champagne Ria, umas caipirinhas feitas pela sua amante e o marido dela na casa de Dani e Nessa...
Tantas opções, tantas juntas, tantas...
Vc escolhe justamente a que mais deu trabalho a gente: fechar o cinema pra ver aquela 'maravilha' de filme do Coppola?
Que de maravilha só tem o diretor mesmo e a poltrona macia do recinto pra gente dormir muuuuuito.
Ainda bem que Thibaud fez companhia pra você o filme inteiro (mesmo ele correndo atrás do inglês e da legenda em português...) e não deixou a gente com a consciência pesada...
Aprende menino, aprende...
Que 'muito mais legal de bom' é sair quando A GENTE quer você o tempo todo junto
pra conviver... pra qualquer coisa, mas todo mundo junto...
é o que importa!
A GENTE toda aprendeu que a festa é boa quando se está todo mundo junto, mesmo que o aniversariante não esteja... A GENTE faz a festa no melhor estilo: se divertindo muuuuito e oferecendo os brindes ao dono da festa!

Ladeira da preguiça...


Porque o que eu vim fazer aqui...
nestes dias só me prepara a cama a minha vontade
só me deixa o corpo a espreguiçadeira
e há tanto a se fazer
e há tanto a se acordar
o que eu vim fazer bate em minha porta
e eu abro...
convido a entrar, mas mal olho em sua cara
corre um sono deslavado da alma
existe uma camada de sedução invisível em meu corpo
sedução da inércia
sedução do fazer nada
nem pensar em nada
nem em ninguém
mas isso também é só vontade
porque pensar no que eu não vim fazer aqui
sempre aparece...
e eu quero mestrado em esquecer
em não mais pensar
eu quero mais é me doutorar neste assunto.
mas minha alma atravessa paredes
ela entra nos sonhos
ela enxerga além da janela esverdeada
ela vem e me abraça de volta ao início da manhã
se enrosca em mim
e eu em minha cama...
vai dando uma preguiça de escrever
de ler
de se chegar
calada
caladinha
bem quietinha
mas chega o já de dar a cara a bater
espero que eu crie uma amizade para não ser tão forte a 'lapada da onda'
e só me vem à cabeça a canção na voz de Elis
(qualquer dia escrevo a dor cortante de sentir inveja desta mulher: Elis minha ré-gina)
mas a canção é da ladeira
a ladeira da preguiça
e eu tô lá no topo desta ladeira
embolando embolando
embolando
e às vezes é tanta que tenho preguiça de lembrar como foi que subi aqui...
...
# Parece que estes dias mais que os outros tenho sido devota de Santo Elias (um santo que vi em guimarães, nunca tinha ouvido falar antes...rs, mas gostei dele!) o Santo protetor dos sonolentos, 'preguiçosinhos de Deus'...
...
[A Foto foi roubada do Tullus, é das bandas da casa dele...Praia de Costa NOva - Aveiro PT]

Re - 'Trato'

Esse Vídeo foi feito por mim em minhas 'peripécias' para aprender a mexer em alguns programinhas...

Encontrei disponibilidade em algumas 'boas peças' e surgiu isso que vocês estão por ver...

No mínimo um bom encontro (não só de dois) de muitos Novíssimos - e espero que longíquos -Bons Amigos que esta 'terra de ninguém' me deu...

Evoé pra vocês cambôi de 'fidaputa' (como disse a Larinha!)

Deixo aqui agradecimentos aos amigos queridos que fizeram parte das imagens e que foram as cobaias deste meu primeiro trabalho com imagem em movimento...

Ficha Técnica:

Quem fez? Rita Maria

Quem se lascou? Vanessa Oliveira.

Quem ajudou? Danielle Barrros, Juliana Nina, Lílian Kelen, O "Índio" na França, Rhaul Oliveira e Thibaud Minhe

Foi aonde mermo? Em Aveiro, na 'casa dos Meninos', no quarto de Nina e que ainda era também de Nessa.

O Orçamento? Muita risada e lembrança que vai durar por muitos tempos...

[Re- 'Trato' é produto dos primeiros exercícios em sala de aula da disciplina de Vídeo Arte, no Mestrado em Criação Artística Contemporânea, na Universidade de Aveiro]

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Auto-retrato # 1003


Nêga do cabelo duro "qualé" o pent(chi)e que t(chi)e penteia?
.
Branquela do sangue índio
cumadre de preto mais gostoso que castanha de cajú torrada
e coração mais cafuzo que nem consciência de político...
.
[abusando da cabelêra do moreno... Na boa, Rhaul, acho que deu mais jeito em mim...rsrsrs]

Auto-retrato # 1002

...

" A profusion of dream and realization that wasn't imagined...
Something that we building slowly but with many people...
Something and people that i miss, memory, life...
Sweet cotton, marsh mallow of misses mary that i bought im
My school... this thing it was made of dream and holy fury
This thing it was borns of a song that wasn´t made still fur
Any voice or any instrument...
But this song can be someday music, image, seene, sound...
A profusion of discontentment and deformed ideas,
Today i believe in thatting, tomorow i believe in other thing
I am confuse, without connection, but now i have sex and connection
I have faith but, i am faithless
However i have the more important thing: enthusiasm...
And corage untill that this corage to serve for
I stay all day lay down on my bed!!! Yupi!!!
...
...e eu também me rendi a merda dessa língua...
[com a cabeleira de Rhaul... =P]

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Pra declarar minha saudade!!!


E hoje bateu aquela saudade...
e tanto, e tanto, tantoooo...
e tudo...
Sonhei com os meus queridos
e era tanto abraço bom!
e me invadiu tanto
tanto carinho
tanta história
começoua dar a sensação física de arranhar a garganta
de formigar os olhos
e esquentar o corpo
mesmo neste frio da terra-de-ninguém...
e como em poucas vezes,
caiu a ficha de não estar lá fisicamente...
o que faz a minha mãe neste exato e preciso momento?
em que pensa a Lôra, o moreno, a branquinha querida?
e a Nina, o poço de abuso?
Aiiiiiii que vontade de...
aiiiiii, só que agora não se pode
e isso não é confortável...
me viro de lado e olho o calhamaço de papel a ser lido
e o pensamento não deixa
tudo se enrola
se é cinema
se é teatro
se é performance
se é artes visuais
se é Duchamp ou Da Vinci
se é Brecht ou Mulvey
quem descobriu o quê
quem fez isso ou aquilo
quem esteve e quem ainda vem...
nada importa
nadinha,
só o pensamento que não quer voltar pra essa ruazinha enfeitada
com árvore de pipoca e florzinhas de algodão-doce de Aveiro.
Mas fazer o quê?
é mesmo mais fácil deixar a saudade postada...
um beijo em cada um deles...
e eu me viro a ler esses troços que gosto tanto
e que geram tanta vontade de ser e estar.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Qual a Paz que eu não quero conservar pra ser feliz?"


- Tenho medo de você, quando me olha assim...
Seus olhos mudam de cor e nem avisam... Nem mesmo você muda de lugar e eles mudam... e você muda inteira, ainda assim, mesmo parada...

- As verdadeiras mudanças não são avisadas, mesmo sendo em nós mesmos,
vão acontecendo...

-O que não me deixa desistir e enfrentar esse medo é a beleza do que vejo...

- Mas não é sadio desistir das mudanças, elas chegam e pronto!
Não pedem licença. Chegam. Além disso, é a prova direta que você não está no mesmo lugar.

-Quero ver com seus olhos...

- E eu quero ver com os meus olhos. Porque ainda que eu insista em não ver a mudança,
estarei nela!
...
[Foto de um trabalho na ARCO (Feira de Arte Contemporânea).2008. Madrid.
Eu "re-intitulei" a obra como "olhares tortos, que acabam se cruzando" ]

terça-feira, 8 de abril de 2008

entre um e dois, uns tantos senões

Na indecisão de abrir a boca
se a minha música é um samba ou uma jornada,
minha cabeça já não se serve dos meus pés no chão.
fico a arrumar desculpas
à minha grande falta de solidariedade artística com meu corpo e juízo.
se vou me blogar ou tirar a roupa,
isso já não importa,
não é o suficiente...
a moradia é mais no pé do morro,
tem mais cor do encarnado,
mais cheiro de domingo
e pandeirolas no ensaio.
levante a saia da razão,
ate os olhos da loucura,
sacuda minha sensatez,
sai e cura a dor do meu senso, a minha tez
disparatada...
do que se cobre
se já não há frio?
do que se fala
se já não há diálogo?
do que se pensa
se já é ultrapassado?
do que se foge
se não sai do pensamento?
porque o que é político,
conhece a falta de vergonha e razão
para salvaguardar a sua integridade,
a sua ética.
Aos ares as suas flores sem raízes!!!
A música é qualquer coisa de popular
é qualquer coisa que meu corpo responda
e eu ainda não decidi entre a ginga e a ousadia...
é mesmo prescindível de escolha?
ou dá pra misturar os ritmos?
vamos fazer qualquer coisa de música nova
qualquer coisa de música boa
agora tem mais uma resposta a dar...

(No Museu Reina Sofia, Madrid-ES)
...


Quando a presença das flores dispensa fotografia...
e a gente insiste!
...
(foto de Lílian)
...
Enquanto meu Sertão lá vira mar
o dilúvio anunciado daqui
insiste em quebrar regras que nunca foram suas
e se esconde em um tanto de raios do dia amarelo-girassol
destas bandas daqui
onde um sol laranja é devorado
pelo mar cor-de-folha-de-manga-rosa.
...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Domingo de Ramos foi há pouco!


Confissão (para Rita)


Essa tristeza sutilmente lusa que é viver na beira; os 'ãos' do nosso idioma ecoam no coração desse peito introvertido, somados ao fardo de ter navegado, o grave do fado cantado, um quê ressentido; um visco, um sobejo; a derradeira 'Flor do Lácio' no buquê do mundo ornamenta a olaria, presenteia com pão, vinho e alguma alegria a todos.
Não deveria dizer; guardaria isso um tempo a mais comigo - mas dá gosto saber que alguém entenda o que sinto, na minha língua, assim em Luanda como em Maputo, Goa ou Lisboa.
É um pouco daquele mouro-cativo, povo antigo, que entoa até hoje o eco nas caatingas da vida sertaneja, inventa novas cantigas de lusofonia e não destoa.
É um pouco mesmo disso no nosso destino, essa atávica saudade ulisseia.

Por Walter Ramos de Arruda

(foto de ritamarize, recife2007)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sem Nexo, completamente des-e-com-nexo...


Quando se chega perto
a tendência é não respirar
e se não se respira, não se chega
mas se lembro de relaxar
penso logo em ver pelos meus olhos
os seus olhos
e lá está o que não é o perto
mas o que é.
é aquilo mesmo que se vê
se é visto pelo coração
não como filtro
mas como sentimento
é mesmo assim.
e dá uma vontade...
e ela morre, porque foi sanada!
"que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim"
[foto de Lílian Kelen, no meu dia de 28 de fReVereiro]

Chegou com ela Dona Joaninha...

A primavera chegou
suas cores enroladas no lençol do inverno
já começam a se mostrar
igual putas velhas atrás de trocos
todas
cheias de gozo.
as flores aparecem como camponesas felizes em tempos de outrora
iguais ao mel puro de abelhas raras.
são tantas as cores
são tantos os sons
e o clima então de despe
cheio de pormenores
vai aparecendo raio a raio
e o dia claro que tava com vergonha da noite escura
mete a cara e encara o medo de estar à tona
e é esticado ao máximo grau que o sono permita
nada impede o brilho do dia
o alongamento dele
há uma campanha extra interna de sorrisos "discretos"!
parece só felicidade
tem gente que teima em não sorrir
mas paciência, também se chora de felicidade
e também se rir no inverno!

Chegou com ela a Dona Joaninha

[Dona Joaninha veio me visitar - Foto de Lílian Kelen]

Cheia do Recife nos Olhos...

Sob o Mesmo Céu

(Lenine e Lula Queiroga)

Brasil, Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil?
Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia, uma pessoa,
Um sonho, uma nação.
Sob o mesmo céu,
Meu coração não tem fronteiras,
Nem relógio, nem bandeira,
Só o ritmo de uma canção maior.
A gente vem do tambor do Índio,
A gente vem de Portugal,
Vem do batuque negro
A gente vem do interior e da capital,
A gente vem do fundo da floresta,
Da selva urbana dos arranha-céus,
A gente vem do pampa, do cerrado,
Vem da megalópole, vem do Pantanal,
A gente vem de trem, vem de galope,
De navio, de avião, motocicleta,
A gente vem a nado
A gente vem do samba, do forró,
A gente veio do futuro conhecer nosso passado.
Brasil, Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um País chamado Brasil?
A gente vem do rap e da favela,
A gente vem do centro e da periferia,
A gente vem da maré, da palafita,
Vem dos Orixás da Bahia,
A gente traz um desejo de alegria e de paz,
E digo mais:
A gente tem a honra de estar ao seu lado
A gente vem do futuro conhecer nosso passado.
Brasil,Com quantos Brasis se faz um Brasil?
Com quantos Brasis se faz um país chamado Brasil.
A gente veio do futuro conhecer nosso passado.

[foto pouco tempo antes de vir e se ir...]

terça-feira, 1 de abril de 2008


Quando penso em tua mão...
Vejo/ sinto o meu corpo em detalhes
os menores
ao avesso, o tanto, o todo.
metade de mim não é ao meio
é desejo por inteiro.
A pele eriçada ainda é seda
é beleza.
Quando tudo em nós se confunde
sobra a certeza.
os relógios se encontram
o toque deixa de ser o limite.
da minha pele saem os teus pelos,
do teu rosto, o meu suor
o teu cheiro é nosso
só nosso
nem meu, nem teu
não sei mais de minhas mãos...
meus olhos espelham o prazer no preto e branco
além das cores
depois das cores
a razão é liberta pelo juízo
e viva à loucura
de um breve instante!!!
em que tu esqueces o tempo
esqueces o que não é
esqueces o medo.
a música não pára, silencia.
só ela.
mas não, ela só.
o instante pede suplício ao tempo
que isola tudo e o faz eterno
no corpo
na mente
uns instantes
estes.
Sobra uma só matéria.
una.
Um só desenho .
tela.
ainda assim, completa
o que falta. a dois. a três, menos um...
ao tempo entrelaçado também com o espaço
atemporal
ninguém pode bater à sua porta.
atemporal.
ninguém interrompe desejo.
imortal.
Música, por favor!

...

[Feliz por ter meu cantinho na Terra de ninguém, onde o Sol, às vezes esquece que tem compromisso!]

segunda-feira, 10 de março de 2008

Da portaria ao teto do cais!

Cheia de flores coloridas na alma
nos cabelos
margaridas muito brancas em meu sorriso
eu sentada ali no cais
olhando de longe
lá do outro lado da maré
transformo beijos em palavras?
peço licença à fisicalidade
ao tato e ao agrado do toque
para fazê-lo sem censura
sem receio/ sem vaidade
faço assim...
por aqui, chegar a espessa camada da minha alegria
ao do meu bem-querer
aos de lá/ que estão lá
bem vivos aqui, em mim.
eu ainda toco os pés na água que bate lá.
A quase perfeição dos gestos deles
A receita de fazer meus olhinhos brilharem
porque em dias alegres
até mesmo a escala de cinza no céu, sorri
mas em dias cinzas, em que quase tudo não tem cor,
é de deixar a alma suculenta ao receber carinho do mais destilado
assim, como bebida branca
que embebeda o juízo dos ranzizas
o mal feitio da inveja.
Um carinho assim, feito mel puro na boca.
Faço chegar assim,
em junção de letras
a mais leve gratidão
de um sorriso meu abarrotado de bem -querer
de bem querer estar ai
de bem querer voltar
e dar um cheiro bem grande em cada um deles.
Que o relógio se demora em dar suas voltas, isso é verdade.
Mas que a primavera há de chegar cá e
que não vai passar sem que eu me despeça dela
e encontre lá, no meu além-mar,
um outono que se demora em aparecer
mas espera tanto chegar
e que na espera há de sempre se gerar mais afeto e alegria
onde cada um tiver
porque saudade só é não ruim
quando a gente domina.



[Porque minha boca está cheia de beijos
meus olhos em lente de aumento para vê-los
meus braços abertos e certos de embalos
meus ouvidos gritando pela música deles
e minha voz grata pelo carinho que tem lá
que chegou cá.]



[Depois de receber uma caixa cheinha de lembranças deles, chego uma noite a ver imagens repletinhas de carinhos, deles ainda! e a felicidade insiste em ser de criança com cara de gente grande - o sorriso amarrado nas orelhas! Foi assim que fiquei ao receber o carinho do SESC Santa Rita, dos amigos do "Santa EuRita". Mando eu um beijo no oio de cada um e dizer que aqui só não é melhor porque eles estão lá e eu cá.].

...
"E se me faço de ostra
Se me camuflo em ouriço
É porque sou peixe
Sou de "peixes"
Que tudo sente
No profundo azul imenso
Na imensidão dos pensamentos
Da profusão inquieta dos sentidos
Que se fazem em escamas
Recobrindo permutando a pele
Sedenta de saber
Se a luz vinda de cima se chega
A tocar-me la no fundo daquele azul
Não me prendas em paredes de vidro
Ser livre de mim
Deixas que me faça "peixes"
Necessito sentir
A água doce ou salgada
Nos meus lábios
Só pra te mentir que o sorriso
Nem sempre é de ternura
Mas de medo da entrega
Do descamar de minha pele
De mostrar ao mundo que choro
As lagrimas dissolvidas nas densas aguas
Do oceano"

[De Marina, por Marina....pra Ritinha]

sábado, 8 de março de 2008



Mãos amarradas pelo fino fio da ignorância
de saber que regredir é bem mais fácil do que ser um idiota
de rasgar a roupa no meio da praça e nem saber o porquê da exposição
de espancar um bêbado hoje
e amanhã tomar uns copos sem nem saber o gosto do álcool de fogo
de levantar a saia e só ter mesmo ela pra ser bem recebido
de olhar pro céu e só exergar um azul esmaecido
da vontade de gritar e ficar calado mantendo a aparência de idiota
de paspalho...
seguindo a vocação que enfiaram na sua cabeça
se entregando à mascara da política do sorriso largo
"do beijo na testa e da facada nas costas"
pela garganta não passam as palavras geradas nos fios do juízo
as idéias não passam disso
não passam delas
se demoram tanto na inércia
demodé
decanté
na criação em ninho de gatos
as cobras não se demoram em atacar na vida
entre as vistas dos roubos
está só na espera de alguém dar bobeira
e sucesso hoje é confundido com a senhorita da fama de amanhã
é de quem é mais bonito
de quem tem um aparelho mais potente
de quem pouco sai pra ver a rua pegando fogo
de quem só pensa nas rodas de putas a lhe fazer um carinho
de quem não espera muito além de sua cara estampada
num papel-higiênico, quem sabe.....
sabe-se lá! (é uma idéia!)
cortaram o fio...
não sai mais nada
não chega mais nada
não cria-se nada.
Chegou a era do Tudo!

DeDuEdueDudu...


"Para alguém que tá bem longe, ainda assim,
bem perto...

Luz que a todos ilumina
Nos faz assim, mais felizes
Mesmo do outro lado
Ainda posso te ver e sentir
Espero por esse dia
Da chegada anunciada.
O tempo parece
ter parado por aqui
Num dia ensolarado
Ela virá..."

Du, edu e dudu.

[Chegou em um dia em que o Sol demorou a sair... e a chuva tinha encontrado outro caminho que não as nuvens, insistiam em descer dos meus olhos... Mas como tenho aprendido a desviar o caminho dela, tudo tem sido mais flores e estas, cheias de perfumes de carinhos assim: Doces! / Recebendo uma caixa cheinha delas! / Meu amigo tá virando poeta isso só tem enfatizado sua sensibilidade... / Amigo preciso voltar mesmo, tu agora só faz poeminha e não bebe cachaça...tu estás meio doentinho! beijo e carinho meu!]
{O Chão da Espanha...}

quarta-feira, 5 de março de 2008

sem querer ser sombra
mas sem querer tirar sua luz
por favor, seja eu, você.
luz e sombra
sem cansaco
sem sentido
senti/tudo
não me canse
eu também não quero ser
mas tem dia que me cansa
e nem mesmo quero ser
não me canse
eu ja sou você
isso já faz sentido
sem ti, pouco faz
nem sombra tem luz
...
em lembrar da leitura da mão de Dona Doida em casar com Seu Chico, depois dos vinte anos ela volta e traz a música do violão dele... e vamos ver qual é o desfecho da melodia Depois de um sonho filho da mãe de engraçado com Seu Turibio, Seu Caetano e o Noivo Buarque....

O Amor de Tonho...

De longe se ve o banquinho feito de tronco grosso de árvore
na contra luz o desenho é forte
de uma ponta a outra há dedos
de uma ponta a outra há uma paisagem infinita
um bracinho por cima do outro
no ombro dele, a cabeça dela encaixadinha
na perna dela, a mão dele pousada
no olho dele não é ela
no olho dela, não é ele
emoldurada está na visão deles a única:
o sol do entardecer e
uma florzinha branca a se espreguiçar e dizer que
amanhã tem mais beleza a ser vista,
a ser tocada pela noite.
O amor de Tonho é assim
cantinho de passar tempo
de se passar bem o "tempotodo"
entre o espaço e o tempo
as cores, as flores e a felicidade de chegar à noite.

"Tu sabes Ritinha,
que em mim tudo é fora de hora...
inclusive a hora de dar os parabéns.

É que a hora certa foi atropelada pela correria da vida,
de jornal pra fechar,
meninos para cuidar e levar na escola,
e carro quebrado na oficina.

Mas a hora de lembrar de você é sempre que eu dou tempo a mim mesma.
E hoje eu me dei.

Não quero que você continue assim, como você é,
por que a vida muda o tempo todo e
o ruim da gente é ficar parada no mesmo lugar.

Mas quero que você continue sempre assim, como você é,
linda!
por dentro e por fora.
Doce, como guloseimas em festa de aniversário de criança
e, ao mesmo tempo, braba como pirulito roubado.

Tari e Bifa somos nós duas, de verdade. Mas, mesmo estando distantes, estamos do mesmo lado. E aí, não esquecemos nada. Absolutamente nada. E ninguém. "


[Peço licença pra desenhar aqui teu gesto de carinho, mas me é tão caro que preciso lê-lo sempre que sentir saudade, porque é presente e ninguém tira! De Fabi Leão que de Coelho não tem nada para Ritinha Farias, que vive sempre fazendos.]

Ms. SantAna

A minha falta de sensibilidade à vista não é a falta dela...
tenha certeza!
em muitas vezes há uma sobra desmedida desta...
piégas e sem explicação em palavras,
não é este o caso agora.
Se dissesse as vezes que penso em você
dos desejos que faço em tua direção
das horas que trocaria por minutinhos juntas
você nem acreditaria de tanto que paro no pensamento
e usufruo desta minha sensibilidade
é quase já parte do meu próprio pensamento, você
em saber que você entende tanto
que você não critica tanto
e não espera mais do que eu posso dar
é sem dúvida amor,
sem dúvida, um carinho que ninguém pode explicar
eu nem mesmo estou fazendo isso aqui
é com muita certeza um gostar sem tamanho
e até exagerado.
é saber que não preciso estar ao telefone
pra sentir e dizer que seu sorriso me faz tão bem
e o tamanho dele faz festa em meu coração
faz festa em saber que também influenciei a criação dele
e que sua doçura me contamina como ar
que não posso evitar.
sei sim que é brega, bem breguinha o texto
mas é bem intencional
pra dizer das muitas vezes que eu falo: "Dea, que foto brega é essa? tira dai, já!"
é só mais um mimo,
uma vontade de não deixar à toa
de cuidar
e não deixar que você esconda sua beleza (isso é difícil, mas você insiste!)
é cuidado, do meu jeito, mas é!
e digo que quem é mais brega e ridícula nestes ponto do "gostar" sou eu.
demoro em fim pra mostrar, mas tanto tempo...
(15 anos?)
nem tem como não ser ridícula em minhas cartas de amor!


Amo você minha flor de maracujá...
feliz ANiversário, cheio do melhor bolo de chcocolate com morango e velinhas coloridas e mais brigadeiros brancos e pretinhos, só pra gente e as nossas amiguinhas do Bicão!

terça-feira, 4 de março de 2008

Tem cheiro de vontade de abraçar...
tem cheiro de vontade de conversar "lorota", "potoca", de rir, de andar
de animar a festa em seu coração
de colorir um pouco mais a sua sala
tem cheiro de aperto no coração da madrugada
o cheiro da boa música no vento em sua sala
tem cheiro de medo de estar sem você
do cheiro de não mais chegar pertinho do seu campo de visão
cheio do cheiro de doce sem o açúcar quando não tem você por perto
tem cheiro de tudo quando penso em você
o cheiro que é só seu
o cheiro da vontade de estar
de se chegar
se chega já
um cheiro, por um beijo!
[tem tempo, tem jeito, tem até cheiro na ponta do nariz!]

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Essa ladeira, que ladeira é essa?
Essa é a ladeira da preguiça
Preguiça que eu tive sempre
De escrever para a família
E de mandar conta pra casa
Que esse mundo é uma maravilha
E pra saber se a menina
Já conta as estrelas e sabe a segunda cartilha
E pra saber se o menino
Já canta cantigas e já não bota mais a mão na baguilha
E pra falar do mundo falo uma besteira
Fomenteira é uma ilhaOnde se chega de barco, mãe
Que nem lá, na ilha do medo
Que nem lá, na ilha do frade
Que nem lá, na ilha de maré
Que nem lá, salina das margaridas
Essa ladeira, que ladeira é essa?
Essa é a ladeira da preguiçaEla é de hoje
Ela é desde quando
Se amarrava cachorro com linguiça"

[De Gil, por Elis, pra mim... do jeitinho mesmo que eu acabo esquecendo de dar notícia, não é por mal é mais por preguiça! rsrsrsrs....Pra familinha toda que amo tanto...]

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cedo?
Tem melhor tempo pra gente se sentir?
pra gente se testar?
se estar?
se ser?
sei mais eu dizer dela
do qualquer pessoa
mas importa falar?
importa-se a mim, ser.
eu.
ela.
nós.
todas.
eu,
a Rita,
a que não leva o sorriso
mas a que deixa o quanto mais puder,
a Marize
a que ainda desconheço
mas que vejo mais brilho
porque o tempo inteiro tenho o que descobrir
e ser.
"no redizer" das palavras
"no ressentir" do desejo
no reforçar do olhar e do tempo
no entender do estar:
beleza se constrói
além do que se vê
além da imagem bruta
as flores também
nascem entre as pedras
e rir tem sido
a constância do desejo
e da imagem
um estado.

[Na falta da gente pra me mandar de perto os abraços, deixo aqui já a retribuição dos bons pensamentos e vontade de se estar, coladinho na bochecha feito pirulito lambido e beijo mais sincero que sorriso de sertanejo... Viva 28 de fevereiro que no dia era sábado de zé pereira e agora fica sendo o da Santa Dona Doida de nós todos que de doida, só tem o grande Juízo dos loucos!]

Não há ninguém
que tendo posto os pés
ou ainda, só os olhos
não tenha tocado a alma
e deixado de vez seu coração marcado
e que não entenda
uma razão de voltar
de estar
e que não tenha feito
uma canção
uma aliança
uma jura de amor
a este mais que lugar
infinitude de beleza
que se diz cidade.
e que não haveria de ser mais perfeito
que ter em sua vizinhança
a beleza das Olindas.
Recife.
[devendo a imagem, mas pra quem sabe, já a fez toda nos olhos!]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Podia ter dormido sem essa? Não. Impossível!


Chegando em casa...
louca de vontade de tomar um banho...
vou beber água!

TU: Seu "telemóvel" zoou... acho que é mensagem.
EU: Hum. Ah, mensagem de Rhaul... Dizendo:"Convívio?" (risos)... Vôte, jeito mais esquisito de chamar pra farra... Já tá pegando os costumes do povo daqui...
TU: Eita, sem crédito pra responder... (pra variar!)
EU: Então vamos ligar do orelhão, a gente tem crédito no cartão, ou então... podíamos ir lá na casa dele.. é tão pertinho...
TU: "A senhora" num tava doente?
EU: Estou ainda... mas alegria ajuda a melhorar muito....
TU: Então vamos ligar...
...

TU: Diz o número...Toma. Fala!
ELE: Tô, tô...
EU: (Vôte, o menino já pegou mesmo os costumes daqui... até o sotaque tá porreiro...) Gatoooo, quer conviver comigo, é? kkkkkkkk
ELE: Não percebi...
EU: Que mensagem foi aquela, não sabe mais escrever encontro, conversa fiada com os amigos ou mais amigavelmente: tomar cachaça?
TU: :S, hum?!
ELE: Ô Menina...
EU: Rhaul?! :S ... é Você?!
TU: heim?!
EU: :s :s :s Rhaul?!
ELE: Olha Menina, não te conheço, não estou a fim de te conhecer e NÃO QUERO CONVIVER COM VOCÊ...
EU: Ãh, É, bem... Olha, MOço... Na minha terra, a gente diz só: "Foi engano"!
ELE: (Tu, tu, tu, tu... ou será: Tô, Tô, Tô...)
TU: Que foi?!!!
EU: kkkkkkkkkkk... Me lasquei... Puro desengano!
TU: Diz logo...
EU: Se eu achava que já tinha levado um fora na vida... Este foi o maior desengano dela...
TU: Diz looooogo...
EU: kkkkkkkkk... se eu sobreviver... ao meu desengano... (risos, muitos risos, daqueles que as forças vão embora...)
TU: :/ :/ :/, ãiiiii, você hoje fala...
...

No jantar (pouco depois)

EU: kkkkkkkkkkk, Podia ter dormido sem essa...
TU: Que foi, menina? Ainda a ligação? e Rhaul? Deu em quê?
EU: kkkkkkkkkk....

...

Já viu, né? Deu risada e conversa pra noite toda... Rhaul realmente divirtiu a noite...

...

Glossário do Bom: Dicionário "Aurélio"/ "PaidusBurroedarbesta"
Telemóvel: Celular
Zoou: Tocou
Vôte: uma expressão que eu já trouxe de lá e significa estranhamento...acho! Vôte....
Convívio: Estar com.../ Conversa fiada.../ Cachaçada.../ Encontro com os amigos (para a última)
Farra: Festa, só que melhor...
Sem crédito: Liso/ Desacreditado...
Orelhão: Telefone Público (ao menos aqui na conversa!)
"A Senhora": Bichaaaaaa/ Tratamento lindo de amizade!
Porreiro: Bom demais, Porreta!
"Tô", "Tô"...: Simplesmente: "Alô" ou "Oi"
Gaatoooo: Amigo(essa é brasileira mesmo, em franguês, a língua dos frangos!)
Desengano: Engano multiplicado por 10 vezes, só pode ser... kkkkkkkkkkk

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

TEXTO CENSURADO!!!!
[ A censura bateu aqui...]

mAS dOS MEuS oLHOS NÃO sE lARGAm...

aS iMaGens De QUandO ELe fOI gErADo...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tem gente que não entende porque amarro um sorrisinho...
pra não fazer inveja à felicidade...
ela não aguenta quando me ver contagiada por algo mais que ela...
então, me divirto às espreitas
vez em quando solto algo mais
mas de forma que não a desmoralize
já pensou se ela descobre que tem algo melhor que ela?
não posso ser acusada de matar a felicidade...
não quero ser queimada em praça pública
e eu também preciso dela
me faço dela
e de alguém que vai além de mim...
dela...
e se o mundo descobre?
bom, esse ai o tempo todo passa perto
só não descobre porque não quer...
abre o tempo inteiro o sorriso largo
para as coisas erradas
ou quem sabe, das coisas erradas
num cinismo feliz de quem entende tudo
e num entende nada...
perdão, mas não vou me atrasar por sua causa!

Cada um com seu gosto...


Gosto de ser atriz
por poder ser eu mesma
todas as horas
porque existem mil
em mim
da mesma e de tantas...
esta é só mais uma versão...
são todas originais
mesmo quando as copio
são todas verdadeiras
à minha maneira
à minha verdade
à minha certeza
todas elas num só ser
o de ontem
o de agora!
...
[como Teresinha (Ópera do Malandro), em O Canto do Teatro Brasileiro I- 2006, por JOão Denys...com Flavinha]

Não leiam!!!

Com "poucas" expectativas...
próxima paragem: Madrid
mas antes, uma passadinha em Salamanca...
"cañas e bocadilhos"
sou física, meu processo físico chega primeiro...
ao peito... ao estômago...
eu sinto cheiro de terra nova
nem tão nova...
mais sim, aos meus olhos.
e as relações vão se estabelecendo...
entre as estradas e paisagens,
muitos olhares cúmplices,
de risos,
de brincadeiras,
de filmagens,
de descobertas...
mas quem vem lá?
próxima paragem: Madrid
a cidade ventila modernidade em embalagem de antiquário
chacoalha o antigo com as novas tecnologias de luzes, de cores,
de sons, até um pouco infernais de um trânsito que nos dá a boas vindas...
A procura do hotel...
(que não poderia ter nome mais fashion: High Tech Nueva Castellana)
onde fica mesmo?
em que avenida?
- "o GPS sabe tudo..."
(mas que tal colocar o cd agora?)
- Porque não paramos e perguntamos?
- Não, agora está tudo sobre controle, já estou me achando e o mapa diz ser por..., por...bem , por aqui...
- Hum, sei...
(quantas horas mesmo nos perdemos? uma e meia, duas?)
-Ô, desculpa, a rotunda (giradouro) é muito bonita, mas quantas vezes vamos passar por ela?
não seria melhor, parar e perguntar? ou ficar arrodiando outra mais a frente, pelo menos é diferente desta...
- Não, não... agora já me achei...
- Hum, sei, acho que escutei isso há um tempo...
Por aqui... por ali.... segue tua intuição...
que chegaremos lá...
- A avenida de novo?
- Por favor, pára e pergunta! em português mesmo! Não podemos nos perder mais que isso... (engano meu...)
- Bom, talvez seja melhor mesmo perguntar...
-Ei, olha ali... Chegamos!
-Ai, Meu Deus....e os outros?
- Ficaram na rotunda, girando, girando...girando...
- Tsc, tsc..
Todos vão chegar...
e os quartos?
quem fica com quem?
-Ai, com Lilian, não, por favor!!!
-Ai, com Ritinha, não, por favor!!!
todos: - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
-Assim, a gente vai acabar assumindo a relação...
- Tá bom, Lílian em cima, Teresa em baixo e Rita e Raquel, juntas!
- Arf!
- "Aaa Raquel é má... aaaa Ritinha é boazinha..." creia...
(Mulheres de Areia) por Tonho da Lua...
- Um troca-troca de quartos...quase a noite inteira..
e vai Alexandra pra lá, vem Mário pra cá..
Paulo e Maria também...
- êpa...Meninos e Meninas, separados!
só os casais podem se olhar!
- "Poxa e Madrid que julguei ser tão pra frente..."
- Rs...
Bem, acomodados...
Porque mulher "não gosta" de conversar, heim?
No quarto 121, Inventaram até um seita religiosa de "Santo num sei das quantas..." com oração e tudo e teve gente que até sonhar com as pegadas, ops....digo, milagres do santo, sonhou... sei não...
Acho que vou fundar uma igrejinha. O santo tem futuro!
e há quem diga que tem muito céu pela frente!
Conversas e orações beirando uma tal de 4 horas da manhã...
Próxima saída: 9:30 da manhã para o pequeno almoço
direction: Gran Via... ou algo por perto de lá...
Entre um museu e outra galeria...
entre muitos Picasso e algumas Cindy Sherman
todos colhem o máximo de imagens e sensações possíveis
fazem ligações,
conjecturas,
levantam a sobrancelha,
se maravilham,
se decepcionam,
mas todos curtem o novo...
pausa para o almoço...
uma comidinha bem "nativa" , "original" e "pouco industrializada":
McDonald's... (liberado o riso dos leitores)
Dai pra frente...
alguns se perdem, outros não querem ser achados
outros querem ver o gato, outros serem mordido por cachorros, pombos, sei lá o quê...
alguns ainda pedem por uma visita ao Prado...
coisas "bem parecidas", rs...
nenhuma indecisão..."que é isso? pessoas de mestrado, indecisas?, de jeito nenhum..."
só as horas que já sabem pra onde vão...
ao final de algumas 2 horas os caminhos se dividem...
Eita, ATENÇÃO:
esqueci do dia anterior inteirinho...
e foi o dia que visitamos a ARCO (motivo primeiro da viagem...)
acho que o cansaço me causou "amnésia aguda da hora"
Então, um flash-back do dia anterior...
Também começou cedo...
dormimos muito pouco e era o dia da tão prometida cachaça, ops...digo, Feira de Arte Contemporânea de Madrid...
Nos encontramos todos para o pequeno almoço, às 10h e lá se vai...
entre as muitas lembranças "da noite dos santos" e o santo caindo por cima da gente no metrô e
as beatas rindo e rezando...
muitos sobes e desces nos vagões
e caras dispostas...
Na Plaza del Sol, uma paradinha para os cafés...
próxima paragem: ARCO08
A vista faz lembrar a Bienal do Livro, ou a FeneArte no Recife...
muito espaços para as galerias
muita versatilidade nas apresentações
o corpo insiste em criar olhos por todos os lados
queria eu ser mutante agora
respira-se "Arte em Toda Parte"
e o tempo não chega para tanto...
num lugarzinho de apoio,
a vontade é dormir e esperar chegar o outro dia da feira ali mesmo
e começa um espera espera por um grupo
por outro
e outros...
por alguns...
e até Ritinha se perdeu...
como?
eu que me perdi não sei...
era tanta entrada
tanto artista
nem o medo de ficar sozinh ali, me guiou...
mas achada pelo Professor Mário
peguei o bonde andando...
e entre algumas "pequenas" e sempre presentes indecisões...
voltamos para o High Tech (que nomezinho filho da mãe pra hotel, eu, heim???)
e a cachaça tão prometida?
como água que embrenha na terra, foram-se todos...
pouco a pouco se saindo
e nada de cachaça...
os poucos que ficaram no quarto-mor da bagunça, o meu, claro...
foram desanimando-se...
povinho ruim de festa! (engano meu, lá na frente veremos quem é ruim de festa...)
rsrsrs...
Quando virou a noite...
alguns mais, chegaram-se e enfim, o cheiro de farra no ar...
e fomos "expulsos" delicadamente por Tess do nosso quarto...
e sem-teto, paramos no quarto dos recém-chegados: Pedro-paulo-pedro...
e enfim, FESTA...
Não foi das mais animadas, mas deu pra se rir muito...
voltando ao outro dia... aquele que comecei lá em cima...
depois das "decisões, indecisas" de quem vai e de quem fica no centro da cidade...
três mocinhas decidem-se por ficar e não voltar ao hotel pra tomar banho...
rsrsrs
"melhor na rua podre
do que em casa limpo!!!"

nem é bem esse o lema, mas encaixa...
um minuto de alforria!
gritos de independência da indecisão, decidimos alguma coisa...
Ri, Tess e Li
em segundos se chegam
os três mosqueteiros:
Pedro, paulo, pedro... e lógico o GPS com nossos destinos traçados pelo arquiteto...
a outra turma vai pro High Tech, com promessas de volta...
vamos ver...
entre milhões de indicações de Seu Bernardino,
fomos nos perdendo pela multidão que aquele lugar acolhe...
parecia dia de festa de santo no Brasil
mas era só mais uma noite na Espanha
a noite de Madrid abriga cinco Recifes Antigo em uma única praça
(isso é muito importante...ainda não tinha achado coisa melhor que o Burburinho...)
as caras e estilos são diversas e ninguém fica de fora
à procura de um lugar à lua, fomos ao primeiro bar "GPSiano" do arquiteto
"Fatigas num sei das quantas..."
barzinho arrumado, cara de Bar do Neno...
fino, mas cara de boteco de primeira...
muitas risadas e cañas, outras coisas esquisitinhas....
mas o clima de amizade foi se estabelecendo...
Segundo a indicação do GP do arquiteto (assim agora chamado, carinhosamente, o mapa da mina de Pedro)
fomos a um barzinho que a entrada não era muito convidativa e o "quem vê cara, não vê coração" foi dito ali pela primeira vez....
porque não tinha cara melhor que uma casa de zona...não mesmo, acredite, só entrei por causa dos mosqueteiros que passavam segurança....rsrsrsrs.
mas o Sésamo, assim chamado, foi escondido pelo deuses do Olimpo, antes da sua decadência
e achado por pessoas especiais que inventaram a tal da sangria e deitaram fora sua receita ali mesmo...
Entre muitas discussões de sotaques brasurcas e portugas
só me ensinaram os palavrões que já sei desde de pequenininha...
só que agora com um enrolado a mais na língua...
A sensação de falta estava presente o tempo inteiro, porque no meio da noite
uma mensagem avisa que os outros desistiram de voltar e que teríamos de escolher entre ficar lá e voltar pra encontrar os outros...
e como já tava dentro, deixa!
ficamos....lembramos muito dos outros...
mas sabíamos que eles iam descobrir como se divertir também...
E nós... entre milhões de jarras de sangria
foram as conversas se alongando e as leituras das paredes do bar
o piano que se perdia no meio da conversa
do cantar dos parabéns...
já era meu aniversário, Pedro?
acho que já tenho 40 anos entre tantas comemorações,
mas os mais chegados sabem que só tenho ainda 21 incompletos
desta forma, posso chegar até os 100, no problem...
mais adiante...
o GP aponta nova paragem:
O Bar das danças Sevilhanas...
- Eu quero ir....
- Eu também...
- Vamos todos...
- Mas e a hora do metro?
- Ihhh....
- Novamente o santo das decisões baixa e decide pela hora...
Voltemos para casa dançando as Sevilhanas...
A festa "High Tech" só tinha apenas começado
e eu que fui tomar banho,
só posso contar até a porta...
cenas das próximas baladas,
só pelo quarto ao lado
de quem dançou esta música
do quarto que "de café", virou "da cachaça"
e o meu... um bom canto pra sonhar e espalhar as costas...

Em dizer que apesar de grande o post, as palavras ainda são poucas para contar os 4 dias
e que mais do que as imagens que buscamos lá
as maiores e mais coloridas foram as feitas por nós
as marcas que deixamos naquela praça
naquela cidade e nas nossas lembranças
em dizer que Madrid vai deixar amizades mais duradouras
e pessoas felizes pela sua luz
e sua gente
porque estando lá se está nesta cor, nesta luz
e naquela história e não mais em outro lugar...
Minha saudade às vezes vai embora triste
porque descubro que ela não passa de confirmação de amor
e ela não mais me azucrina o juízo
perde sua força quando me vem de forma traiçoeira
não me faz mais triste
me lembra de quem me faz bem
de quem me fez bem
de quem me fará bem mais
me "alembra" que não estou sozinha
que felicidade é mais fácil do que imagino
que pra ser mais feliz é só levantar um tantinho mais
os cantinhos da boca
e olhar em redor
com olhos bem vivos,
levemente cerrados pelo processo físico do sorriso.
e eu a cantar
a bailar
a sorrir do mundo que só eu vejo
mas que irradio pra todos que conseguem me ver
e a saudade?
levanta os cantinhos da boca dela...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Desenredo

Por toda terra que passo me espanta tudo que vejo
A morte tece seu fio de vida feita ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego eu me enredo
Nas tranças do teu desejo
O mundo todo marcado à ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo, a morte o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego eu me perco
Nas tramas do teu segredo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe
A cera da vela queimando, o homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando, a vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego eu me enrosco
Nas cordas do seu cabelo
Ê Minas, ê Minas, é hora de partir, eu vou
Vou-me embora pra bem longe...
[vou-me embora pra Madrid...rsrsrsr, por Dorival Caymmi]
... Amo Tantoooooooo
pronto. Nem mais nem menos...
mas muito mais...
Porque conheço a tantas horas...
tantas...
e dá uma saudade quando não se vê
quando não se escuta a voz desa "Jovem Linda"
dá de tudo...
não só saudade,
mas vontade de dar um cheiro nessa mãe postiça
apresentada por uma certa Dona Doida.
Aqui deixo só mais um dia de boa lembrança...

ela disse sim...


Até as portas amam...
portanto, cuidado ao dizer: "grosso como uma porta"
se quiser dizer que não é digno de amor...

_ LiTeRiRa_
é isso que nós aprendemos em sala de aula:
a sermos meninas más...
muito mazinhas...
esta é a nossa beleza [em nosso melhor momento]...
[Madrid que nos aguarde...rsrsrs]


contando o tempo...

passa-passa

passa-passa

canto o tempo

no canto

continuo ainda contando...

todo o tempo

cato o tempo

cata-cata

cata-cata

não, não é assim...

perdeu-se tempo...

passa-passa

passa-passa

conta o tempo

conta ao tempo

usa o tempo

gasta-se o tempo

e ele...

passa-passa

passa-passa

ele não espera

não pára

vamos...

passa-passa

passa-passa

até voltando no tempo

ele passa-passa

passa-passa

não para o tempo

não fica no passa-passa

passa-passa do passado

neste sempre o tempo ganha

mas perde sempre pro futuro

porque passa-passa

passa-passa

nem aproveita o agora

que já já

passa-passa

passa-passa...

[de pés pro ar sobre o ar do Porto-PT]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008


Eu só ia cheirar
mas o encanto foi tanto
que me apeteceu comê-la...
O desfile parece uma cópia, mas animação é autêntica...

Animação pode ter em todos os lugares...


Desfile de Carnaval em Estarreja - PT
Um dia muito alegre...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008


ela ficou loura e meu cabelo cresceu tanto, tanto, tanto...
será a falta do som do frevo?
ou do cheiro dos passistas?
sei não...
alguma coisa desandou...
mudou...
será?
(risos) "Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnval... ops, hoje que não é mais carnaval... também tem beijo..


A quarta-feira de cinzas é ingrata,
vem só pra contrariar,
isso não é menos verdade...
mas como toda ingratidão
tem sempre um lado bom
ela foi-me tão feliz ter chegado hoje,
por eu não estar lá
quis eu tanto que ela chegasse cá...
a quarta-feira
que hoje não teve nada de ingrata
nem um som
nem um passo
nem mesmo a forte lembrança
de um carnaval de lá que não vivi neste ano.
.
[Carnaval, digamos "jeitoso" entre Porto, Ovar, Aveiro e Estarreja. Muito melhor doque o esperado. Não é um Brasil, mas o bom mesmo é viver e não comparar...]

No bloco da minha saudade...


No meu peito ainda soa o "metal" daquele frevo
na minha lembrança ainda grita o caleidoscópio em suas cores
fica guardado na minha pele
a alegria daquele povo
do MEU povo...
que vira um mar de pele
de cheiro
de sons
tudo vira...
um maracatu
num baque solto, bem solto
virado, cheio, dobrado
a sua cabeleira multicolor
sua flor na boca
um "Mateus", uma "Catirina"
um samba de roda,
um "côco" na saia
um "côco no pé"
ao som de um "caboclinhos"
na virada do afoxé
entra as canções dos saudosistas
eu entro para cantar
Oh!-Linda de dia e o arRecife de noite
e eu faço um bloco cheio
de "Flores", "Ilusões", "Saudade", "Retalhos"
"alhos e bugalhos" num acorde da zueira do "Acorda" na ladeira.
aqui as máscaras não são as que acobertam
são elas mesmas a própria face do que fica todo um ano escondido
são elas
são tantos...
tantos que ficam guardados todo o ano
para saírem de casa
para se mostrarem
se encontrarem
serem eles mesmos
uns palhaços, umas bailarinas
uns super-heróis...
mas nada na surdina
"tudo" são flores abertas
todos se mostram
é aqui a confraternização universal
ninguém que lá chega
fica sem bilhete de entrada
as arquibancadas não tem ninguém,
porque todo mundo quer mesmo é estar lá
no meio
nos "quatro-cantos"
ou ao pé do "São José",
no Marco do inícios dos melhores carnavais.

[para quem brincou o melhro carnaval do mundo... (Foto do caboclo de lança)]

terça-feira, 29 de janeiro de 2008


A foto mais bonita
pra me despir do sentimento mais ainda...
porque o que não é digno de ser
já não o é...
.
[pôr-do-sol da janela de casa, em Vila Nova de Gaia... Foto especial para Má e Xande, saudades dos Faustões]

sábado, 26 de janeiro de 2008


Quando a cabeça parece não se importar com nada...
só quer um descanso...
um cochilo..
[nem sonho...]
- nem realidade -
! só um cochilo !
No inferno colorido da criança dela
os meus olhos feriram a alma
dancei junto uma valsa
de uma nota só
de uma nota sol.
no pequeno, do dizer dela
há mais dito
do que todo ditado meu contido
há tanta jóia lá....
há tanta desordem lá...
há mais ainda,
os brinquedos,
ansiosos pelas brincadeiras devedoras
pelos abraços não terminados
pelos dias imaginados
e sua boca ainda está cheia de beijinhos...

(para quem é de direito, uma resposta aos poeminhas filhos da "mãe das idéias que não ficam paradas na idéia". uma certa muito doida, Dona cin...)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Dos que eu fiz, o Post mais incomplet...


Fui deitar...
Enquanto a mente também não fez o mesmo,
milhões de pequenos filmes se formaram.
junções de novas imagens
frescas imagens,
velhas imagens
outras tantas....
foram formando curtas da minha vida ...
dramas,
animações,
comédias,
alguns mudos,
outros embebidos de muito som, luz e cores
Enquanto isso....
o corpo cansado....
de dormir...
de esperar...
de sonhar...
Num dos filmes
veio a cena das tantas vezes que fiquei triste...
por alguém, por algo,
mas fiquei...
como num teste,
deu vontade de contar quantas vezes foram estas...
minha inocência...
mas em pouco tempo,
nem dedos mais haviam,
mas a lucidez me acordou por um instante
e comecei a rodar um filme
um bom filme, dos meus bons momentos,
muitas foram as cenas...
o meu primeiro beijo-selinho da minha mãe,
a cantoria no colo do meu avô,
o primeiro abraço quente e protetor do meu pai (que tenho lembrança)...
a primeira vez que escutei um "eu te amo",
a segunda vez que escutei um "eu te amo",
a terceira,
a quarta...
as vezes em série...
na cama,
baixinho, no ouvido,
na chuva,
numa música,
num choro,
numa praia,
num show,
numa transa,
num colo,
numa bebedeira,
num sonho,
na ida...
e na volta de uma viagem...
o dia que vi a lua mais bonita no Marco Zero do Recife,
o orgulho em ver minha irmã passar no vestibular,
o choro alegre do dia do casamento da outra irmã,
a primeira medalha de ouro do meu irmão,
a gargalhada da minha mãe quando enche a sala, após um copo de vinho (é a melhor)...
o abraço em salto de Teresa,
o gosto da boa melancia de Vó,
escutar com sorriso na boca os tantos apelidos dados a mim,
a primeira entrada num palco,
o primeiro prêmio de melhor atriz...
o dia que nenhum deus apareceu,
que nenhum milagre aconteceu,
que nenhuma descoberta científica foi divulgada,
mas em que reinava a simplicidade,
e eu saltei nos braços de alguém...
e o olhar era de só felicidade,
de confiança,
só simplicidade.
de ter tido um professor querido,
de terminar o dia de dever cumprido,
do banho na chuva...
sozinha, acompanhada, mas o banho, a chuva.
das vezes que escutei a minha melhor música,
as minhas tantas melhores...
do prazer de tocar uma pele macia,
de receber o primeiro beijo silencioso no ouvido,
as tantas séries deles...
do meu primeiro gole de vinho,
de beber o café expresso português,
do sorvete de baunilha com café espanhol,
a satisfação de ver o primeiro espetáculo da minha vida,
das risadas de Dona Doida,
da sensação de comprar sapatos,
de usar um bom perfume,
de lembrar de um bom perfume de pele...
das risadas provocadas de doer a barriga,
de comer quando se tem fome,
da água depois do doce,
do show de Maria Rita, no dia 28 de julho de 2006,
os shows de Djavan,
de advinhar as músicas nos shows,
de entrar em cena e fazer alguém feliz,
de tirar os sapatos e cochilar na rede,
antes do banho pra tirar o dia cansado,
pelo passear das mãos no rosto e no corpo
e conseguir reproduzir em questão de segundos,
os detalhes mínimos uma pessoa...
da felicidade de escutar um Chico,
uma Rita,
um Milton,
uma Elis,
um Gonzagão,
um Brasil,
em "Terra Estrangeira"...
da satisfação de imprimir numa imagem, poesia pura,
das vezes que o choro foi só o início do riso,
da primeira vez que pintei os olhos
e copiei Narciso no espelho,
da dança que ensaiei e não dancei pra você
mas que fez sorrir meu corpo,
de cada sorriso alheio que gerei,
de cada abraço que ajudei a criar ,
de notar a beleza de uma flor,
das muitas sensações que causam arrepios,
"frisson" só pelo cheiro...
por decorar uma letra de música inteirinha,
no dia em que o dinheiro pareceu cair do céu,
de vestir a roupa mais cheirosa do mundo,
e de deitar numa cama assim...
do copo de água mais refrescante que já tomei,
do meu banho de cachoeira na Várzea,
do pôr-do sol de Espinho,
da visão da Ria de Aveiro,
de quando filmei as pontes do Recife Antigo,
do pastel do Burburinho,
do show dos Beatles Cover neste mesmo bar,
de comer algodão doce na calçada e rir até o doce escorrer pelos dedos
no frio de Lajes - SC,
de sentir confiança em alguém,
de sentir alívio após a desconfiança,
de provocar a felicidade só com um piscar de olhos,
da cumplicidade brotada num só no olhar,
a alegria de ser milionária por uma tarde
(mesmo que só no planejamento),
de aprender a andar de bicicleta com meu irmão,
das muitas vezes que para o mundo não cair
bastou uma boa noite de sono...
e eu dormi...
sem lembrar mais das vezes
que a tristeza quis se aninhar nos meu braços...
faltaram dedos,
fios de cabelos,
para serem lembradas as cenas que eu construi de alegria,
e renovei cada uma ontem...
quando enfim, dormi. feliz.
cheia de história pra contar...
e de gente pra lembrar...
e foi mais uma boa lembrança...

( pôr-do-sol de Espinho - PT...]